O Sol e o Vento
As paredes tem falado comigo, os moveis sussuram!
Eu me arrepio, até mesmo com o assubio do vento.
Ouço tilintares que nunca ouvi...
A casa está mal assombrada.
Vejo vultos. Cogito e pareço um animal regogitando tudo aquilo que faz mal.
E as paredes gritam!
E me sinto normal como qualquer outro.
Onde está o vento?
Onde está o vento
Que há de me tirar daqui?
Dorme meu alento
Sozinho e nu, por aí...
Eu e meu coração
Coveiros no cemitério de cordeiros
No rebanho da solidão
Meus sonhos são os primeiros
Onde está o vento
Que há de te trazer aqui?
Em meu norte sonolento
Na bússola, a qual perdi...
Tu e teu coração
Idôneos ao medo de cemitério
Sabe onde meus sonhos estão
E que covas são os pilares do meu império
Onde está o vento?
SALA VAZIA
Lembro bem da tua voz
E das sórdidas promessas ao vento
A penumbra presente da noite
E o vazio da sala
Me fazem querer gritar
Nem sempre uma noite de sono
Resolverá meus lamentos
É fato que o dia se vai e a noite cai
E com ela a vem o tormento
E na sala vazia a vontade de gritar
A televisão sem controle remoto
Não me faz parar de trocar os canais
Emanando assim todo o meu tédio
Dentro da sala vazia
Contendo por dentro em agonia a vontade de gritar
E assim tem sido alguns dos meus dias
Dentro da sala vazia
Com a ânsia, nostalgia e a vontade de gritar
Me retendo em agonia
Por saber que meu grito ninguém irá escutar
...Eu não conheço rajada de vento
mais poderosa que a minha paixão
Quando o amor relampeia aqui dentro,
vira um corisco esse meu coração
Eu sou a casa do raio e do vento
Por onde eu passo é zunido, é clarão
Porque Iansã desde o meu nascimento,
tornou-se a dona do meu coração…
Tristes ondas, quem vem e vao.
Sortidos graos de areia, que se movimentam ao sabor do vento.
Po do chao grudados no verao.
O vento abraça a areia para seguir seu movimento.
Eu acreditei ser forte esse vento que me bateu a alma.
Aliviava-me sempre quando eu via você chegar.
De longe eu sabia que a noite estaria enfim iluminada.
Eu inventei esse amor, coloquei doce em cada magoa.
Eu menti para mim mesma achando assim encontrar a felicidade.
E você saberia, quando o vento arrancasse as folhas; quando o tempo secasse os frutos; quando as minhas mãos trêmulas cobrissem os seus olhos, que não se consegue represar as pulsões.
Impossível para mim, é como vento. Uma palavra vazia, mas que quando nós acreditamos acaba nos derrubando.
Leve como o ar
Doce como mel
Parece como o céu
Molhado como a Água
Frio como o vento, e
Quente como Sol
Um pedacinho de vel.
Sussurrar como brisa
Mata quando não tens
Melhoras quando acha...
Viaja sem sair do lugar
Alucina sem cair
Flutua sem voar
E o Beijo que eu vou te dar...
Quero que saiba que o vento
Continua a soprar
E eu pedi a ele
pra lhe acariciar
Para te contar
que longe de ti não sei ficar
Peço para que você
Escolha me amar!
Vamos correr, nos sentiremos livres; a brisa no rosto, vento pelos cabelos. Ei, vamos você e eu... Agora chegou a hora que tanto esperávamos, vamos pegar nossas mãos, e juntá-las. Olhando pra elas agora, só consigo pensar que foram feitas uma para outra.
Vamos correr, somos livres, mas não solte minha mão; eu escolhi ser livre e não soltar sua mão.
No vento da manhã
Soprando os sentimentos como navalhas
Rasgando a pele a carne dilacerada que o tempo causou.
No céu
As nuvens ganham formas e nenhuma delas vejo algum sentido.
O sol foi escondido covardemente deixando vestígios de saudade
Então espero mais uma vez a sua coragem de me dizer o que já esperava.
Eu sei
O mar me convidava gentilmente enquanto suas ondas
Irradiavam e me contava segredos íntimos
Eu sei
O mar me convidara para seu doce lar enquanto sincero diz o quanto inutil serei
Então agradeço
Pelo vento da manhã
Soprando os sentimentos como navalhas
Rasgando a pele a carne dilacerada que o tempo deixou.
Mesmo quando todos se afastarem,quando o vento não soprar a meu favor e minhas expectativas se esgotarem eu sorrirei mais uma vez e seguirei em frente .
Quero jogar palavras ao vento para que estas cheguem até vc, e te toquem, como não posso mais tocar.
