O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro
Crescemos,
não somos mais as mesmas,
nós amadurecemos,
eu e você ficamos péssimas
em continuar essa amizade
que um dia foi boa
e agora se transformou em maldade.
Você não me ouviu?
não viu o sinal?
ao menos previu
que esse é nosso final?
Sinto muito
em não tentar novamente,
acontece que estava explícito,
que você não mudaria, infelizmente.
Eu cresci e só grande descobri
A cabeça cheirosa de mainha
E de cima vendo que tá branquinha
Me dou conta que a descolori
Mas DEUS sabe que me arrependi
De tudo que um dia a fiz passar
E a idade serviu pra acumular
O amor que agora tenho dado
O amor que mãe tem manifestado
Não há quem o consiga mensurar.
A presença da mãe é proteção
Segurança e também tranquilidade
Sempre ver o filho com pouca idade
Pode ser um jovem ou ancião
É que ela traz em seu coração
Algo que ninguém pode decifrar
Projetado por DEUS só para amar
Por ninguém pode ser manipulado
O amor que mãe tem manifestado
Não há quem o consiga mensurar.
"Eu te deixei ir, mas não foi pra te esquecer, mas sim, para te ver viver e aprender. Por dentro eu grito e chamo por você.
Desde o primeiro momento esse sentimento me consumiu, a partir daí, meu coração vibrou ao te ver.
Só que amar não é prender e por mais que eu possa te perder, quero te ver vencer."
Ah, quem diria que um dia a poesia seria eu e você
Mas dá pra entender
Ah, e a melodia que um dia era vazia ficou fácil de aprender
E é só eu e você
"MEMORY”
Recorda-te de mim quando eu ausente
For do teu alcance, no poente e isolado
Sentimento, sem meu olhar ao teu lado
E a afeição pulsar o que não mais sente...
Quando não mais importar, e de repente
Tudo sem palavra, sem que hás sonhado
O sonho da gente, promessa no passado
Onde a sensação é um vazio inteiramente...
Chora eu, um choro calado, e choro dares
Ao falto, e lembrares de nós novamente!
Aí, deixe o pranto nos aflitivos pesares...
E se houver suspiros, no que não mais existe
Melhor esqueceres a poesia ali tão presente
Nos versos meus, que agora é memória triste!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Maio, 10, 2021, 13’37” – Araguari, MG
Eu soltei o fone;
Não dá mais pra ouvir aquelas músicas.
As lágrimas encurraladas dentro dos olhos;
Uma tremedeira sem igual.
Terei a capacidade de continuar o estudo?
Se tudo que eu penso é continuar escrevendo e escrevendo.
Não mais entendo
Quero que você saiba que sou eu
"Como me declarar pra ela sem ela saber que sou eu?"
Eu perguntei
A resposta.... se foi boa, não sei
Sobre ela, dividimos sentimentos
Argumentos
Apelos
Mas nenhum deles era recíproco
Sempre platônico
Nos dois sofremos
Você por ela, e eu por você
E agora cá estou eu;
escrevendo e escrevendo.
- maio, 2021
Mas não importa
Quantos emails eu envie pra você
Você morreu e se foi
E levou uma parte de mim com você.
Eu aprendi que mesmo quando preciso chegar mais rápido, a pressa só vai atrasar meus passos.
Ouvindo os pássaros aprendi que cantar encanta e que gritar só cala a minha razão.
Eu aprendi a dar o melhor de mim e que não preciso jogar tudo para o alto quando as coisas não saem como planejei.
Aprendi a perdoar, pois sei que sou errante e muitas vezes vou errar.
Eu, eu não brinco com sentimemtos, evito ferir, mas sem querer também posso machucar.
Sigo e vou seguindo, oferecendo flores, mesmo quando recebo espinhos e faço da vida brisa, um lugar bom, meu ninho.
Nildinha Freitas
Muitos, pura e veementemente, afirmam que a vida é um resumo de algo, eu digo, a vida é uma dádiva e, viver é, amar em todas suas formas e manifestações afetivas.
Viva!
Ame!
Garota, eu conto os dias, eu contas horas e os segundos pra te ver.
Moça, olha só, não é exagero mas meu maior desejo é o teu universo conhecer.
O tempo passa, a vida é um sopro, por isso a minha pressa.
Cada passo que dou vou a teu rumo, outras direções não me interessa.
Não, não vou parar, preciso te sentir, é uma necessidade.
Quando chegar a hora e você me ver, eu te olhar, todo tempo do mundo será pouco, pouco ainda será a eternidade.
INDAGAÇÃO
Pus-me a recordar os amores venturosos
Que eu, poeta, em alguns poemas cantava
E em cada trova, à poética, acrescentava
O nome, a emoção, os agrados generosos
E no fado aqueles momentos portentosos
Anos de minha vida, assim, os comparava
Com doce sabor, a cortesia, que lembrava
Dando aquele amargor de dias saudosos
Sorrindo, eu percebi que o versar sentia
A mesma sensação do coração, a alegria
E, a poesia em tons de espanto e clamor
questionava: então adivinha quem sou?
Uma paixão, argumentei. E a voz tornou
numa prosa clara: Paixão, não. O Amor!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Maio, 11, 2021, 18’43” – Araguari, MG
Lugar...
O melhor lugar do mundo é estar ao eu lado sempre. Ali é o meu paraíso. Principalmente, se você está triste".
Pense nisso...
O amigo Valdemar Fontoura
Eu sou isso aí mesmo
Todas juntas numa só
Eu sou desse jeito, poderosa
Eu sou isso aí mesmo
Todas juntas numa só
Eu sou e me deixe ser o que bem quiser
Eu me desfaço, recaio em teus braços
Por não achar abrigo em outro lugar
Me precipito ao buscar outros mundos
Quando na verdade o tudo já estava bem aqui
Fantasiado por outros caminhos
Aparentemente certos, mas não dão em lugar algum
Volto eu ao início, tal como uma criança
Apontando ao eterno e verdadeiro amor
Mas não tem tempo ruim ou lamento
Se tem praga pra cima de mim eu enfrento
Tou comigo e não abro mão
E tenho a sensação que não é coisa de momento
O que eu prezo é maior
Do que eu tenho de pior
Tenho quem a mim perdoa
Em balanço, credo e cor
Dói, não dói?
Eu me avisei
Eu disse "não vá", "não faça", "não ame"
Amei
Foi bom amar
Ainda amo
E agora dói, me machuca, me corrói, me destrói
Isso me mata todos os dias
Mas ainda amo amar
Mesmo que o rancor por mim
Se multiplique
Cada vez mais
Por te amar
Meus pensamentos me devoram, a cada instante, eu sinto isso. Porém dentre inúmeras escolhas por fazer, se me põem a escolher entre eles, e outras coisas, consideravelmente os escolho sem sequer abraçar a dúvida.
In, A devoradora de livros
DE MINHA MANEIRA
De que maneira eu poeto? Singular eu dizer
Eu poeto em graus de emoção e de atitude
Onde a alma alcança o amor em plenitude
No limite da inspiração, que o ocaso prover
Eu poeto na tensa solidão, na nímia quietude
Desde a lágrima na dor ou na alegria do viver
Eu poeto livremente, sem leis e sem o poder
Eu poeto com sensação, e uma ímpar virtude
Eu poeto com o olhar dos vários encantos
Com o sonho pueril, que está na alma forte
Tingindo a palidez dos desmaiados recantos
Eu poeto com paixão, suspiros, aquele porte
E se “Brágui” o quiser, inspirando nos tantos
Poetar-me-ei, também, após minha morte!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Maio, 12, 2021, 14’36” – Araguari, MG
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