O que Nao Elabora se Repete Freud

Cerca de 612434 frases e pensamentos: O que Nao Elabora se Repete Freud

O maior perigo para a liberdade talvez não seja o tirano que proíbe, mas a multidão que exige proibições em nome da própria virtude.

A lei torna-se injusta quando pretende resolver pela força aquilo que a razão ainda não conseguiu resolver pelo argumento.

O homem que não pode mudar de opinião já entregou parte de sua liberdade à própria ignorância.

Uma sociedade realmente esclarecida não teme que seus princípios sejam questionados; teme nunca mais questioná-los.

A verdade não precisa de polícia; quem precisa de polícia para proteger uma verdade talvez possua apenas uma crença.

A dúvida não destrói a razão; impede que a razão se transforme em autoridade sobre aquilo que desconhece.

O maior triunfo do Iluminismo não seria descobrir todas as respostas, mas tornar legítimo perguntar novamente.

A liberdade precisa de leis não para impedir o pensamento, mas para impedir que alguém possua o pensamento dos outros.

A razão é mais forte quando consegue dizer: “não sei”.

O verdadeiro esclarecimento não consiste em substituir antigos dogmas por novos, mas em conquistar o direito de duvidar de todos.

A consciência não nasce preenchida por verdades prontas; é a experiência que fornece à razão a matéria com que ela constrói o conhecimento.

O intelecto não inventa sozinho aquilo que conhece; grande parte de sua matéria-prima chega através da experiência.

Nossas ideias não são necessariamente reflexos perfeitos da realidade; são construções do entendimento que precisam ser examinadas pela razão.

Onde a experiência não oferece matéria ao pensamento, a razão pode imaginar possibilidades, mas dificilmente poderá transformá-las em conhecimento seguro.

Reconhecer os limites do conhecimento não diminui a razão; impede que a ignorância seja disfarçada de certeza.

Liberdade não significa ausência de toda norma; significa não estar submetido à vontade arbitrária de outro ser humano.

O poder político não pertence pessoalmente ao governante; é uma responsabilidade confiada para proteger direitos que não foram criados pelo próprio poder.

O Estado encontra sua razão de existir na proteção da vida, da liberdade e dos bens, e não na transformação do cidadão em objeto de sua autoridade.

A sociedade política não deveria apagar os direitos que os indivíduos possuíam antes do Estado; deveria criar mecanismos capazes de protegê-los contra a arbitrariedade.

A lei não encontra sua dignidade na capacidade de constranger, mas na função de limitar a arbitrariedade e tornar previsível o exercício da liberdade.