Olhos Alma
Ele sempre vence
Aquele que não se corrompe.
Venceu a carne.
O véu sanguinário se rompe.
Da alma mais sublime.
O tom colorido.
O sal a gosto que não ofende.
A água, a fonte de toda gente.
A luz que corta e faz sucumbi as trevas.
O puro azeite do Espírito.
O trigo abundante.
O amor genuíno do amanhã, hoje e antes.
A graça transbordante.
O autor do altar da fé.
Existimos, de certo porque.
A esperança que nos redime.
Pai, filho, Espírito Santo.
Trindade de fé, tripé.
Jesus, que justifica.
Ele que edifica.
Coloca todo coitado ferido.
Sarado, curado de pé.
Giovane Silva Santos
Ah, que saudade sem jeito.
Que adoeceu meu peito.
Que inflamou minha alma.
Que deixou no tempo.
As cicatrizes do amor perfeito!
Deixe a brisa tocar seu rosto.
E assim, espalhar o orvalho do bem querer
em sua alma sedenta de amor!
“Por mais abstrato que seja escute o que a sua alma lhe diz, tenha calma o seu instinto vai encaminha-lo sem que perca a sua origem”.
ABUNDANTE
Pensas tu, caro ledor, que os bardos
Vivem na sofrência, com a alma fria
Criando carência, fingindo a poesia
E tendo nos mistérios os seus fardos
Não creias que sejam tão solidários
Suspiros, agonia, os faz companhia
Traz prosa e a sensação, então, cria
Deixando coar da alma seus diários
Talvez encontre a dor com o amor
Nos versos daquele poeta pendente
Então, sinta e terás o olhar do autor
Eu, um pecante na dor e indigente
Na paixão... Sentimento a compor
Vivo abundante, que sonha, sente!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
29/11/2021, 21’22” – Araguari, MG
Bebo na fonte dos estoicos!
Persigo o florecer da mente.
Minha alma busca o Humanizar, longe do apego, fútil ou inútil.
EXÍLIO
Cobriu-me de tristura o ocaso pardo
Um aperto n’alma fino e sem trelas
A saudade com sensações donzelas
E o silêncio que pesava como fardo
E, cá neste soneto um penar guardo
A tatear as imaginações tão singelas
Arrancando emoções sem ser belas
Pra ferir a poética com duro dardo
E, vai, assim, em um versejar forte
Rogando em vão a esmola da sorte
Tragando a ilusão das covas rasas
Bardo triste afetivo em tuas prosas
Sou choro, sou riso, sou mais rosas
Amargo trovador com exiladas asas...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
02 dezembro, 2021, 05’40” – Araguari, MG
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