O Poeta e o Passarinho
Aprecie o artesão, o artista, o músico, o dançarino, o poeta, o escritor e o influencer da sua cidades, inspirar pessoas ajuda a manter a chama da cultura acesa.
Ninguém se recorda
do poeta do Brasil,
Dele não me esqueço
e ainda me inspiro.
Ainda por enquanto
há lindas palmeiras
acariciando o anil,
a lucidez de muitos
tem andado por um fio.
Ainda sobrevivem
algumas aves,
Os sabiás resistem
as gaiolas do destino,
e tudo tem me dado calafrio,
As árvores são
as que sobraram,
e não é mentira
onde a ofensa
fixou de vez residência.
De ti Gonçalves Dias
eu ainda lembro,
Em mim tu está vivo
em teu movimento
neste coração latino e brasileiro;
Que pergunta pelas libertações
da tropa, e do General,
e ao mesmo tempo sabe agradecer
à Venezuela pelo generoso oxigênio.
Com o poeta da rebelião
remando contra toda
a correnteza confusa
da sociedade em rede:
Saudando a memória
da paternidade,
Recordando os sonhos
do Comandante Eterno
Poeticamente varrendo
o pó do céu da noite
que causa tormento,
Pedindo para libertar
o General que está
preso inocente,
e todo mundo sabe...
Sobram muitos versos
para outros militares
em lamentável igual,
e aos tupamaros eternos:
Que um não merece
estar preso e outro segue
desaparecido até hoje...
Com o mundo multipolar
invadindo estes versos
latino-americanos
da minha previsível vida:
Tudo me faz todo dia
a memória resgatar,
E imaginar o quê
Comandante Eterno diria:
Se um tal rei fosse
um nobre de verdade
convidaria o rapper
para um duelo de rimas
ou calado permaneceria.
Durante a madrugada
me sentei ao lado
do poeta da revolução
que versejava sobre
o tempo que intrépido
dilui as memórias,
o quê as estações
fazem com as histórias
e os passos em repetição
pelo ciclo da História,
Temo que daqui adiante
sejam esquecidos
a tropa e o bom General;
Intimismo caudal
aguardando o amanhecer
que dissolve o insolúvel,
afasta as tempestades
e reúne velhos amigos,...
No afã de o quanto antes
juntos esclareçam tudo,
contornem os pensamentos
não digeridos e ajudem
tantos corações que
no caminho foram feridos.
Há por aqui nesta
minha terra um
museu de grandes
novidades que foi
previsto pelo poeta,
Estamos sentindo
como ele pesa
em nossas carnes.
De tanto extremismo
todo o dia vigiar
os meus olhos
andam exaustos
por sobrevivência
neste momento
que buscar a calma
é a urgência
até a curva abaixar
na América Latina
e pelo mundo afora.
Falta ainda muita
serenidade
na minha terra
e por todo o lado,
Quem está sofrendo
mais os efeitos
é quem está
menos capitalizado.
Falta clareza para
uns discernirem
aquilo que não é
furar o isolamento
para abusos não
virarem uma onda
popular de tormento
por toda a região,
e para vir aumentar
o sofrimento e a dor
da nossa população.
Ninguém suporta
mais aturar o peso
de tramas, bloqueios
e falta de paz,
Que por aqui querem
que aceitemos como
conviver com eles
como normais fossem.
Ainda estou nos panos
roxos das janelas
frontais colombianas
morrendo de medo,
fome e de desgosto
por este sofrido povo;
E na força da minha
gente das favelas
desinfetando caminhos
e auxiliando como
irmãos o povo do asfalto.
Vendo tudo por uma tela,
contando histórias
de sobrevivência,
a espera da liberdade
de gente que abraçou
de maneira heróica
a própria consciência:
Uma tropa e um General
preso há mais de dois anos
(injustificadamente),
uns como ele que presos
jamais deveriam ter sido,
e não devem continuar
porque criticar nada
tem a ver com desestabilizar.
No compasso do coração
A orbe poética gira
É o amor que chega anunciando
Sou poeta e poetisa
Liberta
É vitória do Bem contra o Mal
O amor ousa no astral
Ele experimenta, se intensa
Se supera e espera
Sensacional
No compasso do coração
Nada é fugaz
É lindo o amor que você traz
Somos paz
Celestiais
O amor pulsa e se intensifica
Ele se entrega
No compasso do coração
Somos sinfonia
Festa
Na cantilena do coração
Nada é em vão
Quando duas almas viram uma
Amar sempre vale a pena
Nada se apequena
Vira poema
Inspiração
A saudade é para o poeta um convite repleto de sutileza, Ela surge sempre para dizer ao poeta que é preciso viver a tua ausência com beleza.
A saudade é cúmplice do poeta, A saudade faz verso,prosa e poesia, A saudade produz sinestesia, semeia e melhor do que ninguém - sintetiza.
Nada neste mundo tirará
o meu direito de ser poeta,
Nenhum infortúnio roubará
o teu direito de ver inteira:
- A poesia inabalável.
Nada neste lugar julgará
o nosso direito e leveza de ser
- unidos -
Pela poesia [inabalável;
Porque nada nos desamparará
do nosso dever romântico,
Que mesmo sem escrever
a inspiração não deixa abandonar,
O amor valente e [imensurável].
Os nossos olhares não se perderão,
Os dois estão presos pelo coração.
As nossas bocas sempre irão arder:
Os beijos jamais irão [esquecer].
Os nossos corpos não se desgrudarão,
Os dois jamais apagarão.
Os carinhos que ninguém há de negar,
As vontades jamais hão de [passar].
No fundo, sei que não se sente seguro,
porque confiava estando ao meu lado
Um protegia o outro do desdouro:
de todos, de tudo e do mundo.
No profundo de ti não sossegas,
sente muito a minha falta...,
Porque não sente sequer o teu sonho
velado com amor e toda a calma,
Sei também que estás sofrido,
carente, desprotegido e sem afago.
- Não te enganes mais! -
Sou o teu doido amor,
A chaga aberta e em chamas:
- Não cicatrizarei jamais!-
Ao poeta Cruz e Sousa...
A poesia é interminável
Nasci Julieta infinita
Do nascer do Sol
Até o morrer dele
Filha de toda a inspiração
Cresci poética pelas mãos
Do negro que escreveu
No mar o soneto etéreo
A poesia é inefável
Nasci imperfeita, artista
Do tom da clave de Sol
Alçando a harmonia solene
Serva de cada excitação
Louca por tuas mãos
Feita das tuas linhas
Estrela suspensa
Que com brilho o mar ilumina
Cada vez que tu me olhas:
o teu olhar me arrebata, fulmina
Como as ondas do mar se integram
E tanto fazem com as espumas
Não que elas desapareçam,
Uma passa a pertencer a outra
- se revelam -
Assim é o mistério de amor
Que tanto me entrego...,
Passando assim a ser mais tua
Do que todas as nereidas desnudas
Que por ti passaram...
Contigo nos reúno, e nos possuo.
Faço questão de te apresentar o meu advogado:
- Dr. Carlos Drummond de Andrade, o poeta.
É com ele que aprendi a te acusar porque
em mim deixaste cravada a saudade.
Não posso fazer nada se o teu relógio
quebraste, e foste embora por qualquer
doido motivo - deixando o meu coração
bem doído (e contrito).
Pegaste o melhor do meu coração,
E partiste fugidio.
Sim, acuso-te com esses versos vivos,
Versos repletos de momentos sentidos,
Acuso-te porque você merece,
E o meu coração por ti partiu-se,
Escrevo com o pedaço finito,
que por ti padece.
Acorda, revive e percebe,
Que este coração é só teu,
Sempre pedi aos céus que
fostes meu,
Desconfio que você me esqueceu.
Cobro, redobro a cobrança da presença
que você me acostumou,
- e cobro ainda mais o amor que sempre prometeu.
Ao caminhares iluminado pelos primeiros raios de sol,
- sentirás a presença do meu coração girassol
E lembrarás de mim ao avistares o canteiro
Das flores mais púrpuras e lilazes,
- seguirás no parque caminhando e levando de nós
os momentos mais audazes.
Por mais que queiram impôr uma pena
capital à um poeta, na alma dele mora
a chama redentora do mundo celestial.
O poeta é o abolicionista, o inconfidente
essencial - e para ele não há umbral.
O Universo é o prêmio dos poetas,
- nele cabem Ariano e as letras...
O Universo é o boticário dos poetas,
- é nele que removemos a trama espinhenta...
Está no poeta o olho do furacão: ele é
o princípio e o fim de toda revolução.
É fato, que toda a poesia
nasceu para ser castigada - mas nada,
nada mesmo fará a alma do poeta fadigada.
O Universo é o mar dos poetas,
- com ele brincamos com as estrelas...
O Universo tem a força dos poetas,
- o cheiro de nós dois nele se intensa...
O Universo cabe no Sertão e faz lavoura
no Deserto, bobo é aquele que acha que
o poeta não tem nada de esperto...
O poeta finge que dorme, mas sempre
está com um olho fechado e outro aberto.
O Universo cabe na mão do poeta,
- só ele é domina a arte de semear a terra...
O Universo é o instante intacto da ternura,
- ele conhece bem a rota de fuga da amargura...
O prêmio do poeta sempre será o Universo,
- porque no nosso escrever
cabe o Universo inteiro...
O poeta finge que cansa, mas não
desiste nunca - o espírito do poeta é trigueiro,
o poeta arruma sempre um motim festeiro.
O Universo é a geografia dos poetas,
- é nele que abrimos estradas e somos lenda...
O Universo é a casa dos poetas,
- é nele que mora a felicidade imensa...
O poeta já nasceu sabendo
que nada desanima e que tudo desafia - a poesia.
E sempre haverá mil motivos para continuar
escrevendo a poesia.
O poeta conhece a dor, e sabe o quê é a alegria;
conhece o Universo da nostalgia, e o caminho
da galáxia que extasia - o Universo da Poesia.
No coração da Terra,
A liberdade é solo,
No construir do poeta,
A Nação será de ouro,
No tecer do verso,
A letra que permanece,
No espargir do vento,
A esperança é turcomana,
O coração é puro,
A bênção veio da prece.
A bandeira é fortaleza,
A palavra é eterna,
Na mesa sempre farta,
A união sagra a beleza.
A filiação leonina,
O aconchego secreto,
Na poesia predita,
A Nação hoje brilha.
O encanto que nos acena,
No caminho do deserto,
O inimigo nunca terá sucesso.
O violão que nos encanta,
No universo e além dele,
Do orgulho que se sente
Morando no coração da gente.
Ser poeta em plena
quarta-feira é fazer
da rotina a real poesia
do seu dia-a-dia,
Se não tiver caneta
e papel na mão,
Beba café e coma
um docinho gostoso
para alegrar o coração.
Não me peça conselhos
de amor porque sou
poeta e conselhos
de amor não sei como dar,
Prefiro ao som do tambor
dançar e se quiser
você pode me acompanhar.
Vamos de Jiquiaia para
que a tristeza não nos distraia,
Vamos de Serrador para
que a dor seja encerrada,
Vamos de Negro Velho para
que a sabedoria nos guie,
e nos encontre alegres
na vida o amor sem limite.
Ao som do tambor do destino,
no centro desta roda matreira,
Comigo no bom gingado,
eu quero que o teu coração
pelo meu se entregue apaixonado
dia após dia fascinado e a vida inteira.
"Road Trip Solaris"
O poeta da arte
se foi cedo
em uma road trip solaris
para o mundo misterioso
das cores
que levam o Esequibo
onde o sol nasce
da Pátria Amada;
Filho de oito estrelas
Que se espalhou
fazendo todos
os olhos brilhem porque
é sublime, imenso,
cheio de Humanidade
e eterno trovador
De todas as belezas.
(Tributo ao Artista Plástico e Poeta Visual Manuel Ghijem)
Rodeio é a Rota
Sendo a ligação
entre o Céu e a Terra
como grata poeta
desta cidade de Rodeio.
Celebro o meu amado
Brasil Brasileiro,
e no meu silêncio
agradeço por tudo.
Rodeio é a rota
das aves nômades
que pousam por
aqui neste recanto
do Médio Vale do Itajaí.
Nas asas dessas aves
nômades caroneio
em pensamento
no afã de viajar
mesmo aqui dentro
em busca do amor
que comigo deveria estar.
Você não precisa depender de ninguém para ser poeta ou artista. Você precisa de você mesmo, do material que você pode conseguir e da sua criatividade.
