O teu Rosto poema
Na vida tudo passa, principalmente o tempo
Ontem éramos crianças, hoje não mais
O rosto lindo envelheceu
Amadurecemos
Vimos pessoas queridas falecerem
Vimos corações duros amolecerem
Vimos pobre ficar rico
Vimos rico ficar pobre
Vimos amores que não deram certo
Vimos romances passageiros
Com erros e acertos o tempo passa
Um rosto bonito, com semblante abatido.
Um sorriso estampado, muito mais que forçado.
Por fora, mantém-se uma pose de que tudo está bem.
Por dentro, só Deus sabe.
Era tão bela, um rosto meigo, cabelo que brinca no vento,
riso raro como se o mundo não lhe apresentasse muitos caminhos;
voz suave, quase um sussurro como se tudo fosse um segredo,
ou como se mexer no silencio fosse proibido
não é bem assim, cante suave ou assobie uma canção
e o mundo vai parecer mais bonito...
contanto que seja uma canção de amor
e se for só paixão não prenda tanto a respiração
e se for só mistério...mistério está no ar que nos sustenta
então respire fundo e beba o mistério da vida...
Quando você sente o vento em seu rosto, peço ao vento para tocá-lo levemente
Quando você percebe o design das nuvens,
Em seus formatos delicados, note que você vai encontrar um coração desenhado,
Eu pedi para as nuvens para inspirar e acalmar a sua alma!
Com um pedido meu, bem querer, por você!
FABIAN
Desenhe um cara sem face,
Desenhe um cara sem rosto,
Desenhe um cara sem voz,
Desenhe um cara que não pode ouvir...
Desenhe o mar,
Multiplique por dez...
Isso é a metade da metade
Da minha saudade,
Desenhe uma mentira,
Esta é a minha verdade...
Olhe os morcegos, feche as vidraças...
Desenhe uma pipa, o Zeppelin
Uma dúzia de vassouras turbinadas...
Estou do outro lado da parede
Cantando parabéns pra você...
Ela dorme depois da dipirona,
sua muito e seu rosto se abateu,
este ateu quase reza ou se flagela
numa zona sombria e conflitante...
Gostaria de achar essa fé pop
que saltita nos templos destes tempos,
nos entope do clima entorpecente
de alegria dormente ou convulsiva...
Meu amor se derrama sobre ela
em desvelos, silêncios, atenções,
na capela das minhas esperanças...
Peço ao caos, ao silêncio, à solidão,
palavras de condão pra sussurrar
e fazer com que a febre "vá de retro"...
MEU GRANDE HUMOR
Demétrio Sena, Magé - RJ.
O bom amor que percorre
a luz serena em meu rosto...
meu olho raso de fundo
que seu olhar jamais vê...
é minha prova diária
de que não perco meu gosto
pela vida e pelo mundo...
nem meu humor por você.
ESTAMPA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Quem é quem não se pinta na faixa do rosto;
não está nas palavras do discurso aberto;
vai além da fachada e destoa do exposto,
pois o seu conteúdo é tesouro coberto...
Abstrato e distante quem se vê tão perto;
fevereiro e dezembro vestidos de agosto;
sob traços de oásis pode haver deserto,
nosso anjo da guarda pode ser encosto...
Não espere uma essência na simples fachada;
ninguém sente o sabor da conserva fechada
nem conhece o caráter por um tom de fala...
Será sempre surpresa um detalhe que for,
uma nódoa, remorso, quem sabe um rancor
ou a doce virtude que a careta cala...
AUTORRETRATO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Hoje acho que achei o próprio rosto;
meu espelho reflete a minha imagem;
se me olho já sei, não é miragem,
tenho forma, textura, cheiro e gosto...
O que fui até ontem foi viagem,
pois não tinha raiz, um cais, um posto,
cada eu era um vulto ao caos exposto,
só estava ou só era de passagem...
Esse ontem faz tempo que já era;
já me tenho, apesar das estações,
entre as quais desenhei a primavera...
Desde quando cresci, mesmo depois
do meu tempo e das minhas mutações,
sou quem sou como quatro é dois mais dois...
POEMA DE RUA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
É na rua que os risos encontram meu rosto,
que meus olhos encontram olhares acesos,
o meu corpo se livra de pesos e sombras
ou de velhos assombros que nunca se vão...
Lá na rua estão vozes, expressões que vibram,
correm vidas num rio pra todos os lados,
corações misturados esbarram nos outros
e se ferem, se curam, dão sentido ao tempo...
Neste canto faz frio que vence o calor
de qualquer estação, por mais quente que seja,
não há dor nem alívio, qualquer vibração...
Só as ruas fervilham de gentes e coisas,
interesses humanos, defeitos, virtudes,
atitudes e gestos que movem o mundo...
POEMA DE RUA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
É na rua que os risos encontram meu rosto,
que meus olhos encontram olhares acesos,
o meu corpo se livra de pesos e sombras
ou de velhos assombros que nunca se vão...
Lá na rua estão vozes, expressões que vibram,
correm vidas num rio pra todos os lados,
corações misturados esbarram nos outros
e se ferem, se curam, dão sentido ao tempo...
Neste canto faz frio que vence o calor
de qualquer estação, por mais quente que seja,
não há dor nem alívio, qualquer vibração...
Só as ruas fervilham de gentes e coisas,
interesses humanos, defeitos, virtudes,
atitudes e gestos que movem o mundo...
PLÁGIO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Hoje olho meu rosto e fico bem;
meu espelho não diz pra tomar jeito;
tenho vícios, defeitos e manias,
mas nos moldes de minha humanidade...
Sobretudo, já sei me perdoar;
sei pedir o perdão que não detenho,
revoar, conhecer o meu deserto
e colher uma flor entre as escarpas...
Aprendi a me ver em mais alguém;
a.medir os meus erros ou deslizes,
evitar as reprises que magoam...
Quem me dera chegar a tal estágio,
sou apenas um plágio do que sonho,
me componho, me forjo, tento ser...
CARA COROA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Hoje quero mostrar meu rosto interno;
minha cara coroa inusitada,
pra quem nada supõe a meu respeito
nem respeita o que lê na minha capa...
Quero expor o meu eu mais escondido,
seduzir sem os tons de sedução,
encantar seu ouvido e sua entranha;
dar ao seu coração o dom dos olhos...
Abra o livro e consulte minha escrita,
leia toda verdade que lhe conte
ou lhe grite na sombra e no silêncio...
Venho ter o direito a ser quem sou;
ser quem show é recurso que me cansa
sob a dança das expectativas...
IDENTIDADE
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Mostre a cara, seu rosto não me basta,
porque rosto é fachada; fantasia;
é a pasta que oculta o seu arquivo
de verdades que o mundo quer saber...
Lá no fundo está sua identidade,
torne-a viva no espelho de seus atos,
no caminho escolhido pelos sonhos
e nos tratos diários com a vida...
Deixe os olhos falarem de su´alma,
seu avesso é que veste seu caráter,
é a palma da mão para se ler...
Sua história está dentro dessa capa;
não há napa que possa disfarçar
um estofo que os ratos corroeram...
Salas e quartos
Somem sem deixar vestígio
Seu rosto em pedaços
É misturado com o que não sobrou
Do que eu sentia
Eu lembro dos filmes que eu nunca vi
Passando sem parar em algum lugar
Tudo que vai
Deixa o gosto, deixa as fotos
Quanto tempo faz
Deixa os dedos, deixa a memória
Eu nem me lembro mais
Fica o gosto, ficam as fotos
Quanto tempo faz
Ficam os dedos, fica a memória
Eu nem me lembro mais
Eu não acho que jamais superaria você
Seu rosto dança e me assombra
Sua risada ainda ressoa em meus ouvidos
Eu ainda acho pedaços da sua presença aqui
Mesmo depois de todos esses anos
Mas eu não quero que você fique pensando que eu não sou convidado para jantar
Pois estou aqui para dizer que às vezes sou
Mesmo que eu possa logo sentir o toque do amor
Eu não acho que jamais vou superar você
·
Se você apanhar no rosto e não revidar, aceitar, se calar. Você vai apanhar o resto da vida...(Patife)
Saul Freitas
25 de maio de 2015 às 22:01 ·
"Musa da pele morena e do sorriso sem jeito.
Musa do cabelo preto e do rosto perfeito.
Musa que, pelos instantes que me olhou, me ganhou por inteiro.
Musa que parece uma lenda, me lembra um índia.
Musa que inspira belas palavras mas tais palavras, em sua frente, me perdia.
Musa dos olhos negros de pura perdição.
Musa da voz doce, canção doce, pro meu coração.
Musa que desperta amor, fogo e paixão..."
"Quando o vento frio bate no meu rosto, sinto que tenho você para me aquecer
Quando tenho medo da mais feroz das tempestades, sinto que tenho você para me guardar.
Quando me sinto solitário só tenho você para pensar.
E por mais que eu tente jamais poderia parar de te amar..."
"Preso em um devaneio, percebi que até hoje, eu não posso ver o rosto dela.
Cada traço daquela face, cada esboço de sorriso, meu coração acelera.
O mundo gira, o tempo passa, somos escravos deste e eu sou escravo do que sinto por ela.
A carne tem seus prazeres, a vida suas mazelas.
A paixão nos torna livres, aquele amor, ao meu eu, é uma cela.
Penso e repenso, reflito, imploro, rogo por ela.
Tudo por ela, acerca dela.
Se existe tristeza em minha vida, se transforma em alegria, na felicidade dela.
Perto ou longe, aquele nome, pra minha alma é festa.
Culpo o maldito cupido, por não ter errado aquela flecha.
Minhas palavras são águas turvas, minha mente um misto de cores, aquarela.
Preso em um devaneio, percebi que hoje, eu só queria ver o rosto dela..." - EDSON, Wikney
