Observando
Algumas pessoas aprendem lendo, observando; outras já aprendem sofrendo, apanhando.
Não é sobre destino, é sobre opção.
Sabe, estive observando, e testando, isso aqui (o Facebook), e cheguei à conclusão de que não é o conteúdo dos posts que motiva a grande maioria dos internautas brasileiros a curtir uma postagem no Facebook, mas sim a própria curtida. O interesse maior é pela curtida, e não pelo conteúdo dos posts. Funciona como uma espécie de retribuição, "se você 'me curte', eu também 'te curtirei'", e desse jeito a postagem é menos importante que a retribuição ao favor prestado em likes. Ou seja, "curtida = curtida", e "quanto mais você curte, mais será 'curtido'". No entanto, se você parar de dar os likes, automaticamente para de recebê-los também. Se ainda não percebeu isso é só começar a observar. :D
Meu Monstro Interior vive adormecido
Mudo, calado, quase sempre entorpecido
Observando e absorvendo as lutas diárias
Não querendo alimentar-se de raiva, ódio e carne em muitas navalhas.
Lutar é sempre preciso... e eu sei não há abrigo... no peito do meu inimigo.
Saído do conto de um livro de terror não posso libertar meu Monstro Interior...
A mente tenta compreender a realidade como se estivesse fora dela, observando de um ponto seguro. Mas essa posição nunca existiu de fato. Aquilo que percebe e aquilo que é percebido são movimentos inseparáveis da mesma totalidade. Ver isso diretamente encerra a busca por um lugar de onde olhar, porque não há fora.
♧
E Deus!
Observando toda a beleza do universo,
viu-se tentado a escrever um poema.
Porém, logo lembrou-se
que em seis dias
materializara a poesia!
A poesia é a uma forma de desmaterializar a criação transformando-a em versos.
Seria o poeta, um quase deus?
Por um tempo eu cheguei a acreditar que existia amor nas pessoas, mas, observando bem, vi que quem mais amar se machuca.
Mãe,
Declaro observando os olhos seus,
você representa muito bem o Nosso DEUS.
ELE te colocou aqui,
para nos amar, nos educar e nos fazer feliz!
Como posso ficar calado,
Observando a natureza,
Ao redor sua beleza,
Meu coração fica agitado,
E não é por um motivo qualquer,
É por você ser a mulher,
A quem estou enamorado...
Foi observando o relógio
Que percebi que o tempo
é bicho estranho
Quando observei
nem vi o tempo passar
Eu ainda estava no ontem
Não deixe pra amanhã
O que se pode fazer hoje
Por que o tempo passa rápido
hoje é o amanhã
e o futuro já é ontem
É estranho até você responder a esse post. Mas os seus amigos vão ficar aqui, só observando, e não vão comentar nada.
Das coisas do mundo, só as sei,
Se me há de contar
Observando, considero perscrutar
A sua forma mais realista o possível
A fim de não me enganar.
Quando deixou-se de o ser criança,
Parece deixa-se cheio do saber
E não mais, indagar.
Deveras os mais velhos
Carregam consigo um bom tempo
Dos passados que os trouxe sem escapar
Se me tens algo, que tenha-me a saber
Diz-me para que eu, saiba de fato
O que é viver.
Depois de uma vida observando gente, aprende-se que quase ninguém sofre daquilo que diz sofrer.
O sujeito chega reclamando da esposa, da política, do chefe, do aluguel ou da bebida quente. Mas isso é apenas o embrulho. O conteúdo é outro.
O que os corrói é a incapacidade de tocar e ser tocado.
Vivem como se enxergassem o mundo em preto e branco. Não porque lhes faltem olhos, mas porque perderam as cores antes mesmo de perceber que elas existiam. Tudo precisa ser amor ou ódio. Vitória ou fracasso. Aprovação ou desprezo. Já não reconhecem os meios-tons, justamente onde a vida costuma acontecer.
É um estranho tipo de daltonismo.
Não dos olhos.
Da alma.
Vejo isso todos os dias. Homens transformando ironia em escudo. Mulheres aprendendo a sorrir para esconder o próprio silêncio. Casais inteiros conversando sobre contas, filhos e séries de televisão, enquanto duas solidões dividem a mesma cama sem jamais se encontrarem.
Ninguém diz: "Tenho medo de ser visto."
Inventam palavras mais elegantes.
Dizem que são independentes.
Que não nasceram para relacionamentos.
Que preferem a própria companhia.
Mentem com uma convicção admirável.
A verdade é mais feia.
Passaram tanto tempo reforçando a própria pele que ela deixou de separar o corpo do mundo para se tornar uma cela. Cada decepção acrescentou uma camada. Cada abandono endureceu outra parte. Cada traição fez acreditar que sentir menos era viver melhor.
Não era.
Era apenas sobreviver.
O curioso é que todos desejam exatamente a mesma coisa: que alguém atravesse esse couro endurecido sem destruir o que ainda resta dentro. Querem ser encontrados, mas tornam impossível qualquer aproximação. Quando alguém se aproxima demais, recuam. Quando vai embora, confirmam a velha teoria de que ninguém fica.
Chamam isso de destino.
Eu chamo de medo.
E medo, quando envelhece, ganha aparência de personalidade.
É por isso que tantos caminham pelas ruas como fantasmas bem vestidos. Trabalham, sorriem, publicam fotografias impecáveis, colecionam contatos e permanecem inacessíveis. Quanto mais conectados parecem, mais isolados se tornam. Descobriram todas as maneiras de falar, menos a única que importa: aquela que deixa a carne exposta.
Talvez seja esse o grande fracasso da nossa época.
Não a falta de amor.
A falta de coragem para suportar o amor quando ele exige que a pele deixe de ser armadura e volte a ser apenas pele.
Ainda assim, de vez em quando, acontece um milagre discreto.
Alguém baixa a guarda por alguns segundos.
Uma conversa atravessa a superfície.
Um olhar permanece tempo suficiente.
Uma confissão escapa antes que o orgulho consiga engoli-la.
São instantes pequenos.
Quase invisíveis.
Mas é neles que as cores retornam.
E, por um breve momento, o mundo deixa de ser uma fotografia em preto e branco para lembrar que nunca foi a realidade que perdeu as cores.
Foram as pessoas que desaprenderam a enxergá-las.
Fico observando.
Fico observando, o quanto é difícil ;
muitos que confessam que te amam, nunca estão por perto para te levantar.
O amor nunca demonstrado, por isso eu lhes digo: Em nome de Jesus; vai para bem longe, pois eu; não te quero ao meu lado.
Sabendo pouco, mas buscando compreender o todo; observando em silêncio, sem deixar escapar aquilo que os olhos atentos conseguem perceber. Afinal, nem toda sabedoria nasce das respostas — muitas vezes, ela floresce na forma como enxergamos o que passa despercebido pelos outros.
Esculpido acima das nuvens o sol se fez presente,
A lua estava do outro lado apenas observando e silenciosa sem acreditar em tamanha beleza nascendo,
Da janela do avião pude ver as nuvens mudarem de cor, pude sentir na alma o nascer daquilo que é belo, logo fiquei boquiaberto assim como a lua.
