Os Inocentes de uma Guerra
Onde a paz não é cantada
prefiro não escutar nada,
o meu coração pertence
aos nobres guerreiros que
lutam por amor à Pátria.
O Mal que acusa uma
Nação daquilo que ele é,
nem mesmo apelando
à todo o alfabeto para
ocultar não vai dar pé.
Estão nos meus dedos
florescendo girassóis
para romper com medos,
e com toda a fé do povo
a Nação será reerguida.
O azul e o amarelo são
as cores do meu escudo
que iluminam mesmo
neste momento escuro
retribuindo a ofensiva.
Os artifícios do passado
para incitar genocídio
e crimes de guerra estão
vindo via folhetins e almas
vendidas fazendo vítimas.
Da trincheira universal
sou a combatente constante,
porque ninguém me põe
submissa ao autoritarismo
e pela liberdade sempre resisto.
Reescrever a História
dos teus erros com calúnias
que foram espalhadas
como plumas para justificar
o teu mal não vai adiantar.
Estar do lado certo não
é estar do lado forte,
É estar do lado da verdade
que a tua crueldade
não tem parado de atirar.
Dançando nos escombros
de Borodyanka ao som
da guitarra elétrica,
Levanto e baixo os meus
ombros aos homens da Terra
que insistem nesta guerra.
Muito antes do que você
mandou fazer em Bucha,
Entre os lábios eis o punhal
como resposta do destino
que nem o teu Exército
irá ter o êxito de capturar,
O meu nome é levante
poético que nem míssil
igual ao da destruição
em Kramatorsk irá me parar.
A rebelião vem erguendo
fortalezas e trincheiras
no coração das tropas,
e sobretudo no amável
coração do teu povo,
E as nove montanhas
têm me feito inabalável
em nome da revolta
que haverá de te tombar.
Não pode ser uma boa pessoa quem defende a morte de um povo em detrimento dos seus interesses. Quero distância de gente assim.
Uma rebelião curiosa
para derrubar dois
generais que durou
apenas 36 horas e foi
por acordo desmobilizada,
O velho mercenário
cumpriu a palavra
de que iria fazer História.
Por alguns instantes
cheguei a duvidar
de que a História se escreveria,
e ela está aí sendo escrita
entre perguntas e respostas
meio tortas e complicadas,
porque a meu ver,
ela ainda sequer começou.
Os ucranianos, os russos
e todos nós previmos juntos
em rede mundial
que o velho mercenário
iria se transformar no Parsifal,
mas não era essa dele a intenção final.
Só que numa guerra não
existe espaço para contos de fadas,
é ter a consciência de viver
ou morrer no cotidiano brutal,
e ainda com tais certezas crer
que amanhã haverá um bom final.
Para o exílio o velho mercenário
foi enviado e dizem que dali escapou,
Talvez isso seja o evidente sinal
de que a História "não acabou"
e que na real ninguém sabe o final.
Lágrimas de Kramatorsk
e por todos os lugares,
Orações em todos os altares
para não continuarem...,
Porque no final todos sempre
sonham com um valente Parsifal.
Sendo assim por parte de mim
e por parte assim poesia vibrante, provocativa, cortante pela liberdade
de todos os povos da insanidade
desta e de todas as guerras
onde todos saem sempre perdedores para que um dia livres acordemos
de todos os pesadelos e horrores.
Sabor de liberdade,
Salar cor-de-rosa,
Terra dos tártaros
da linda Crimeia,
Liberdade poderosa,
Profunda e poética;
Que nem mesmo
o tempo há de deter...
Quem não respeita
a população é o invasor
e não quem vem
lutando dentro de casa
para sobreviver
muito antes de Holomodor,
é devido jamais esquecer
de quem ocasionou a dor.
Verão ardente na Crimeia
cercada de armas
e sistemas aéreos de defesa,
enquanto uns vieram
só para passar as férias na praia.
Dizem que todos serão
eliminados mesmo aqueles
que não têm ligação
pátria e emprestaram
o seu coração
em defesa da Ucrânia,
Nada me intimida
e nem mesmo o buraco
mais escuro do Universo.
Porque quando se
conspira contra um poeta,
um tirano sempre cai primeiro,
e deixa o pior de si na História
aos olhos do mundo inteiro.
Imagine ter nascido
num país que poucos
ao redor do mundo
falam o seu idioma,
E o teu país foi
invadido por outro
que te obrigasse
a falar o idioma dele.
Imagine o país invasor
sair difamando todo
o seu povo e outros
povos entrando neste jogo.
Imagine do dia para noite
o nome da rua na qual
você mora e os nomes
de todas as ruas serem
trocadas, as suas músicas
serem proibidas de ser cantadas.
Imagine as memórias
obrigadas a ser caladas
e todas as bibliotecas
sendo ao seu redor incendiadas.
Imagine do dia para noite
você sendo arrancado com fuzil
na cara para escolher
se concorda ou não
a tua região ser algo de anexação
pela Nação que praticou a invasão.
Imagine viver como
a Crimeia, Luhansk, Donetsk,
Zaporizhzhia e Kherson,
e para sobreviver ao menos
ter a canção de John Lennon
para 'assobiar em silêncio'.
Imagine levar a culpa
nas costas que falta algum
item de consumo no mundo
sendo que até no meio
da lavoura se labuta buscando
desviar de tiros e bombas,
e ter que suportar piadas
feitas por desonestos intelectuais
em tempos de redes sociais.
Imagine você tendo que
lutar com munições velhas,
quase sem armas e vendo
a sua gente morrendo bombardeada.
Imagine todas estas cenas
e até as que não foram
por mim e por ti vistas,
pergunto a tua consciência:
E se tudo isso fosse com você?
Imagine conviver com
tantas privações e esperar
a volta da catástrofe nuclear
batendo de novo na porta da tua casa.
Imagine ter que viver superar
o fardo destes dias e nem
mesmo o controle total
dos portos do teu país
não permitem mais,
e ter que obedecer metas
iguais aos dos tempos de paz.
Imagine ficar imaginando
ao som de bombas estourando
e de tiros intermitentes sem
ter nenhum minuto de descanso.
Imagine não ter como ir,
ter que resistir, ter que deixar
uma vida inteira para trás
sem hora ou data para regressar
e sem a certeza que a vida
vai estar no mesmo lugar:
E se tudo isso fosse com você?
Imagine recordar toda
a violência sofrida pelos teus
antepassados que foram
mortos pela Nação invasora
que está repetindo os mesmos
e impronunciáveis crimes de outrora.
Imagine conviver com a tragédia
invasora e respirar a falta
de empatia de gente alheia
a cena com quem a vida ignora:
E se tudo isso fosse com você?
Imagine recordar toda
a violência sofrida pelos teus
antepassados que foram
mortos pela Nação invasora
que está repetindo os mesmos
e impronunciáveis crimes de outrora.
Diante dos meus olhos
testemunhei Kherson
depois de meses em liberação,
a fogueira do destino
continua acesa no meu coração.
Depois de tanto falar
sobre as mentiras do tirano,
as festas por Kherson mostraram
que nunca estive em engano.
O mal deve ser na vida evitado
e o quanto antes por prevenção,
uma sanção diferente por dia
já teria promovido a pacificação.
Muitos pensam só aquilo que
é pragmático para resolver
os seus problemas a curto prazo,
e um dia isso vai custar muito caro.
Os invasores mataram
a família do cão de Dnipro,
ele sobre os escombros
da casa foi encontrado,
a guerra e a tirania
ainda não foram vencidas
porque a Humanidade é egoísta.
O cão de Dnipro sobre
os escombros da própria
casa muito mais honra
do que muitos humanos ele tinha,
pois um cão nunca envia
bombas para ninguém e isso diz
muito sobre até o dia-a-dia.
O cão de Dnipro tinha o nome
de terra ilegalmente ocupada,
o nome de Krym levava
e hoje a sua alma se fez infinita
para que a terra não seja esquecida:
ninguém conhece o tamanho
da dimensão mística da alma canina.
Os invasores e os descrentes
não gozam de sabedoria
e não têm ideia do tamanho
do poder da alma de um cão,
e se soubessem aprenderiam
a respeitar com devoção
de todo o coração ainda em vida.
A partida do cão de Dnipro
deixa para toda a Humanidade
a atemporal mensagem realista
sublime, necessária e infinita:
derrotar a guerra e a tirania
sempre será a sua urgência
enquanto tens o poder na tua mão.
Uma voz lírica e oriental
cantando "Katyusha"
no Teatro de Mariupol,
Talvez sem saber
dos que foram assassinados
pelo míssil
sob a ordem do maldito.
Mal sabe ela que dele
nem mesmo escapou
o pó do que restou
de alguns dos wagneritas
que tiveram o próprio
cemitério asfaltado,
e outros ainda estão
combalidos sem direito
a Cruz Vermelha
e sem absolutamente nada.
Mal sabe ela que
para o maldito não existem
pessoas boas ou ruins,
Para esta alma atormentada
só existem objetivos e mais nada.
A Inteligência Ucraniana
ainda não tem certeza
se o Parsifal dos mercenários
foi morto igual aos demais
na tragédia do avião,
Sem querer acabei
mergulhando no oceano
do concretismo existencial
e do romantismo poderoso
em companhia sobrenatural
de Brodsky e de Pavese.
Enquanto esta guerra
não chegar no seu final
que é a Ucrânia e a Crimeia
libertadas definitivamente do mal,
Estarei devolvendo com
meus poemas cada ataque brutal.
Quando se trata de informações sobre guerras afins: não acredito em manchetes sensacionalistas, não acredito em fotos com textões, não acredito em vídeos e áudios recortados e que ofereçam pouca clareza e não me satisfaço com informações incompletas.
Você não precisa ser especialista em coisa alguma para entender quais são as regras básicas numa guerra.
Se você quiser entender como funciona é usar a lógica de (1+1 = 2), ter um coração sensível e baixar gratuitamente e ler essas minhas recomendações de leitura:
Declaração Universal dos Direitos Humanos
Convenção de Genebra
Estatuto de Roma
Se você ler com atenção vai compreender fácil e estará pronto para criticar bonito quem merece ser criticado.
Não importa a sua crença, não importa a sua ideologia, não importa se você não gosta de mim, mas se você é anti-guerra, eu gosto de você!
A partida física é apenas uma mudança de rota confundida com a morte.
Morremos quando deixamos de acreditar em tudo aquilo que é necessário para manter e a obter a paz.
O amor que portamos é aquilo que nos leva a iluminar onde for preciso e a única comunhão com a eternidade.
Os verdadeiros mortos são aqueles que acreditam na guerra.
Deus Forte, Santo e Imortal permaneça conosco e com
todos aqueles que amamos
onde quer que eles se encontrem.
Porque creio que o amor ensinado por Ele sempre será mais forte do que a morte.
Sensivelmente percebo que por orgulho ou maldade as pessoas presentes nas redes sociais andam não processando operações mentais e emocionais básicas no campo da moral. É dever de todos os internautas ajudar a melhorar a comunicação e buscar o entendimento entre os povos.
Quem quer a paz não pode ter ódio na cabeça e no coração, e tem o dever de orientar o pensamento humano para que as ações respondam ao que é humano, justo, moral e necessário ao bem comum.
Quem toma instalações nucleares é terrorista, e terrorista não pode ser recepcionado com pombas da paz, balões, pipoca, refrigerante e algodão-doce.
O perfume do terror invasor
está espalhado no ar,
Debaixo da ponte destruída
para salvar a minha vida
proteção tive de buscar;
Porque o teu amor
ainda quero encontrar
custe o quê me custar.
O jogo sujo não terminou
e quando li a ameaça sobre
Mariupol uma lágrima rolou,
É fato que o pesadelo
não cessou: e te amo
na escuridão sem medo.
Ei, Linda Crimeia! Ouvi
teus acordes na entrada
do metrô em pleno cessar
fogo deste jogo imundo:
Que muita gente não se tocou
que a Ucrânia desafiou
a se tornar a muralha do mundo.
Ucrânia, muralha do mundo,
trago as tuas dores para mim
e teus sonhos por um minuto:
Nada justifica a falta de mão
estendida de quem por poderia
dar as cartas para mudar o rumo.
Valentia em defesa da Soberania da própria Nação tem a ver com caráter, gratidão e nobreza. Defender a Soberania da sua Nação diante de uma agressão é um direito coletivo.
