Ordem
Ordem, no Tribunal.
Pela ordem.
Vamos começar, pelo mais fácil;
até o mais difícil.
No Tribunal,não é lugar de ficar exaltado.
Para isso vou estudar,para ter cabeça.
Entender Histórias.
Trazer harmonia seria o mesmo que quebrar o livre arbítrio atual deles, modificando a ordem caótica dos chackras e das frequências para serem o que eu quero Que sejam, divinos e harmoniosos, mas isso parece tão bom, por que não seria algo bom?
É melhor permitir que eles Vivam em meio ao caos? Ferindo uns aos outros, sendo rudes uns com os outros? Permitir que eles sejam assim, é harmonia do caos, ainda é uma harmonia?
Se eu quebrar o livre arbítrio, iria contra tudo o que eu mesmo Criei.
A Ordem Primeira
Sobre Ele, nada;
sem Ele, o que é não pode ser.
Ele é a ordem primeira,
Ele é o fluxo perfeito.
Ele é o criar do dia
e o destruir da noite.
Ele é a entrega perfeita
e a resposta expressa.
Ele é natural.
Esse é a ideia de Deus no Entregacionismo.
A Ordem: " Disse JESUS: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura" (Marcos 16:15).
O Objetivo: Fazer discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. (Mateus 28:19).
Se você foi remido pelo sangue de JESUS CRISTO, entenda: você não é uma raridade para ser admirada no escuro, você é ferramenta para ser usada no campo!
Regimes autoritários, ao contrário do que pensam os seus nostálgicos, não são exemplos de ordem ou segurança. Pelo contrário: são estados de caos e arbitrariedade, onde a lei não tem vez e os predadores andam soltos.
Quando a adaptação vira conformismo oportunista, isto é alinhamento a uma ordem anti-humana visando status e benefício próprio, sem propósito coletivo nem criação, ela se torna moralmente corrupta, porque ajuda a normalizar o inaceitável e da prioridade ao dispensável.
Tem algumas pessoas que o tempo parece ter recebido a ordem divina de não visitar, onde a beleza estagnou como a sinfonia de sonata ao luar, uma lembrança maravilhosa e alguém que foi amada com muita intensidade.
Sim é você com cicatriz na perna morena.
Bom ver você assim.
Há uma sabedoria antiga escondida no silêncio. Quando começamos a colocar a vida em ordem, estamos realizando um movimento sagrado: estamos reorganizando não apenas tarefas e compromissos, mas emoções, escolhas, prioridades e até a própria identidade. Esse processo é íntimo. Ele acontece primeiro dentro, no território invisível da consciência. Torná-lo espetáculo pode enfraquecer sua força.
O silêncio não é medo; é maturidade. Ele protege o que ainda está germinando. Assim como a semente cresce debaixo da terra antes de romper o solo, nossos projetos e transformações precisam de recolhimento. Quando falamos demais sobre o que ainda está em construção, abrimos espaço para opiniões, invejas e energias desalinhadas que podem nos desestabilizar. Nem todos torcem por nós — e isso não é motivo de ressentimento, mas de lucidez.
Existe também uma dimensão espiritual nesse recolhimento. O silêncio nos conecta com a disciplina interior. Ele nos ensina a agir mais e anunciar menos. Quem verdadeiramente evolui não precisa provar nada; os frutos falarão por si. O barulho costuma ser a necessidade do ego de validação; o silêncio é a confiança da alma em seu próprio caminho.
Além disso, quando guardamos nossos processos, aprendemos a depender menos da aprovação externa. Crescer em silêncio fortalece a autonomia emocional. A proteção não está apenas em esconder planos, mas em preservar energia. Cada palavra dita é energia dispersa; cada silêncio consciente é energia concentrada.
Portanto, colocar a vida em ordem em silêncio é um ato de estratégia e também de sabedoria espiritual. É compreender que o verdadeiro reconhecimento não vem do anúncio, mas da transformação real. Quando os resultados aparecerem, não precisarão de explicação — serão evidentes. E quem torce por você continuará ao seu lado, mesmo sem ter sido informado de cada passo do caminho.
Primeiro, eu escuto;
Segundo, eu entendo;
Terceiro, eu falo.
Se a ordem é ao contrário disso, ninguém se compreende.
A ofensa que se fizer a um homem, deverá ser de tal ordem que não se tema a vingança; as injúrias devem ser feitas juntas, a fim de que elas ofendam menos. Enquanto os benefícios devem ser feitos aos poucos, para serem melhor apreciados.
A ordem nunca mudou. Primeiro Reino, depois acréscimo. Primeiro altar, depois provisão. Primeiro obediência, depois vitória.
Não, esta vida não me parece natural.
Há nela uma ordem que não escolhi e à qual, ainda assim, pertenço.
Nasci — e, antes que pudesse sentir o espanto de estar aqui,
já havia uma prova da minha presença.
Um papel declarou meu começo. Eu não.
Outros vieram depois, confirmando etapas.
No fim, outro afirmará que terminei.
É estranho que a existência precise de testemunhas,
como se o simples fato de respirar não bastasse.
Às vezes penso que não vivo, apenas correspondo.
Respondo a chamadas invisíveis,
atendo a expectativas que não formulei.
Sou menos um ser do que uma função em curso.
Pergunto-me se existo
ou se apenas me mantenho em operação.
Meus pais me pensaram antes de me conhecer.
Havia em mim um projeto que não era meu.
Minha mãe me chamava de futuro.
Eu tentava existir no presente.
Cresci entre o desejo deles e a minha própria indefinição.
Hoje não sei se falhei
ou se apenas nunca aceitei ser continuação.
Há em mim algo que resiste.
E, no entanto, todos os dias sou traduzido em números.
Sabem tudo sobre mim.
Não sabem quem sou.
Não me oprimem as paredes.
O que me inquieta é a forma —
a exigência de caber sem sobrar.
Vestimos papéis como se fossem natureza.
Chamamos dever ao que é repetição.
Chamamos escolha ao que já estava traçado.
E corremos —
não sei exatamente em direção a quê.
Dizem que isso é amadurecer.
Talvez seja apenas suportar a própria compressão.
Construímos cidades verticais
e desaprendemos a olhar na altura dos olhos.
Quanto mais alto subimos,
mais abstratos nos tornamos uns para os outros.
Multiplicamos fronteiras:
classe,
crença,
idioma,
convicções herdadas.
A aproximação tornou-se um esforço.
É preciso explicar-se antes de simplesmente estar.
Às vezes imagino um lugar
onde não seja necessário justificar a própria presença,
onde o erro não se converta em identidade.
Não sei se esse lugar existe fora do pensamento.
Não sei se escrevo para confessar
ou para observar a mim mesmo escrevendo.
Há momentos em que me sinto dividido
entre o que sente
e o que analisa o que sente.
Talvez eu seja apenas essa divisão.
Ainda assim, algo em mim não se acomoda —
uma recusa discreta que insiste.
Não sei se há saída.
Mas sei que não aceito ser apenas o que registraram de mim.
Não aceito ser engavetado.
Se não posso abandonar o mecanismo,
posso duvidar dele.
E essa dúvida, por enquanto,
é a única prova que reconheço como minha.
Não sei se posso derrubar os muros.
Mas posso subir —
enquanto não me puxam de volta.
E espiar por cima.
E lembrar, nem que seja por um instante,
que o horizonte não pertence a quem o delimitou.
