Olho

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Quero que nosso amor dure para sempre, pois sempre que olho para você, é a beleza de todo o universo que eu estou contemplando. E com tempo, reuniria todas as pedras preciosas deste mundo para você, só para sentir sua felicidade.
Quero que nossa paixão não acabe nunca, por mais tempo que passe. Você é uma mulher maravilhosa e ter você em meus braços, faz minha vida ganhar todo o sentido.


Por John Novinski

Tem dia que eu olho pro frasco de micélio crescendo e penso: isso aqui é medicina ancestral renascendo na minha mão. Psilocybe cubensis não é só um fungo… é um mestre silencioso que ensina quem sabe ouvir.

Sonhos não dormem




Quando eu olho para o futuro distante ainda me vejo caminhando com você,


Desejar é o primeiro passo para realizar,


Uma metade de mim abraçou o passado, a outra metade já vive no futuro, mas o meu tempo presente ainda é uma incógnita,


As memórias estão acesas e os sonhos não dormem eles pulsam firmes,


O ônibus tem um assento vazio a espera e pronto para seguir viagem.

É difícil, quando paro na frente do espelho e olho fixamente até me perder.

Fragmentos de mim

me olho e não me reconheço,
mas ainda sinto, ainda escrevo.
a dor insiste,
mas eu aprendi a dançar no meio dela,
mesmo com tudo do avesso.

Cheguei num ponto em que a fala alheia
bate e não fica, passa e vagueia.
Olho, escuto, deixo ir,
não me moldo pra caber em ti.
Aprendi que silêncio também é proteção,
que nem toda guerra merece reação.
Se custa minha paz, não vale insistir.
Nada vale a pena se for pra me partir.

O Terceiro Olho: o ecrã digital e a sociedade seduzida


Vivemos numa sociedade que se convencionou chamar de contemporânea. Uns preferem designá‑la por pós‑moderna; outros falam em modernidade líquida, hipermodernidade, sociedade do cansaço, da transparência ou do espectáculo. Divergências à parte, trata‑se de uma sociedade herdeira da Revolução Francesa e do ideal iluminista de uma utopia planetária: a de transformar o mundo numa pequena aldeia global.


É nesse contexto que surge o ecrã como mediador privilegiado da relação entre o indivíduo e o mundo. O primeiro protótipo foi o cinema, que procurou universalizar experiências e imaginários. Contudo, o seu acesso restrito tornou‑o insuficiente para concretizar a utopia global. A televisão surge, então, como segundo ecrã, levando o mundo para dentro de casa e inaugurando o sedentarismo mediático. Ainda assim, permanecia uma limitação decisiva: o espectador não escolhia; apenas consumia o que lhe era programado.


O terceiro ecrã, o ecrã digital, supera os anteriores. Cabe no bolso, acompanha o indivíduo para todo o lado e apresenta uma luminosidade quase hipnótica. Com ele, o ecrã globaliza‑se definitivamente. Tudo passa a integrar a chamada dialéctica digital: cinema como tese, televisão como antítese e ecrã digital como síntese.


Mas esta síntese não representa, como se poderia supor, um progresso emancipador. Longe disso. O ecrã digital transforma‑se numa nova tese, cuja antítese são os dados e cuja síntese se manifesta nas redes sociais como Facebook, WhatsApp, Instagram. Estas plataformas tornaram‑se os templos do nosso tempo: espaços de confissão, adoração e validação simbólica, onde as visualizações substituem os hossanas e o like ocupa o lugar do amém.


Neste novo regime do visível, falar deixa de ser apenas um direito e passa a ser uma exigência. A exposição converte‑se em critério de existência, enquanto o silêncio começa a ser interpretado como ausência ou suspeita. O indivíduo não é apenas utilizador do ecrã; torna‑se matéria‑prima de um sistema que vive do cruzamento de dados.


O problema não reside na tecnologia em si, mas no tipo de poder que nela se infiltra. Fornecer dados a um desconhecido é o primeiro passo da dominação. Saímos, assim, de uma política centrada na administração do corpo, como analisou Michel Foucault, para uma política de gestão da mente, descrita por Byung‑Chul Han como psicopolítica.


Hoje, a vigilância já não se impõe pela força nem pelo medo. Ela seduz. Apresenta‑se sob a forma de liberdade, desempenho e auto‑realização. A coerção tornou‑se interna. Vivemos numa sociedade hiperactiva, onde o repouso e a contemplação se encontram ameaçados. Mesmo no espaço íntimo, o ecrã permanece presente.


É aqui que emerge o que podemos chamar de “terceiro olho”: uma vigilância invisível que tudo observa o que publicamos, curtimos, comentamos e partilhamos. Não é um panóptico clássico nem um soberano autoritário. É um olhar que sorri, convida e encanta. Não reprime desejos; fabrica‑os.


Este processo não aponta para uma distopia longínqua, mas para uma transformação já em curso. A democracia corre o risco de se converter em ditadura digital, e os Estados nacionais podem tornar‑se dependentes dos gigantes tecnológicos para controlar as suas próprias populações, comprando dados que hoje lhes são entregues gratuitamente.


Estamos, assim, diante de um novo vocabulário político. Um regime em que a voz é permanentemente controlada e medida, a vozcracia, e em que o silêncio é progressivamente incentivado e aplaudido, suspeito ou invisibilizado, a silenciocracia. Eis o horizonte inquietante da sociedade seduzida pelo ecrã digital.

Quando te olhava, era tudo emoção.
Hoje te olho e só resta a razão.
Você nunca quis me conhecer.
Só quis seu ego aparecer.

Fico esperando pelas suas mensagens,
Que sei que nunca vão chegar.
Ansioso, olho a todo momento
As notificações no celular,
Na esperança de algo seu aparecer.
E então percebo: realmente acabou.
Você se foi para nunca mais voltar.

Olho a hora:
é agora.
O dia começa,
mente, não me impeça.
Corpo, me ajuda
Saia da cama, desgruda.
Olho o agora:
É hora.
O primeiro passo.

Escrevo qualquer coisa,
sem pressa,
no calor do dia.
Olho o relógio,
já não tenho tempo.
Sinto a brisa do vento:
é a inspiração chegando.
De longe,
teu cheiro me alcança,
e o amor se aproxima.

⁠Quero segurar minhas mãos dentro de você
Eu quero tomar fôlego, é verdade
Eu olho para você e nada vejo
Eu olho pra você para ver a verdade

Tem dias que nem sei mais quem sou. Me olho no espelho e vejo um reflexo apagado, cansado... distante do que um dia fui. Sinto que perdi o brilho no olhar, a força nas palavras, a vontade de lutar. Aprendi a esconder o que sinto, porque ninguém percebe mesmo. Ando por lugares que já me fizeram sorrir, mas agora só me dão vontade de sair correndo. Me pego lembrando de quem eu era — cheio de planos, de vida — e comparo com esse alguém que só sobrevive. Não sei se é tristeza, exaustão ou só um vazio que tomou conta... só sei que algo em mim se perdeu. E isso pesa mais do que consigo explicar.

O terceiro olho é a consciência, e nela, enxerga-se a realidade.

O olho enxerga no outro o que já viveu ou vive em si.

O arrependimento é um espelho que desafia a ação futura. Olho-o, aprendo a não repetir a cena que me arrependeu. Não quero expiar para sempre, quero transformar decisão. Por isso deixo o arrependimento virar combustível, não prisão. E sigo com mapas novos, desenhados por cuidado e costume.

Olho as estrelas que tremem de amor e de esperança, e sei que a tua alma as espelha na escuridão.

Quando me olho no espelho, o reflexo traz um mapa antigo. Marcas de batalhas que ninguém viu, trilhas sem sinal. Ainda assim, há um brilho tímido como vela em igreja pequena. A esperança é um resto de luz que insiste em ser farol. Sento-me e soube que, ao menos, sei esperar.

⁠Continuar a colher boas
sementes de Seringueira,
sementes de Olho-de-cabra
e para você me enfeitar inteira,
Nem mesmo o mau tempo
irá na vida me fazer desistir,
E não há absolutamente nada
que me faça esquecer de ti,
Não é mais segredo que te
pertenço e sempre pertenci.

⁠Não olho mais
para o calendário

Esperando por você
espalho o meu perfume

Como Lila florescida
sou absoluta poesia.