O Valor do ser Humano Rubem Alves
A palavra descreve os sentimentos mais puros e nobres que o conhecimento humano pode expressar, sem intrometer-se com a lingua e acalentando o pensar.
A deliciosa paisagem ia ter enfim uma alma; o elemento humano vinha coroar a natureza.
Sou um mero espectador da alma goianiense. Apanho pela cidade o sentimento humano que nem o tumulto da pressa da metrópole antecipada pelo tempo é capaz de abafar.No meio da névoa, a copa de um pé de cajá-manga aparece como uma ilha virtual. Goiânia é uma cidade digna; contemplo-a com paixão. (Do livro de crônicas Romanceiro de Goiânia - Doracino Naves).
Se acrescento o esforço humano à minha salvação, estou desprezando as palavras de Jesus na cruz. Jesus não morreu para me ajudar a ser salvo somente. Jesus morreu para me salvar completamente. Salvou-me do meu passado e do meu futuro (ver Rm 6.5; 8.30,38) porque estou totalmente desamparado. É por isso que necessitado da graça incondicional de Deus para me salvar e me sustentar.
Apenas aqueles que transcendem a adaptação do pensamento humano, podem ver mais claramente o funcionamento da existência racional.
Uma parte do espirito humano vai quebrar,vai caì em um vale perdido,vai sumir do campo universal,vai desaparecer como se nunca tivesse existido
O vazio do oceano
Tão profundo quanto o vazio humano.
Gotas geladas.
Mas ao mesmo tempo, tão quentes como lágrimas.
A hipersensibilidade é premissa da arte..
A arte é premissa para um mundo mais humano...
A humanidade rejeita os hipersensiveis...
Talvez o mundo não mereça a arte...
Mas não há humanidade possível sem sensibilidade.
Meu lado humano é tão sensível que chega ao ponto de eu me preocupar com as consequências espirituais que você enfrentará, caso decida me fazer mal.
O comportamento humano depende da sua necessidade, no trabalho, na escola, na área da saúde, no trânsito, matrimônio, na religião, por fim, no caixão.
Quando observamos a prudência como uma análise crítica do inconsciente humano e da relação estabelecida com o outro, percebemos uma íntima ligação dela como um elemento regulador que, de certa forma, regula a dor. A prudência pode ser considerada uma virtude prática.
A prudência, nesse sentido, apresenta uma faceta de introspecção, na qual o indivíduo, ao olhar para as profundezas de si mesmo, percebe como sua posição em relação ao problema é determinante para o estabelecimento da dor. Nesse sentido, sua análise começa quando ele se implica na sua dor, deixando de ser mero agente passivo e tornando-se protagonista na construção de uma nova realidade psíquica.
No caminho da prudência, o indivíduo busca novos conhecimentos que lhe trarão uma nova perspectiva de vida sob outro ângulo. Esse conhecimento sobre o que é humano lhe permitirá atuar de maneira mais eficaz consigo mesmo, retirando a ignorância que o impede de entender sua complexidade como um ser espiritual.
Dessa forma, ao trazer para o consciente o seu inconsciente, ele se torna capaz de mudar sua posição frente ao problema. E, ao fazer isso, encontra a função reguladora que ameniza a dor por meio da prudência. Ao agir assim, muda sua concepção sobre o outro, pois também mudou sua concepção de si mesmo. Nesse novo caminho, já não é refém de emoções provocadas por situações externas, mas consegue nutrir boas emoções internamente, mantendo-se em equilíbrio e resgatando a noção de humanidade.
Afinal de contas, o amor é prudente!
