O que Nao Elabora se Repete Freud

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Justiça não é favorecer quem possui maior força, influência ou voz; é reconhecer a cada pessoa aquilo que lhe é devido.

A paz não é simplesmente ausência de conflito; é uma ordem suficientemente justa para que a convivência não precise depender permanentemente da força.

A caridade não é apenas sentimento de benevolência; é reconhecer no outro uma dignidade que impede que sua existência seja reduzida a mero instrumento dos nossos interesses.

A natureza não precisa ser destruída para ser aperfeiçoada; muitas vezes, o verdadeiro desenvolvimento consiste em realizar aquilo que nela já contém uma possibilidade de excelência.

O mal não precisa existir como substância independente para produzir consequências reais; basta que o bem devido seja negado onde deveria existir.

Liberdade não é simplesmente ausência de limites; é a capacidade de escolher racionalmente sem transformar a própria vontade em instrumento de destruição.

A felicidade mais profunda não consiste na satisfação imediata de desejos, mas na realização das capacidades humanas orientadas pela verdade e pelo bem.

A perfeição humana não está em saber tudo nem em desejar tudo, mas em ordenar inteligência e vontade para que conhecer a verdade e praticar o bem deixem de ser movimentos separados.

O homem não é um império isolado dentro do universo; sua liberdade, seus desejos e seus conflitos obedecem às mesmas relações de causalidade que governam a natureza.

Não estamos fora da natureza quando amamos, odiamos, sofremos ou desejamos; somos precisamente natureza tentando compreender a si mesma através da consciência.

A verdadeira liberdade não consiste em escapar da necessidade, mas em compreender as causas que nos determinam e deixar de obedecer cegamente àquilo que não compreendemos.

O desejo não é um acidente da existência humana; é uma das expressões fundamentais da força pela qual cada indivíduo procura preservar e afirmar o próprio ser.

A mente humana não é estrangeira à natureza; pensar é uma das formas pelas quais a própria natureza se torna capaz de compreender sua existência.

O ódio que encontra outro ódio não desaparece: frequentemente transforma o conflito em mecanismo de reprodução da própria violência.

O homem verdadeiramente livre não organiza sua existência em torno do medo da morte; procura compreender a vida com intensidade suficiente para não desperdiçá-la.

A liberdade de pensamento não é luxo intelectual; é condição para que a razão possa investigar a verdade sem transformar a autoridade em substituta do conhecimento.

Uma democracia não se fortalece quando exige que todos pensem da mesma maneira, mas quando consegue transformar a pluralidade das consciências em força política sem destruir a liberdade.

Até onde o Estado pode transformar aquilo que não sabemos demonstrar em uma verdade juridicamente obrigatória?

Quando a ciência descobre o que o Direito ainda não sabe como normatizar, onde termina o conhecimento e começa o poder?

A liberdade não termina quando discordamos; termina quando já não podemos discordar.