Ontem
O despertar de ontem
estava entusiasmado,
bem crente que a tua
vez tinha chegado.
Disseram ao mundo
que a liberdade chegaria,
testemunhamos ela
vindo de asa partida.
A verdade é que está
faltando você e a outros
que se encontram presos
pelo fio da tirania.
Em todos nós permanece
aquela sensação de quando
éramos crianças olhando
para a vitrine de doces
do balcão da padaria.
Ainda não te soltaram,
e mesmo que nos custe
noites mal dormidas,
não há nada que nos cale
Diante da tamanha covardia.
Amor suave, forte,
perfumado e perene
como cipreste verde
é o amor da gente
celebrado ontem,
hoje e sempre.
O Ahó Ahó da América do Sul
profunda de ontem tomou
outras formas nos dias de hoje,
Não queira provar para dizer
para si que algum dia provou
deste pesadelo assustador,
Antes tarde do que nunca
fazer uma demonstração de amor.
(O presente depende que você
seja guardião do seu herdeiro).
Não confie o destino dele
nas mãos de terceiros,
Olhando onde ele dorme,
o quê guarda, conversando
vigiando com quem ele fala
e com ele tem se divertido.
(Se você não se importar
com tudo aquilo te falei,
depois não diga e nem
se queixe que eu não te avisei).
A Lua de ontem,
a Lua de hoje,
a Lua de sempre,
a Lua que me guia,
a Lua que ilumina
os meus passos
nômades e a poesia.
Parece que foi ontem a reunião
dos poetas da Geração Beat,
a Humanidade não mudou
praticamente em nada,
e continuo pactuada com
a paz e o amor numa cruzada
contra o fim do mundo.
Ainda cultuando a possibilidade
de existir outro alguém
que também acredita que
é possível viver um romance
sem ego, sem grito e sem conflito,
e sendo um para o outro
um único blindado abrigo.
É no fundo do meu oceano
etéreo que coloquei o meu
coração num Acropora seriata
com entendimento que cultuar
a utopia é cuidar da joia rara
que é o condão que guia
para que eu não me permita
ser engolida por nenhum abismo.
(Porque só me encontro viva
para quem é suficientemente vivo
para lidar intimamente comigo).
Cultura Popular
A Cultura Popular
da minha Nação
não nasceu ontem,
A Cultura Popular
por último nasceu
na televisão,
A Cultura Popular
nasceu com os olhos
voltados para o Céu,
com pureza no coração
e com os pés descalços no chão.
Ontem senti pela primeira vez
o perfume da morte e da guerra,
Fui dormir e acordei chorando
por causa da minha amada terra.
O Arroz-doce-de-Pagode
de ontem
é o mesmo que
ser de hoje
o famoso Arroz de Festa,
Tem gente que
a este papel se presta.
Os bagos de Jaca
de ontem são
os mandados de hoje,
Prefiro não preferir
nenhum deles,
e sim prefiro a Jaca
que veio da Índia
e nos traz alegria
sempre que a gente come.
Mesmo tendo partido,
continuas comigo
cada vez mais viva,
ontem, sonhei que estávamos
num dia lindo,
no Mar, recebendo aquela suave brisa
sem ninguémpra nos perturbar,
banhadas por ondas detranquilidade
compartilhando amor e paz,
uma sensação de liberdade
um genuíno bem estar,
Lá havia tanta verdade
que nem pensei em acordar
e ter que sair
daquelabela realidade,
Pode ter sido um anúncio
ou o fruto da minha vontade,
mas ainda iremos nos encontrar,
minha inesquecível e amada Mary.
Ontem à noite,
a Lua estava em cartaz,
com o seu espetáculo
"Eclipse Lunar"
que muitos atrai,
difícil de não se encantar,
de não sentir uma paz
ao contemplar este raro momento
que tanto compraz.
Ontem, dentro de um momento precioso, uma dança apaixonante em um mundo lúdico, cores românticas, detalhes fascinantes, um encanto imaginário de belas águas, passos graciosos, delicados, passando uma emoção demasiada, sincronia baseada no amor, uma exultação compartilhada, lindamente, exposta, dádiva de muito valor, simplicidade venturosa.
Pude perceber ontem claramente, o valor imensurável de uma noite vitoriosa, seguramentne, inesquecível, a tua formosura sob um vestido elegante de um vermelho intenso, enaltecendo as tua formas, um detalhe mais rico do que o outro, despertando sentimentos, uma presença avassaladora, sorriso esplendoroso, mulher maravilhosa, olhar verdadeiro, espontaneidade charmosa na tonalidade da sedução à semelhança de uma taça poderarosa de um vinho encorpado, calorosa paixão, que deixa o coração acelerado, transbordando de emoção.
Era para ter sido ontem,
e mais um dia foi adiada,
A espera anda salgada
porque ela não faz sentido.
Essa falta de verdade
anda me machucando
que até parece um tanto
que aconteceu comigo.
Tratar mal quem a história
conhece como leal herói
É desrespeito a memória,
e não tem a ver com justiça.
Isso só confirma que há
quem por sadismo busca
Nas dores alheias beber
o cálice da desleal vitória.
Ontem a noite estava fria,
A Lua pousou sobre a janela,
Senti a carícia plena...,
- a mais bela
Ela fez mais rosa a rosa cor-de-rosa,
A roseira estremeceu inteira...
Eis aqui um coração de pomba,
E você com esse teu charme
Que amacia, toma-me por tua conta!
Transformou-me a comportada menina
Em mulher faceira que só pensa
Em poesia - e na entrega perfeita.
Quem te tem no coração,
Não é mais sozinha,
Você esquenta e faz amorosa
A mais baixa temperatura,
Estou à espera de teus beijos,
E por eles escrevendo versos de ternura.
No itinerário a ser percorrido,
Há desejos a serem encaixados,
Dois corpos para serem acariciados,
Duas volúpias para não serem contidas,
E beijos para não serem findados,
As nossas mãos se farão incontidas.
Estou sentindo o amor primeiro chegar,
Chegou o tempo das nossas possibilidades,
É tempo particular das ternuras aconchegadas,
Saberemos o quê fazer,
E como fazer com as nossas docilidades
Vamos mais do que nos apaixonar:
- Nós vamos é nos (entregar)!
A estrela cadente ontem no céu anunciou que irei viver uma doce ternura, doce sideração, À ti dedico a poesia íntima, Estou plena de paixão.
Não sei se ando
de cabeça
anda cheia,
ou o céu
estava nublado,
Só sei que ontem
perdi a cena
de Vênus
coroada de plêiades
fazendo
inveja para a Lua;
Não sei se ando
meio fora do ar,
ou o coração
é que anda
um pouco pesado,
Só sei que de ti
não quero deixar
de me sintonizar,
ou me distrair
sequer nem
por um segundo;
Nem mesmo por
um barulho do céu
ou ardil do destino
no meio deste
mundo em fogaréu,
ninguém desviará
o nosso caminho.
Ontem num arroubo após assistir o debate com o Ministro Dias Toffoli eu havia escrito o seguinte: temos lei o suficiente para regular a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa. Não precisamos de mais nenhuma novidade.
Ops! Precisamos, sim! No caso das pessoas que usam compulsivamente a rede social para atazanar umas as outras e subverter a ordem pública. Fornecer tratamento psicológico impositivo pela justiça para a compulsão digital delas já é o suficiente.
Para combater as Fakenews é bem simples para ser aplicada nas mais variadas redes sociais: criação de uma janela com o mesmo alcance de enquetes ou dos posts patrocinados ou a inclusão do esclarecimento nos assuntos do momento.
Não preciso que ninguém seja o meu "editor", se eu errar faço seguinte: apago o post, dou o direito de resposta ou peço retratação. Simples assim.
