Os Velhos Carlos Drummond de Andrade
Sonhos, medos e realidade
Pouco importa como chegamos neste mundo, se fomos ou não voluntários pra viver uma experiência, talvez tenhamos nos comprometidos em dar o melhor de nós mesmos e em fazer o bem a quem fosse possível.
Nós sequer sabíamos quais seriam as nossas crenças e se fortes o suficiente pra nos capacitar a superar os nossos desafios.
Talvez não tenhamos sidos preparados pra perder, sofrer, sermos desiludidos ou manipulados.
Mesmo com todo o otimismo e fé, nem sempre é possível transformar os nossos sonhos em realidade e, em algum momento, temos que nos conformar com a dor, a perda ou algum sofrimento.
Nem sequer sabemos se realmente temos uma missão, mas sempre haverá alguém que se espelha em nós, que nos ame e nos vê como exemplo.
Se não há uma fórmula fácil de superar os nossos problemas, temos que conviver com eles, até encontrar um meio para contorná-los.
Se a felicidade não é um destino, temos que buscá-la no meio do caminho, fazendo das lutas experiência e reconhecendo a nossa própria importância.
De alguma forma somos gratos e aos poucos vamos superando as angústias do passado ou os temores do futuro, porque o presente é o único lugar onde podemos tentar algo diferente.
Talvez as pessoas especiais tenham descoberto como amar a si mesmas, aos outros e a vida, apesar das suas incertezas e a solução seja encarar a vida sem medo dos seus desafios.
Atos de intolerância e agressividade servem para medir o nível de baixa autoestima, frustração e insegurança do próprio intolerante e agressor.
Quando dizem para ti que não concordam com teus pontos de vista, ou que apenas concordam em partes, não se preocupe, pode ser que tu realmente estejas correto, e que apenas sejam eles que ainda não atingiram o nível necessário para tal compreensão.
Não se preocupe quando os outros não concordarem contigo, pois pode ser que apenas sejam eles que ainda não atingiram o nível necessário para tal compreensão.
Sermos tolerantes e promovermos uma cultura de paz, não significa termos que conviver com quem não nos convém, nem permitirmos ser humilhados por quem nos critica, e muito menos sermos capacho dos aproveitadores.
A educação, pode sim, ser uma ferramenta libertadora para o povo, desde que não seja usada como uma espécie de salvacionismo manipulatório e alienante.
Antes de fazermos uma escolha, além de estarmos conscientes das suas devidas consequências, é deveras importante sabermos se temos condições para suportá-las, e se o preço a ser pago vale a pena.
A nossa agressividade quase nunca tem ligação direta com quem agredimos, mas é acionada pela nossa baixa autoestima, nossas frustrações não elaboradas e um sentimento de impotência e insegurança reinante em nós.
Nossos conselhos são sussurros, enquanto nossos exemplos são gritos ensurdecedores, quando queremos educar alguém.
Não é a farda que faz um soldado ser um bom militar, nem a toga um justo juiz e nem a batina que transforma num padre.
Nossos olhos são apenas janelas para entrada das formas, pois é a nossa mente que diz para nós do que se trata.
O nosso futuro é o desdobramento de nosso presente e de nosso passado numa reedição provocadas por nuances acionárias.
Faz-se necessário que tenhamos um olhar biopsicossocioespiritual sobre o ser humano, enxergando-o de maneira integral, pois se trata de um ser que está para além do visível corpo físico.
A maioria de nós tem o problema de valorizar somente o que vem a perder, o que nunca teve ou o que gostaria de ter, e poucas vezes o que realmente já ou ainda possui.
Distanciar-se ou ficar indiferente a toda e qualquer forma de ser vivo, é se distanciar e ficar indiferente ao próprio Criador.
A própria vida é um processo estocástico onde eventos aleatórios se constroem com a soma de variáveis vividas, transformando, moldando e formando novos movimentos e mais vida.
Vivemos em tempos em que todos se acham no amplo direito de criticar a tudo e a todos, mas possuem proporcionais dificuldades de aceitarem as críticas que recebem.
