O que Espera de Mim
A espera já não é o que era
Esperança... espera
Quem te deu e quem te dera
O tempo passa, tá passando
Só Deus sabe até quando
Cai a pétala ao chão
Choram mágoas o coração
Vai a vida e a vida vai, vive
Recordação de onde estive
São saudades, emoção
Sensação... sensação
De outrora primavera
Agora mais quimera
Mais lentidão
Importante é a razão
O que mais vale, o amor
Onde for....
Já não é o que era
Esperança... espera
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
04’50”, 18/10/2021 – Araguari, MG
NINHO
No sono refaço as forças.
No sonho ao teu lado fico.
Acordado, o meu pensamento
viaja.
Como uma ave, rompe o vento
enfrenta a chuva, na busca de
quem é o seu amor, vai.
Além do ninho, a companheira o
espera, juntos se completam,
juntos se encolhem buscando
um, o calor do outro.
Para eles é sempre primavera.
Há flores nas juras de amor
feitas.
Há as flores do amor, que por
suas vidas se espalham,
enfeitando os caminhos,
por onde seus corações passam.
Roldao Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Acadêmico Acilbras - Roldão Aires
Cadeira 681 -
Patrono- Armando Caaraüra- Presidente
A espera de um milagre
Até o momento,
Todos os acessos que fiz na internet foram em vãs..
Você,
Naquela fria manhã, saístes por essa porta dizendo que ia na padaria.
Ja se fazem sessenta dias, você, simplesmente, evaporou-se, sumiu...
Escrevo isso em forma de desabafos.
Já nem sei se são palavras sentidas ou jogadas...
Também não sei se estou perdendo meu tempo...
Expressar tudo que penso, impossível...
Já acionei as autoridades competentes,
Disseram que tudo foi bem articulado por você...
Já foi divulgado o seu desaparecimento..
Me exprimo, me retalho...
Anuncio em mim, o teu foi para sempre..
Relatar essa história para alguém com a cabeça insana , vão rir da minha cara....
Estou assim,
Respirando ofegante á sua espera.
Clamo, declamo, fico gelado e pego fogo..
Rasgadura sem cura...
Não levastes bolsas e nem roupas..
Apenas seus passos e seus trajes...
As vezes penso que fui assaltado no amor..
Ou melhor,
Roubado....
Quanta agressão em mim sem usar as mãos!
As buscas foram e estão sendo intensas..
Nem se quer um clipe de câmaras de ruas.
A única informação que tenho, é que você saiu com algo em mãos daquela padaria, e se dissipou pelas avenidas...
Na cachoeira de lágrimas ,me afoguei muitas vezes..
Já não existe mais o que derramar.
Os ohos estão secos, desnutridos e sem defesas..
Vou tentar,
Vou tentar acreditar que fui de fato roubado.
Vou vivendo...
Vivendo não acreditando que não estou atormentado..
Assim,
A espera de um milagre...
Autor: Ricardo Melo
O Poeta que Voa.
Uma fé perseverante em Deus caracteriza a vida do cristão na terra, que com paciência espera o cumprimento da promessa do porvir.
Só queria que seus lábios me dissessem o mesmo sim que seus olhos me dizem, e que meu coração há tantas vidas espera
Os ventos mudam tudo de lugar. Carregam dores e trazem sorrisos. À espera se torna perfeita quando o encontro se faz. É o tempero necessário. Espere, com fé e paciência.
Será mesmo que esperar no fundo é o segredo?
Por que agente sempre espera um pouco ou muito, espera atitudes, gestos, olhares e toques, agente espera detalhes, o mundo espera de nós e nós esperamos do mundo, e mesmo quando não vem, não acontece agente ainda continua esperando. E quando se espera cria expectativas as quais machucam muito quando não se obtêm o resultado desejado, se o segredo for esperar, um mundo melhor, amores melhores, pessoas melhores, sempre iremos nos machucar, não devemos esperar nada, vai por mim dói menos, tente pelo menos tente não esperar nada assim você irá se surpreender ao invés de se decepcionar por que a triste realidade é que ninguém faria por você o que você faz por elas. Então se cobre menos e faça mais, seja feliz e cuide do que vier, por que sera lucro e te trará o máximo ou pelo menos o minimo de felicidade.
“Não quero que a minha vida seja uma eterna espera pela sexta-feira.”
(Do livro "Dente-de-leão: a sustentável leveza de ser")
à sombra do meio dia se espera a noite,
uma noite escandalizando-se em estrelas, luas e segredos.
sem o enredo de um teatro vulgarizado.
à saudade da partida se espera a chegada,
a volta ou o nunca mais de um nunca a mais infinito,
e coisas se guardam na mente de anônimos apaixonados.
Olhos se fecham, corpos se entortam e um único gemido dilacera,
em cada um - uma espera.
SONHOS BANAIS
Em meio a tantos sonhos iguais
Contando à espera de um milagre
Ficam senis e tão banais
Que nem uma porta se abre.
PROSCÊNIO
Foi assim, bem ao acaso
Quando muitos só esperavam
Não deu tempo pros aplausos
E as cortinas se fecharam!
