Oi tudo bem

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... o bem viver
não se limita ao pleno proveito
das nossas emoções, tampouco se resume
aos rígidos preceitos da razão; visto que optar
apenas por umlado — emoção ou razão — nos sujeitaria à não resposta de uma súbita
amargura, ou à fria indiferença...
Sofreríamos, sobretudo, das
agrurasde uma vida
'manca'!

... se primeiro,
como dizem,partirão os bons,
isso significa que bem cumpriram
a sua tarefa — quanto aos maus, como
dizem, demandarão mais tempo no
intuito de se depurarem dos
próprios abusos e
miasmas!

... quando
um princípio se revela
bem à frente em relação ao
nosso discernimento, na verdade,
é o nosso discernimento que
está atrasado em relação
a ele!

... extrair
do homem comuma ilusão,
bem como seus embaraçosos fiascos, é
desconhecer ou mesmo desacreditar aquele que, sem dúvida, é o mais eficaz dos fundamentos que esculpem a
suafelicidade: a própria
experiência!

... salienta a
'filosofia do espírito'que um
eloquente e bem-posto minuto de silêncio suplanta com folgahoras e mais horas
deoratóriasbarulhentas
evazias!

... um bem-posto
senso de prosperidade, que deságue
numa bem-construída abundância, deve
respeitar os limites do necessário — alheio,
portanto, aos degradantes excessos
e desperdícios!

Uma bem-posta solidão
liberta nosso flanco mais introspectivo
e verdadeiro — em outras palavras:
nos reencontramos!

O tão desejado 'bem-viver' provém de uma ousada e consistente arte no agir, na qual as boas ações são espontaneamente praticadas
e jamais, presunçosamente,
contabilizadas!

Sabe aquela vontade de fazer algo que te faca bem ?
Aquela vontade de fazer com que seu dia seja um ótimo dia ?
Sabe aquela vontade de viver ?

Não sinto isso.

“As cartas não mentem; o pôquer é bem claro. Jogadores gananciosos, peguem a visão.”

O Bem Literário Incrível — Um Abrigo Folheado — O Portal de Um Livro

A realidade que incomoda e a rotina exigente precisam ser pausadas de vez em quando, em um ambiente tranquilo, longe de qualquer incômodo; então, um determinado livro pode ser aberto e em seguida, logo uma janela se abre bem diante dos olhos, mostrando várias paisagens cenas e personagens; uma porta aberta para outros mundos.

O conjunto de páginas, parágrafos, linhas e palavras que leva para oportunidades raras de grandes aventuras; histórias inusitadas — reais ou lúdicas, simples ou aprofundadas —; em cenários de fantasia; para dentro de um bom suspense que prende desde o começo; um romance veemente; para a relatividade da loucura e do tempo.

Aquela pausa é oportuna e dá início a um momento bastante necessário, ainda que seja difícil pausar frequentemente, pois desfrutar de uma boa leitura sempre será saudável para a mente; uma intimidade emocionante entre o livro e o seu leitor, uma relação de amigos; um calor de entusiasmo. Um bem literário e incrível, um abrigo folheado.

A tua força é magnetizadora

O teu amor me escolheu

Quero ser bem sedutora

Para fazer-te todo meu


Carrego o nosso

amor sacrossanto

Só para você escrevo

Só por você eu canto


No embalo da espera

Não tenho o quê reclamar

Os pés estão bem na terra

Sonho em te completar


Estou aqui a sonhar

Que o meu corpo seja teu

E o meu coração o teu altar

Quero ser um oásis a te saciar

Essa sedução que arrebata, Doce alucinação, O destino nos trará um dia algo bem mais intenso do que uma simples paixão...

⁠Bem que os beijos meus
poderiam ter
asas para buscar os teus,

(Ou poderiam mesmo
até o oceano cruzar),

Do báratro escuro
que ardente oculto
para nele você se perder,

(Sem chance de fugir
ou querer regressar),

Mais forte que o passamento
para você de mim
nunca mais esquecer,

(Ou de dentro de ti vir
a tentar me apagar),

Tão méleo quanto
o mais puro dos sentimentos
para você se viciar,

(Sem querer cheguei
para em ti morar),

À espreitar a cada
um dos meus passos
como um lobo da estepe
do Oeste da Anatolia,

(Doses de café,
desejo e melancolia);

Indomável como o mar
em intermitente luar
feito a sagração poética
da primazia da primavera.

Eu vi.
Bem de longe, mas vi.

A sombra cansada,
o corpo fraco de lutar.

Vês o mundo
com olhos para os outros.

Mas quem vê o teu?

Eu vi

Eu vi.
Bem de longe, mas vi.

A sombra cansada,
o corpo fraco de lutar,
o peso escondido
na forma de continuar.

Não perguntei.
Não era o meu lugar.

Há distâncias
que também são uma forma de cuidado.

Mas vi.

Vi-te olhar o mundo
com olhos para os outros,
guardar palavras,
amparar silêncios,
deixar um pouco de ti
em quem precisava.

E pensei:

quem vê os teus?

Quem repara
quando o sorriso pesa,
quando o corpo pede descanso
e tu continuas?

Talvez nunca saibas
quantas pessoas levam consigo
um pouco da tua bondade.

Talvez quem cuida
raramente veja
até onde chega o cuidado.

Mas chega.

E se algum dia
o mundo te pesar demasiado,
não precisas de me contar o mundo.

Fala-me de elefantes.
De paredes.
Do tempo.
De coisa nenhuma.

Ou não fales.

Há silêncios
que também sabem ficar.

Não te escrevo para salvar-te.
Nem saberia como.

Só para que,
entre tantos olhos
que ensinaste a olhar para dentro,

saibas que houve uns,
bem de longe,

que olharam para ti.

E viram.

Por mais que aparente, eu não sou um pássaro. Posso saber bem imitar o canto de alguns, porém, realmente não sei o que querem dizer.

MONÓLOGOS DE UM MISERÁVEL


Capítulo I: A Esperança do Homem


Olá, senhores. Sejam bem-vindos ao Baile de Máscaras.


Saibam... eu também possuo opiniões: irrelevantes para aqueles que as desprezam, relevantes para os que as examinam; como, aliás, sucede com todas as opiniões humanas.


Ninguém, nem mesmo o mais ilustre dos heróis, pode impedir que o ódio ou a mágoa habitem o íntimo humano, pois são, em última instância, as respostas mais autênticas que o mundo oferece. Vivemos sob a lógica da devassidão: um palco miserável onde nenhum desejo encontra plena satisfação, onde toda tentativa de agradar culmina em mais desgosto do que harmonia.


Fui convidado para uma festa de aniversário e, logo em seguida, para um baile de máscaras inadiável: este último, vindo de alguém com quem mantenho um vínculo profundo. Na tentativa de ser justo, e temendo ferir ambos, aceitei os dois convites, ingenuamente crendo que a vontade de agradar pudesse suplantar a impossibilidade lógica de estar em dois lugares ao mesmo tempo.


Inevitavelmente, falhei. E falhei como todos, em algum momento, falham.
A consequência?


Alguém se magoa. Outro se frustra.
Mesmo imbuído das melhores intenções, tornei-me alvo de ressentimento por parte de quem aguardava a minha presença e não a teve. Eis a essência do convívio humano:


rancor e exigência, jamais compreensão.


Assim caminha o homem: uma criatura incapaz de perdoar a ausência, mas igualmente incapaz de se fazer plenamente presente.


O ser humano é, por natureza, indiferente.
Mesmo quando julga praticar o bem, invariavelmente fere alguém. Toda boa ação encerra, em si, uma traição involuntária. Não há graça, felicidade ou paz; apenas a ilusão intermitente de que um dia possam existir.


Afinal, até o mais ínfimo gesto de bondade pode ferir.


Fere aquele que não foi agraciado da mesma forma.


Para que houvesse igualdade real, todos precisaríamos ser igualmente reconhecidos, igualmente saciados: não era essa a promessa do comunismo? Ainda assim, fracassou.


E por que fracassou?


Porque o homem anseia distinguir-se do outro.


Afinal... não pode o servo equiparar-se ao seu senhor.
O mundo não é justo. Nunca foi. Jamais será.


Para cada vencedor, há um vencido. Para cada glória, uma vergonha correspondente.


Eis a engrenagem invisível que move a espécie: a miséria de uns sustenta a alegria de outros. Na penúria de alguns, outros prosperam. É nesse ponto que emerge a verdadeira revolta — não a política, mas a ontológica.


O homem, frustrado por não receber aquilo que julga devido, recolhe-se em si mesmo. Isola-se no ressentimento e escolhe desaparecer.


Tornar-se areia. Poeira. Esquecimento.
Melhor ser ninguém do que um fracassado lembrado.


Afinal, quanto mais se busca agradar à maioria, mais se violenta a minoria que permanece à margem dos favores.
Eis a máxima: só haveria paz se todos sofressem na mesma medida ou desfrutassem, indistintamente, das mesmas regalias; sem distinção de classe, gênero, raça ou função. Ainda assim, tal hipótese revela-se uma utopia repugnante até mesmo em sua concepção.


A igualdade absoluta só pode erguer-se sobre os escombros da individualidade.
E a própria natureza — essa mãe implacável que nos impôs a existência — encontra-se em guerra consigo mesma.


Tudo colapsa. Tudo degenera. A vida, em si, é uma contradição:


ansiamos pela verdade, mas somos incapazes de suportá-la. Por isso, preferimos a confortável mentira da harmonia.


Todos somos falsos. Não há amor que escape à máscara; não há amizade que sobreviva incólume ao afastamento.
A verdade é insuportável.


É mais fácil consolar alguém com mentiras, sustentá-lo com ilusões, do que curá-lo com o real e conduzi-lo à lucidez. Eu mesmo minto. Todos mentimos.
A mentira é o código genético da convivência.


Não sei se ainda resta em mim alguma lucidez substancial; mas, do pouco que persiste, extraio esta súmula: o mundo é um teatro ilusório, decadente, sustentado por sonhos risíveis e promessas vazias. Aqui, ninguém vive segundo a própria convicção.


A liberdade de pensamento cobra um preço: a rejeição.


Ser verdadeiro é ser excluído.


As pessoas são amigas apenas enquanto lhes convém. Afaste-se — e tornar-se-á um vestígio, um eco que só ressurge quando a memória alheia é instigada.


Ninguém é lembrado por afeto, mas por utilidade. Persistimos na lembrança apenas enquanto ainda temos algo a oferecer, enquanto servimos aos interesses de outrem.


Este mundo é um baile de máscaras.
E quem triunfa... é quem melhor sabe mentir.


Arthur Schopenhauer estava certo: o homem só é autêntico na solidão. Todo o resto é encenação, ruído e teatro.

“Nada é perfeito. Até a engenharia mais bem construída tem defeitos”.

A mente mente tão bem que a verdade precisa bater à porta várias vezes.