Oi tudo bem
O tudo vale nada
Quando não se tem com quem correr
Sozinho,
Tu não vai em frente
Se sofre,
É o peso da corrente
O que liberta tá no peito
Tu carrega dentro de você
Mãe essas palavras são do meu coração
Você é meu tudo é minha inspiração,
Se eu pudesse ficava no seu lugar
Na hora da dor só pra não ver você chorar
TUDO
Tudo que amamos tudo que queremos,
já dentro de nós guardado está,
não importa o momento.
Importa sim quem se quer.
Te querer é um vício que eu nunca
vou perder.
É uma maneira de viver que para mim,
sempre vou ter.
Sempre serei o mais solícito dos
homens, o que mais carinho irá
te dar.
E mesmo distante estando, tenha certeza
nunca deixará de te amar.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
SILÊNCIO
No silêncio tudo se ouve. Os pensamentos, os sentimentos, o medo, o coração. De olhos fechados, o bafo da morte ressoa por perto. Também os passos no assoalho, os latidos caninos e o vento pavoroso que não vem de lugar algum.
No silêncio a ansiedade cede espaço à calmaria, virtude quase sem voz durante o dia. Nela sossegam-se os ânimos, intensificam-se os cheiros, percebem-se os detalhes em pequeno, médio e grande plano. Silêncio é lugar de pensar antes de falar, se arrepender e confessar, sorrir sem se orgulhar. É nele que a culpa fala mais alto e a humildade ocupa seu lugar de dever.
No silêncio nós nos recuperamos após a morte de um amor. E reencontramos o pouco de nós que se perdeu com o outro que saiu pela porta. Vemos e ouvimos o que requer apreciação: uma flor, o mar, um gesto, uma ruga, um olhar. Somente no ato de não manifestar pensamentos é que olhamos de verdade. Olhamos sem falar nem julgar.
O silêncio é uma barreira invisível, atrás da qual nos escondemos. Nós nos ocupamos com ruídos a todos os momentos por medo de cair no vazio. Escutamos os barulhos sem ouvi-los, tratando tudo e todos como trilha sonora de um universo que nos rodeia. Aumentamos o volume da playlist, ligamos a tevê, entramos no Youtube, tudo porque quietude demais nos assusta.
No silêncio dois olhos se encontram para ver além dos olhos. Olham para um lugar dentro do outro onde há ternura, apatia ou desprezo. Também a pele ganha outro sentir no silêncio. Um toque de mãos muda de nome e um beijo... ah, um beijo são mil palavras não ditas.
No silêncio não falamos besteiras das quais nos arrependemos, mas refletimos sobre arrependimentos que não tivemos coragem de falar. Também nos constrangemos, irritamos, nos entediamos com a ausência de som. Isso porque confundimos a abundância da respiração, do fundo dos mares e do interior de nós mesmos, com o que chamamos de nada.
O silêncio é deus.
Silêncio é tudo.
O mundo tem medo da loucura como tem medo do buraco negro. Mas a verdade é que tudo, uma hora, será engolido por ambos.
Na vida tudo tem pelo menos duas possíveis alternativas, sim e não, só não existe dupla alternativa de escolha para a morte.
Tudo na vida são escolhas. Podemos escolher viver conscientes ou inconscientes, podemos sofrer ou atingir a felicidade.
Se as verdades fossem mais constantes, tudo seria diferente. Sejas honesto, assim como desejas que sejam contigo!
Tudo na vida nos leva à morte.
As comidas saborosas e as bebidas mais inebriantes são venenos que matam lentamente.
Melhor assim, afinal quem está com pressa?
Se eu fosse receber o "justo valor" de tudo o que produzi, não teria conseguido produzir NADA. Isso vale para todos os seres humanos.
A lei do sacrifício é universal e irrevogável. TUDO no mundo depende de que alguém dê alguma coisa sem receber nada em troca. Karl Marx nunca entendeu isso, embora com "O Capital" ele jamais ganhasse nem o suficiente para tratar das suas hemorróidas.
O mercado de trabalho está à espera dos profissionais que arriscam tudo inovando para bater a meta e alcançar o resultado esperado pela empresa; sem negociar a ética, o caráter e a responsabilidade. O mercado de trabalho espera por você!
Meus pensamentos. Resende, 20 de janeiro de 2018.
passa tudo , passa , como passa
quando os versos não couberem na palma,
e um peso em tua alma,
em calma lhe cortar todo o sentido,
e dentro de ti ficar tudo perdido,
estenda, não algo proferido ,
mas sim teu álibi
de compreender o que morre;
não basta palavras vivas para a dor,
sim as jazidas nos papéis em preta cor.
sorva a perda , pois faz sustento a cama em que deitas,
beba o sacrifício como inexperiência , que um Quintana aceitas,
e faça que tudo se tenha proveito.
nitrifique teu peito,
refloresça as flores,
pois poetas amam pétalas, odores,
mas eis que todos amam mais as dores,
pois são estas os cheiros perdidos dos amores
que se impregnam nos valores
incontáveis da vida,
simples, coisas perdidas,
e mais belas quando vividas,
pois eis como cristais, elegantes ,
e quando em pedaços, como amantes,
jamais se unem ou sibilam,
porém nas mãos cintilam .
os cacos!
e não os percebem etéreos , os olhares fracos,
que jazidos , precisos em miragem ,
não percebem quão a vida é
helenística passagem.
