O Poeta e o Passarinho
Não escrevo
para agradar
a ninguém,
Para o poeta
escrever já é
a tão almejada
vantagem,
Escrevo para
contar sobre
fatos sem
conexão com
o General,
Mas que fazem
parte do que
vem ocorrendo
na Nação dele;
Porque para ele
só peço mesmo
é a libertação.
Se o quê levou
o General
a prisão foi
uma única
mensagem
em questão,
Já deveriam
ter pedido
ajuda ao relator
da liberdade
de expressão;
A vida pede
de todos nós
desembaraço
e compaixão.
Faço-me eco
da voz da irmã
que nada sabe
do General
há um mês,
Só se sabe que
ele se encontra
incomunicado;
Por favor, mesmo
que as minhas
palavras para ti
nada representem,
Peço que me
ouça gentilmente
e colabore,
Não nos deixe
em dúvida se
ele se encontra
até mesmo
não mais vivo,
Porque mesmo
distante aqui
há um coração
que por ti sente.
Poeta sem vergonha
Disseram-me que eu deveria
ter vergonha de escrever poesia
porque a minha escrita é comum,
Graças ao meu bom Deus
que muitos dizem me entender, diferentemente da tal
pessoa que disse não gostar
e desconfio que ela não sabe ler.
Ler não é o ato isolado de ler,
existe gente que só de escutar
ou até simplesmente tatear
sabe com maestria entender,
Na vida só se pode dizer
que sabe ler só se você
de fato consegue entender.
A tal infeliz ainda ratifica que
eu deveria ter vergonha do que
escrevo e de ser chamada de poeta,
Vergonha mesmo eu não tenho,
porque ser poeta sem vergonha
é só para quem nasceu com talento.
A minha humanidade
de poeta sob a Lua,
não se entrega jamais
ao Deus da Guerra,
com a minha pluma
infinita invoco a paz
e o amor na Terra.
Os livros de romance
devem ser abertos
e as baladas de amor
devem ser cantadas
para que o melhor
para nós permaneça.
Confiante no giro
da orbe celeste,
Vou no ritmo
do peito o nome
do amor derradeiro.
O vento balança esta noite
o Pau-de-Pernambuco
e espalha as pétalas,
Eu como poeta semeio
por aí novos poetas.
Metapoema
Num lago de letras
o metapoema está
para o poeta como
o espelho d'água
está para a imagem,
Não existe nenhum
poeta que nunca
tenha feito ao menos
um metapoema
na vida sem saber,
Um metapoema é bem
simples de entender:
é quando um poeta
explica o porquê
escreve um poema dentro
de um poema para você.
O poeta como súdito
do tempo sabe colocar
tudo no lugar: o Sol, a Lua,
a Chuva e as estrelas
sabendo muito bem ordenar
a memória nos seus poemas,
Assim ele segue guardando
o tempo, a memória
e o sentimento sempre necessário
que venha ser resgatado,
Tudo depende do coração que sente
estando ou não ao lado,
porque lidar com gente
pede jeito, amizade com tempo
e delicadeza com o sentimento.
.
Um dia estarei sob
a Palma Real da terra
do meu poeta favorito
com o meu amor bonito
Entre os braços
dele não me fartarei
e o farei sentir
como um verdadeiro Rei
Porque tudo o quê ele
pedir não recusarei
o meu amor é de alta grei
Tenho certeza que
no tempo certo virá,
e no meu colo descansará.
Quem quiser ser poeta que seja. Afastar o substantivo feminino pode mim é a mesma coisa que negar a musa o direito de ser musa, já que não sou musa de ninguém, me deixem ser poetisa. Obrigada, de nada.
De maneira implacável
você me põe presa
debaixo do seu mistério,
Não quero como poeta
continuar sendo
inimiga de mim mesma
por não tirar você da cabeça,
Pelo fato de não ter
você por perto ainda não
escrevi sequer o melhor verso
que me leve florescer
cravos e rosas para enfeitar
o nosso sagrado jardim secreto.
De poetisa
ao antigo poeta
da rebelião
que na calada
da noite
eu sei que
me lê,
e que 'vendeu'
a alma
em troca
do mundo
deixando
a poesia
à revelia
e conseguiu
na vida
se perder:
confio que
o Comandante
lá do céu
nos vê.
Não era para
ser assim,
e nem ter
sido assim,
ter falado
o quê não
devia sobre
o General,
você nunca
mais será
o poeta
de antes
para mim.
Ver inimizades
onde nunca
houveram
para se
segurar
naquilo
que passa
não é útil
para mim,
para ninguém
e para você,
preferia vê-lo
anunciando
a pacificação
que renova
e prospera.
Muitas vezes
escrevo além
da conta,
e falo até
o quê não devo;
é uma forma
de me defender
do mundo
que nos faz
brutos por medo.
Timbó Poética
Do Médio Vale do Itajaí
tu abriga a poesia,
o endereço da Casa do Poeta,
a minha alegria de te ver
esbanjando cada melodia
e a gentileza de sempre
que que me dá força
fazendo com que surja
um poema novo todo o dia
que tu me leva pela mão
para passear por cada rima.
Inaugurada foi a Primavera
pelo clamor da volta
do mar aos povos
que foi feita pelo poeta.
O dia 1° de outubro
é um cais que fica logo
ali aonde desembarcar
de uma longa espera
é inadiável e justo.
Já não tenho dúvida
que é por mim que
você há desassossegar,
conhece os meus
poemas e prantos
de fazer apaixonar.
Entusiasmada é a canção
que guardo a sete-chaves
que está preparada
para fazer o teu
coração bater
pelo meu forte como
uma onda no mar.
Doces ondas sonoras
do meu coração
sul-americano,
e me traga o livro
do Coco Manto,
que te retribuo
com um beijo
levando você
para comigo
navegar no mar
que a Bolívia
bem nasceu,
e a história vai
levar ao seu lugar.
Plantar um Taipó como quem
espera o amor acontecer
também é poeta romântico
do amanhecer até o anoitecer,
É para você que devoto com
todo o andor e os meus
mais belos Versos Intimistas
de amor para que você
algum dia venha saber,
Para se preparar para este
amor que irá florescer.
No fundo, eu penso quem vai determinar se sou ou não poeta/poetisa é o leitor. Não me sinto com tal autoridade para dizer se sou ou não poeta/poetisa.
