O Sol e o Vento
Dia D
Nas praias de silêncio e sangue,
onde o vento ainda sopra a memória
dos que partiram sem regresso,
a areia guarda os passos de heróis
anónimos, mas eternos.
No murmúrio das ondas,
ouvimos o eco dos seus nomes,
gravados no tempo como pedras
firmes, inabaláveis no oceano
da nossa gratidão.
Cruzaram o mar, carregados de medo e coragem,
para libertar um continente acorrentado,
para rasgar as sombras com o lume da esperança,
para que a liberdade pudesse florir
nos campos devastados pela tirania.
Homens simples, de fardas gastas,
deixaram seus sonhos na terra natal,
e no último alento, sussurraram a promessa
de um amanhã que nós, os vivos, herdamos.
A Europa é livre porque eles tombaram,
e o nosso dever, agora, é lembrar
o sacrifício último que nos deu asas,
que nos devolveu a luz e a paz.
Jamais serão esquecidos,
porque a memória deles é o farol
que nos guia em noites de incerteza,
e o seu legado, a liberdade,
é o sol que nasce em cada manhã.
Nas praias de silêncio e sangue,
reverenciamos os heróis do dia D,
gratos pelo sacrifício imenso,
prometendo, em cada suspiro de liberdade,
que jamais os deixaremos cair
no esquecimento.
Corpo em carne e desejo...
Que alimenta o tumulto do vento...
Voz de inquietação...
Batalhas a meu lado...
Boca seca...
Palpitante coração...
Vem contigo a madrugada...
Meus olhos não se cansam...
A promessa de tua boca de eternidade...
Em surdina dás-me mais vontade...
Passo na rua e nada vejo...
Por que ardo eu até tão tarde?
Quis eu lá saber a tua idade?
Na embriaguez da cisma...
Foste um murmúrio...
Rua deserta...
Mundo mudo...
O sangue...
Festim ruidoso e ligeiro...
E a ilusão que me trouxe e que não invento...
Adubando a flor do desejo...
Seja meu que de ti também serei...
Arde-me a cabeça de vos querer...
Em febre e vagando...
Deixando-me de ser...
Nunca me dissestes seu nome...
Mas a ti conheço bem...
Enquanto na sombra te espero...
Aos olhos alheios não sou ninguém...
Sandro Paschoal Nogueira
"Enquanto as árvores se entregam à dança frenética do vento, o silêncio da noite ecoa sussurros de lugares distantes e tempos remotos."
"Sob o manto do silêncio noturno, o vento narra contos de terras longinquas e eras passadas, entrelaçando-os à dança das árvores."
o vento que sopra as velas da vida de um barco no mar imenso em uma viagem a navegar pelo tempo até que se deite A Âncora e recolham as velas e o vento deixe de soprar e no porto repousa o veleiro que descansará
Saquarema, Sinfonia da Natureza
Saquarema! Ondas em sinfonia,
Vento em suave canção,
Acalanto de uma tarde serena,
Paz sublime no coração.
Saquarema! Arte divina,
Obra da Mãe Natureza,
Beleza sem igual,
Em cada canto, certeza.
Saquarema! Amor que perdura,
Como brisa fresca a soprar,
A alma se acalma e refaz,
Mil vezes Saquarema, a amar.
Saquarema! Cidade sob anil infinito,
A mais bela do Brasil, sem sombra de duvida.
Em cada rua, um poema a se escrever, um verso a recitar,
Em cada canto, um sonho sutil a se realizar.
Saquarema! Berço de encantos,
Onde o trabalho e amor constroem,
Um futuro de glória,
Lar acolhedor, onde a vida floresce.
Saquarema! Eternamente em meu coração,
Um refúgio de paz, um lar de inspiração.
Te amo, Saquarema, com todo o meu ser,
E em teus braços, quero para sempre viver.
O vento soprou.
O frio apertou.
Sentado em meio essa pedras, com essa dor.
Respingo de água caiem em meu corpo.
Já não sei mas o que fazer.
O medo se torna maior, pós talvez vou te perder.
Começo a me pergunta o que vou fazer.
Te amo
Enquanto você dorme aprisionei o vento, silenciei os sons da noite e calei os seresteiros para que o silêncio embalasse o seu sono, esse é o meu lado anjo da guarda, enquanto você dorme encomendei um amanhecer perfeito,pedi ao sol para despertar depois de você e iluminar os caminhos do teu dia.
