Olhar
MUITOS VEEM, POUCOS ENXERGAM...
Enxergar vai além da capacidade de ver, é preciso decifrar aquilo que olhamos, pois, só assim, captamos a essência de cada coisa ou de cada pessoa... Olhares rasos são comuns, mas somente os profundos desvendam a poesia de cada detalhe...
Assim, é necessário que estejamos atentos ao que chega aos nossos olhos, mas a falta de tempo enviesa o nosso olhar. Porém, para os que decidem, não há falta de oportunidade para ver aquilo que importa, esses enxergam com os olhos da alma e projetam no mundo tudo aquilo que tem de bom em seu interior. Esses veem diferente e, por isso, fazem a diferença...
Muitos decidem olhar para o medo, outros preferem enxergar a oportunidade de ter a coragem de seguir; alguns optam por olhar para a sombra das dificuldades, todavia, para aqueles que têm esperança nos olhos, não existe escuridão que os faça se deter nas sombras; certas pessoas captam imagens, outras colecionam delicadezas; há os que veem as pedras do caminho, e existem aqueles que decidem enxergar as flores de seus trajetos...
Em um tempo onde tudo é líquido, que nosso olhar seja sólido, pois esse é o grande detalhe que nos diferencia, porque somos tudo aquilo que enxergamos... Quem sabe enxergar é capaz de viver com plenitude...
O que permanece enxergando sombras ainda não percebeu que é ele quem deve projetar a luz, e essa é uma escolha... Por isso, muitos decidem escutar, mas poucos resolvem ouvir... Muitos querem tocar, porém poucos escolhem sentir. A maioria prefere ver, mas pouquíssimos são corajosos o suficiente para enxergar... E não há detalhe mais bonito do que o de olhos que sabem decifrar pessoas e desvendar a vida...
Quem quiser saber alguma coisa sobre mim – como um artista que, por si só, é significativo – deve olhar atentamente para as minhas obras e procurar reconhecer o que sou e o que quero.
Eu nunca estive no céu mas acredito que a sensação é a mesma de quando eu toquei sua mão pela primeira vez.
A delicadeza do seu abraço me fez sentir envolvido em confortáveis pétalas de rosas.
Seu cheiro me fez viajar até o mais belo dos jardins.
"Olhar em seus olhos foi como olhar o mar pela primeira vez"
Sentir seus lábios provando do seu beijo foi um intenso voô, uma união que cortou ares e mares, não foi borboletas no estômago, lá elas estão presas e a sensação foi de liberdade.
Ele era tão feio...
Mas tão feio...
Que era um assinte...
Em concurso de feiúra...
Ganhava de prato cheio...
De olhos esbugalhados...
Sampaco...
Narigudo...adunco...orelhudo...
Seu gogó imenso...
Muito pronunciado...
Parecia um marreco engasgado...
Rosto chupado..
Sem carne... só osso...
Labios finos...
Distorcidos....
Muito magro e bem alto...
Braços alongados...
Pernas muito finas...
Um espantalho...
De chinelos notei seus pés...
Pisando torto, desengonçado...
Tinha unha encravada...
Um joanete ao lado...
O joelho enrugado...
Igual cara de velho...
Coxa dura e seca...
Um boneco...
Muito mal vestido...
Debaixo da chuva impiedosa...
Em nada se importava...
Com a rua caudalosa...
Mas tinha um traço peculiar...
Que a tudo isso escondia...
Um brilho no olhar...
Em sorriso lindo que abria...
Então tudo transformava...
Um encantamento surgia...
Atrás da feiúra aparente...
Beleza verdadeira escondia...
Tudo que era fora de proporção...
Fazia sentido...
Se o sorriso era lindo...
Era nato e magnífico...
Naquele vulto distorcido...
A feiúra se transformar...
De um sapo errante...
Príncipe virar...
E com tal afinco sorria...
Que ao seu redor tudo mudava...
De tarde chuvosa...
Linda noite prometia...
Descobri assim...
Que na rua não devo mais sair...
Toda vez que isso faço...
Para comer pastel ou outro salgado...
Perto da maria-fumaça...
Sempre tem um babado...
Sandro Paschoal Nogueira
Vazios que se preenchem...
Semelhantes e tão diferentes...
Não sou tudo...
Mas de tudo sou um pouco...
E do nada que pronuncia...
Surjo como um louco...
Não tenho medo de me expor...
Livro aberto...
É melhor ser sincero...
Do que um traidor...
Luto comigo mesmo...
Todo dia...
E cansado da luta...
Às vezes...
Me entrego...
É me deito...
Quase não sorrio...
Não tenho assim tanta vontade...
Choro mais com facilidade...
Porém faço isso sozinho...
Não permito muita liberdade...
Nesse umbral que vivo...
Não quero viver na infelicidade...
Quando pensamento sombrio...
De mim se acerca....
Penso em algo a fazer...
Talvez pintar...
Talvez escrever...
Me entregar jamais...
Não pode ser...
Plantar uma flor ...
Bem tanto me faz...
O beijo do sol...
O vento amigo...
Uma volta na rua...
Um bom dia...
A boa tarde...
Um sorriso de amizade...
Rir das dores...
É o melhor a fazer...
Aquietar o coração...
Acreditar que nada é em vão...
Perceber nos gestos alheios...
Nos olhares trocados...
Tanto em comum...
Assim minha alma fala...
Tecendo essas poucas palavras...
Sandro Paschoal Nogueira
É desconcertante o jeito que você me encara numa noite de domingo chuvosa.
Não por medo mas por não saber oque esses olhos castanhos escuros veem quando me ve.
Estranhamente eu me sinto íntima da sua carne
Querendo saciar todo o cheiro que ela esbanja.
Cada toque não me trava, querendo correr mais nesse seu corpo.
Suor que escorrer pela minha pele não chega na metade do que eu sinto quando você estar perto.
Encontrei Deus...
Na escuridão...
Triste e calado...
Diante de muitos que o viam...
Muitos perdidos...
Olhares sem brilho...
Que nada viam...
Vazios...
Opacos...
Não tinham brio...
Sorrisos disfarçados...
Enganos...
Fadados...
A esperança inquieta...
Tremia...
Agonizante...
Sofria...
O amor há muito jazia...
Degolado em esquina...
De noites frias...
A amizade tirou sua vestimenta púrpura...
Vendeu-se por qualquer ninharia...
Blasfemar...
Ofender...
Quem diria...
Falsa modéstia....
Grande hipocrisia...
Forma de mostrar a supremacia...
Aonde não existe sabedoria...
Um cálice tombado...
Vertendo o fel...
Notei...
Nem de todo tomado...
Restava ainda...
A grande agonia...
Do dia que iniciava...
Que não clareava...
Do tempo que parou...
No grito que saiu...
Que ninguém escutou...
Silêncio maior...
Tudo abafou...
Lágrimas não tinha...
Tudo girava...
Sombra avançava...
Garras estendidas...
A verdade que num dia foi proclamada...
A tudo ouvia...
Já não falava...
Pela iniquidade...
Teve sua boca...
Costurada...
Sandro Paschoal Nogueira
Os Verdes Olhos
Quem um dia irá recontar,
A história daqueles olhos.
Como uma espada afiada,
Penetravam minha alma.
Serpente?
Devorava-me como leão.
Sorriso encantador,
Alma ninfa, humano alado.
Escolheram a cor da esperança,
De maneira correta: verde!
Ah! Quantas vezes ansiei por teus verdes olhos,
Encontrá-los era o mesmo que contemplar os portões da cidade celeste.
Verdes olhos sejam meus, teus, nossos.
Eu poderia morrer olhando-os.
Ao anjo de olhar sincero e perdido,
Amigo amado, dedico este texto.
Teu belo sorriso ilumina mais que luar, é espetacular, mas mesmo esse sorriso esplêndido tem algo a que não pode se comparar, que é o teu olhar, que é algo que não se pode deixar de admirar. Por que será? Porque o teu olhar é uma obra que o próprio Deus fez questão de caprichar!
Encontro
Eu vivia por ai
Minha vida era vazia
Não havia nenhuma razão pra viver
Vivia dia e noite
Noite dia a sofrer
Mas uma noite um sonho aconteceu
Eu estava numa luta
E uma voz ame dizer
Você vai vencer
Olhe para o céu
Que estou a te o olhar
Você é meu filho
Estou aqui pra te guardar
E a voz de Deus
Invadiu meu coração
Me deu a luz
E me pegou pela mão
Quisera o arco-íris tivesse a cor do seu sorriso. O sol se enfeitaria de sua imagem e cobriria o mar através do seu olhar, onde o céu esquentaria as montanhas, tornando infinita toda beleza das flores, perfumadas pelo seu jeito encantador de ser. Acho que isto é amor por você! Quisera eu pudesse transformar seus sonhos em mim e ser a sua realidade. Mas a gente não vive de quimeras. E o dia a dia faz a utopia andar em seus desertos quentes e empoeirados, porque falta você ao meu lado, ainda que as suas cores de amor pelo pensamento me acompanhem.
Seria mais fácil se eu não acreditasse no amor. Mas aí, eu teria que conviver com a sua ausência e, dentro dela, seu sorriso eu perderia de vista e o seu olhar, essa imagem de puro encanto, se afastaria de mim. E como se não bastasse, a melodia fascinante da sua voz, diante da sua ausência, calaria toda emoção que mora em meu coração. Os toques seriam rios sem água, remando apenas nas securas dos desertos. Sim, poderia até ser mais fácil se eu não acreditasse no amor. Porém, que gosto a vida teria? Que cor teria a vida? Sem você, não existiria o amor. E sem amor, eu morreria sem gosto, sem cor... por você.
Bonde - Qualquer
.
Num bonde qualquer
Sentado numa cadeira qualquer
Desse bonde
Você sempre está.
Nesse mesmo bonde qualquer
Em qualquer outra cadeira
Eu também estou lá.
Em cantos diferentes e quaisquer
Em retaguarda ou dianteira
Posições diversas e distintas
Estamos nós.
Olhares distraídos e penetrantes
De vez em quando nos encontramos
Como um acaso qualquer
Sem qualquer por acaso.
Palavra alguma proferimos no bonde
Ou em qualquer outro canto que
Por algum motivo qualquer
Só nos encontramos no mesmo bonde.
Ela sorri para mim e tem olhos inquisitivos, e eu sei que terei problemas com esses olhos, um dia. Não quero que a música pare. Quero continuar cantando e dançando, porque preciso de tempo pra saber o que dizer, porque sei que ela é a tal, e eu só preciso de tempo.
O meu maior fascínio pela vida é com o sorriso que conforta, com a presença que traz paz, com o olhar que dá afeto, com um gostar que demonstre verdade, saudade, vontade de sempre ficar. Porque não há rosto que mais me atrai do que aquele que transmite amor.
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