Observar a Natureza
Sou serena, sensível e tenho uma natureza extremamente contemplativa. Aprecio apreciar a beleza e a feiura de tudo o que me proponho a tocar.
Gosto de manhãs de sol, de silêncios, de fechar os olhos para sentir melhor o sabor de tudo o que me dá prazer. Gosto de ser boba, de falar besteiras e de esvaziar-me para preencher-me das impressões que o mundo me traz.
Gosto de palavras escritas ou faladas, ditas ou sussurradas, gosto até mesmo das palavras silenciadas. Acho que toda palavra é uma forma de representar temporariamente apenas uma parte do que se pretende dizer. Portanto, para mim, a palavra não serve para definir, pois definir é limitado, mas para nos ajudar a traduzir um pouco do que sentimos no momento.
Minha alma é leve e borbulhante, gosta de se derramar em palavras, pinceladas, toques e olhares, gosta de ressignificar o que conhece e de conhecer o que ainda não alcançou.
Gosto da minha inquietação e dessa coisa que me pede para mudar de lugar constantemente. O que permanece em mim é a mudança, a metamorfose, a transformação. Isso não me faz menos fiel, menos doce ou menos sensível, mas coloca-me em contato com o mundo e com as pessoas o tempo todo, e ao mesmo tempo que transformo coisas, sou por elas transformada.
Sou um ser do mundo e o mundo é um ser em mim.
Aprendi contemplando a natureza, sentir tudo que Deus nos presenteia. Há quem ache pouco, eu diria ser divino.
Depois da caminhada
A contemplação e admiração
Desta natureza esplendorosa
Que revigora o corpo e a alma
Respirando o ar puro da manhã
Sentindo nos poros os primeiros raios do Sol
No rosto uma brisa agradável
No horizonte um céu azul
Que reflete no espelho das águas
Deste rio maravilhoso
Como querendo a nos ensinar que são nestas pequenas coisas
Que estão o verdadeiro sentido da vida.
Durante a caminhada
A contemplação e admiração
Desta natureza esplendorosa
Que revigora o corpo e a alma
Respirando o ar puro da manhã
Sentindo nos poros os primeiros raios do Sol
No rosto uma brisa agradável
No horizonte um céu azul
Que reflete no espelho das águas
No encontro dos rios que não se misturam
Símbolo maior de uma floresta que nasceu das águas.
Se contemplar a Natureza fosse um viés do ser humano, jamais teríamos notícias sobre sua destruição.
De saco cheio do contexto nosso planeta terráqueo, buscando paz na natureza, só e contemplativo em busca de conexão, olhe pro céu, abra os braços e pergunte: cadê vocês! Quem sabe se um ancestral galáctico, saudoso e sensibilizado, o abduzirá. Quem sabe? Se nada acontecer, também não paga nada, até o momento, sem taxas ou impostos do fisco.
Viajando sozinho, contemplando a natureza, numa curva do caminho, eu tive grande surpresa, uma mulher encantadora, que era o suco da beleza, precisando de ajuda, me pediu com delicadeza, viajando ao lado dela, me senti um realeza, ao lado de uma princesa.
Sinto o vento nos meus cabelos
Um sopro da natureza veio do nada
Observo os pássaros no ar
Muito para receber, mas não tanto para compartilhar
- Used to Be
Natureza...(des)humana
Hoje fiquei observando o vaivém de uma família de formigas.
No piso branquinho da minha sacada, elas pretinhas contrastavam... se destacavam.
Indiferentes ao barulho dos carros que passavam, elas silenciosamente transitavam
de lá pra cá... da cá pra lá... com minha presença nem se importavam.
Em linha quase reta... do seu objetivo não se desviavam.
Coloquei uma pedrinha no caminho pelo qual passavam
(só pra ver o que aconteceria)
e elas simplesmente desviaram, contornaram e continuaram
nem se importaram...com o obstáculo... comigo... com a minha grosseria.
Não vi nenhuma revolta,
elas simplesmente deram a volta...
Não vi nenhuma lágrima de dor,
Nenhuma se sentiu ultrajada, magoada...
Só eu fiquei aí com cara de boba...desconcertada
e a refletir: pra que com maldade agir?
Ame as pessoas,
Aprecie a natureza,
Observa uma criança;
Veja o quanto ela pode te ensinar
Viaje nas lembranças;
Bons momentos valem à pena serem recordados.
Escute atentamente as outras histórias e outras experiências;
As pessoas sempre tem algo para aprender umas com as outras.
Seja educado;
Mesmo quando não encontrar motivos para ser.
Seja fiel,
Principalmente contigo mesmo;
Pois a dor da consciência não tem cura.
Seja mais do que as pessoas esperam;
Seja melhor do que você acredita;
Isso aumenta nosso potencial interior.
Mas se falhar perdoe-se,
As pessoas que falham e assumem seus fracassos,
Tornam-se mais fortes, do que aquelas que acreditam serem infalíveis.
Acredite, nossos valores e qualidades sempre são reconhecidos pelos olhos de fora.
Por isso nunca pense que você não é ninguém,
Sempre existe alguém te admirando
Em algum lugar,
Por alguns momentos,
Mesmo que você não perceba.
A Natureza tem um poder espiritual ímpar; quando em contacto com a mesma, consegue-se contemplar a própria alma.
Não importa a natureza da relação que você deseja ter com uma pessoa observe quem te elogia demais da mesma maneira de quem ao conversar contigo sempre deixa no ar alguma mensagem que pode te causar um dano psíquico.
Quem te elogia demais tende a puxar o teu tapete ou quem sempre te deixa algum tipo de dano quando conversa contigo pode vir a te ocasionar um dano igual ou maior do que a pessoa que superestima o seu ego.
Não é difícil de detectar pessoas assim por mais que tentem se conter, elas não conseguem sustentar tais papéis por muito tempo, é só você ter cabeça fria e não se deixar envolver que os sinais irão aparecer facilmente diante dos teus olhos.
Observando como a Natureza manifesta a própria
[escrita da poesia assêmica],
escrevo igualmente a minha
mesmo que não encontre
a compreensão alheia,
e não me importo que seja
chamada de prepotência.
Morando na cidade de Rodeio
onde o Médio Vale do Itajaí
com o seu próprio tempo
também dá continuidade
a leitura da poesia assêmica
a todos que sabem ler
com jeito e sensibilidade.
A escrita da poesia assêmica
do Pico do Montanhão
nesta tarde de terça-feira,
leio com os olhos do coração
ela sendo iluminada pelo Sol,
poder ler o quê eu leio
nesta leitura mística cotidiana
é o quê me entretenho.
A poesia escrita assêmica
também é escrita pela nobreza
do Rio Itajaí-Açu com todos
os espaços, contornos, cheias
e até com a própria seca
para acenar que é preciso
ler quando ele manda recados.
Há poesia escrita assêmica
entre nós quando falamos,
quando calamos, quando
captamos presságios,
quando nos apaixonamos,
por onde nós passamos
e até quando desabafamos.
Há poesia assêmica em mim,
em ti, em tudo e em todos;
sobre quem na vida que
se mascara ou se maqueia,
pode ter certeza que haverá
sempre alguém que leia
a sua oculta poesia assêmica.
Valorizo os momentosde contemplação
diante de uma bela visão grandiosa,
onde a natureza está em exposição
e causa uma sensação prazerosa.
