O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro
028 - “Você é aquele poema
que eu nunca consegui grafar,
é aquela história que eu nunca consegui contar,
é aquela música que eu nunca consegui tocar,
é aquele brilho que nunca vai se apagar,
é aquela lembrança que pra sempre vai ficar,
porque perto de mim sempre vai estar...”
Idemi®
Poema Lirismo
Quando eu era criança,
as plantas me chamavam.
Achavam graça.
Coisa de menino, sem ter muito o que fazer.
Quando eu era jovem,
afirmei que as pedras não acordavam,
porque não sabiam da noite sonhada.
Ficaram preocupados.
Para alguns, indício de alguém transtornado.
Quando me afirmaram, és um homem,
eu contei que te vi, se florescendo de liláceas.
Por fim, sanaram-se as dúvidas.
Decretaram-me ter visão refratária, com sintomas de lirismo.
Só parei de julgar-me dissociado,
quando me disseste que havia noites com sol,
e que o remo acenava para o mar, quando não partia.
Então, assim ficamos, em nós apreendendo tochas,
fisgando lumiares, falando com os olhares.
E quando tudo escurecia se acendendo de um no outro.
Carlos Daniel Dojja
Mais que um mero poema
Eu não luto...
Com uma pena no tinteiro
Com uma caneta no papel
Com um dedo no teclado do computador
Sim, eu luto...
Com as palavras em minha mente
Com os ruídos ao meu redor
Com os sussurros na alma!
Talvez eu lute...
Contra as palavras sem vocação,
Contra os desencontros sem noção,
Contra os desafetos pensamentos lineares,
Pois do contrário, numa folha qualquer...
Escreveria nada mais que um mero poema.
Um poema é um todo de uma parte inteira
como o eu do homem que no final das contas
é alguém feito das palavras de outro tantos...
Poema ping-pong com Chat GPT
Izadora
Eu ainda sinto sua presença,
em todas as coisas que vejo,
as cores, os cheiros, as flores,
tudo me lembra você
desejo seu toque, mesmo que gélido
quero sua voz a me acalmar,
e seu cheiro a me envolver,
mesmo que seja pura ilusão
não posso deixar de te querer
sua voz e seu cheiro me transporta para outra realidade
sinto sua ausência, sinto seu vazio,
todas as noites, em meu sonhos, você aparece a me dizer que ainda me ama, que me espera, e que jamais irá me esquecer
mas ao acordar, sinto a solidão, e a tristeza me invade outra vez,
rezo para que essa dor passe, e que eu volte a lhe ver.
escrevi seu nome sobre a minha pele com aquela caneta que prendia seus cabelos... escrevo várias vezes seu nome Izadora com cada letra, sinto a emoção e a saudade bate ainda mais forte.
mas agora eu só tenho a caneta
e as lembranças que ficaram em mim,
espero pelo momento em que eu possa ficar novamente junto a você
sentindo seu cheiro e me conectar novamente ao meu eu... eu sei que você é parte de mim você é meu vazio minha escuridão e posso sentir seu caminhar em minha alma ... beije me outra vez e me faça voltar a minha realidade.
Eu sou poesia!
Eu sou poema!
Em um só fonema, o amor esquenta, em uma só missão o amor arde feito paixão!
Lil Nan - Poema indiferença
Eu cravei minhas unhas em meus braços durante a noite em desespero precisando de você enquanto você apenas me esquecia em alguns dias e conhecia outra pessoa
eu estendi minha mão para você em seus momentos de crises
eu me apaixonei perdidamente por você
e você achou que era apenas uma piada.
eu te daria a lua de presente, eu te daria jóias de diamantes só para te ver mais charmosa e mais perfeita do que você já é
enquanto você foi tudo para mim em tão curto tempo
eu apenas fui um nada para você por causa de conversas mal entendidas e mentiras
você passou a maior parte de seu tempo procurando defeitos em mim enquanto eu apenas ignorava todos os seus
no meio da multidão eu te procurava e meu coração clamava pelo teu nome enquanto você clamava pela minha morte
com tudo isso tenho apenas algo para te falar
eu te amo.
Poema
Oh! aquele menininho que dizia
“Fessora, eu posso ir lá fora?”
Mas apenas ficava um momento
Bebendo o vento azul...
Agora não preciso pedir licença a ninguém.
Mesmo porque não existe paisagem lá fora:
Somente cimento.
O vento não mais me fareja a face como um cão amigo...
Mas o azul irreversível persiste em meus olhos.
O seu rosto é uma poema
Se um dia Deus me desse o tom de desenhar, eu nem chegaria perto de um rascunho seu;
Em cada detalhe da sua face, encontro versos, rimas e melodias.
Seus lábios deve ter sabor de mel; deverás que quem provar dos seus beijos, sentirá a mais genuína sensação de liberdade.
Inesquecível é o seu sorriso; cheio de magia e encantos, enche os corações de esperança; harmonia e paz se vê em seu semblante.
Linda, teus olhos irradia luz que ilumina o campo de lírios, que encanta e fascina; porém, quem domará esse coração selvagem e independente, que pulsa em seu seio?
Um dia
Eu tentei escrever
Poesia
E quando o dia amanhecesse
ter em mãos um poema escrito
Um poema
Bonito, pra quem o lesse
Sem querer entrar no mérito
dia desses, eu queria
Escrever assim, do meu jeito
No pretérito imperfeito
ou no futuro do subjuntivo
Pra falar do Sol
ou do Céu encoberto,
Falar do futuro incerto
e das portas fechadas
ou, quiçá, falar das estrelas
que eu vejo na madrugada.
Eu deixei as janelas abertas
para vê-las
Iluminei meu quarto
à luz de velas
Brinquei com as sombras das mãos
nas paredes escuras
Pensei em todas as esperanças
Concretas e vãs
Que temos ou tivemos
Analisei cada uma
das conjecturas possíveis
Viajei pelas estrelas
e lugares
pra lá de inimagináveis
Adormeci, sonhei e acordei
e quando dei por mim
A vela se acabou,
o dia amanheceu
A noite chegou ao fim
e a inspiração
não tinha vindo
senão
Eu faria um poema lindo
e depois
eu o dedicaria
De mim
Para tudo mundo.
Edson Ricardo Paiva.
Eu
Procuro urgentemente
Um coração sincero
Pra guardar lá dentro este poema
Que escrevi na folha de papel
Da folha de papel
Eu fiz um avião
O vento veio e o carregou
Saiu em busca
De amor inteiro
E não de meio amor
Alguém que me faça sentir
Vontade de lembrar
Das coisas que falamos ontem
Alguém pra eu poder
Pensar o dia inteiro
Ser dono da saudade que ela sente
E a causa do sorriso em seus olhares
Procuro um coração que também voe
Eu busco urgentemente
A alma inteira e boa e verdadeira
Que queira de verdade
Ser a alma companheira
Dessa metade de alma
Que, feita de papel
Flutua ao léu
Pra andar de mãos dadas na rua
Escrever seu nome junto ao meu
Em algum lugar lá do céu
Pra nunca mais viver à toa
Procuro alguém
Que nada e nem ninguém
Jamais a separe de mim
Alguém que queira alguém assim
Desse jeito que escrevi
Pois o poema
O vento há tempos que o levou
Mas eu ainda estou aqui.
Edson Ricardo Paiva.
Poema de infância.
Uma folha de papel
Creio eu que era de pão
Nem chegava a ser folha inteira
Acho que meia folha não era
Creio eu que era quase meia
Era infância ainda
Talvez fosse um dia de verão
Creio eu que era primavera
Só me lembro que fazia uma tarde linda
Creio eu que depois choveu
Faz muito tempo aquele dia
E, se é que choveu
A chuva foi mais linda ainda
Era um tempo de paz, talvez
Não existe certeza de mais nada
Hoje eu penso que paz nunca houve
Então eu desenhei um peixe no papel
Me deixem chamá-lo assim, de peixe
Pode ser que fosse um golfinho
Pois não caberia uma baleia
Numa folha tão pequena, diminuta
Que não chegava nem a ser meia
Daquelas que, na alegria da infância
Se cata na ventania
E guarda pra sempre na alma
Com a calma dos anos passados
Mas agora eu compreendo
Que momentos bobos assim
São os que vão ficar eternizados
Uma tarde chuvosa
Num papel amassado
O mesmo sol, que hoje arde no céu
Mas compreenda
Que há tardes em que brilha diferente
O Sol, o céu, o golfinho, a felicidade
Na verdade essas coisas existem
Muito menos neste mundo em que vivemos
E muito mais
Aqui, no coração da gente.
Edson Ricardo Paiva.
Hoje eu queria. Ah, como eu gostaria!
De escrever um poema
Que entrasse na ordem do dia
Palavras que a ninguém ofendesse
mas que porém, confundisse
e quando finalmente você visse
Achasse que é poesia
um poema que vencesse
concurso de fotografia
poema que te pedisse
pra aparecer qualquer dia
Que agradasse a Ana Júlia
A Patrícia e a tia Luzia
Que fosse tão interessante
a ponto de ficar exposto
na sala, na sua estante
botasse um sorriso em seu rosto
se a letra fosse miúda
você fosse procurar a lupa
e te fizesse ficar muda
ao perceber o meu pedido de desculpas
uma mensagem subliminar
neste poema tão vulgar
mas eu já sei que não vai ler
então eu vou ficar assim distante
sem um poema em sua estante
e um cantinho em seu coração.
Eu queria escrever um poema simples
Que falasse um pouquinho só
De coisas que a gente, normalmente
Tem deixado sempre de lado
Eu queria dizer coisas
Que te fizessem perceber
Ou que talvez me acordassem
E fizessem olhar
Pro ar
Pro Mar
Olhar para o Céu
Parar de olhar somente
Para as coisas que definitivamente
Não valem
Por mais que, de repente
Me calem
E que mais tarde
Olhando direito
Não convencem
Muito menos
Impressionam
Pois, na verdade
Nada me impressiona tanto
Quanto os raios do Sol
A fugir por detrás das nuvens
Irradiando Luz prateada
Eu queria só saber
Por que é que não consigo
Te convencer
Por que é que você
Olha, ouve... diz que pensa
Faz cara de paisagem
Mas nunca, porém
Entende nada
Continua vivendo ensimesmada
Parada, julgando o que não viu
Chorando o que não sentiu e nem viveu
Por que é que eu não consigo
Num simples poema simples
Fazer-te entender
As coisas que digo?
Mandaram eu escrever um poema
Cujo tema fosse a palavra problema
Por achar coisa difícil perguntei:
Como assim
O problema está no início
ou está no fim?
Está no Mundo ou em mim?
O problema pode estar atrás da porta
Só os mortos não tem problemas
Os fracos e os fortes os tem
E mesmo estando presente
Ele pode vir lá do passado
Num dedo quebrado,
Embarcou no bonde errado,
Recebeu um mal olhado.
Todos temos um problema
Que julgamos ser individual
e na verdade é coletivo
e afeta a toda a Humanidade
difícil saber qual é
às vezes
a gente toma o problema nos braços
e aperta contra o peito
com toda força
Por medo de perder
E ficar de coração vazio
Ainda bem que não pediram
Pra apontar a solução.
Qual será o poema mais bonito
que já foi escrito?
Eu o vejo todo dia
Não é poema, é poesia
Recitado com o Verbo Divino
A primeira vez que o lí
Eu ainda era menino
E nem ao menos compreendia
tanta beleza que via
Quando olhava o Céu e as Estrelas
Havia comida à mesa
E borboletas e formigas
no quintal
E às vezes dentro de casa
E mesmo sem nunca tê-los visto
Eu sabia que existiam
As Florestas, O Mar e o Amor
O Amor de Deus
A me dar atenção
E a emprestar-me
a compreensão
e poder ver tudo isto
Era-me algo tão natural
Que um dia então
Eu quase que pensei
Que eu era mau
Ao descobrir
Que nem todo Mundo
Enxerga as coisas
Sempre igual.
Da América do Sul
eu sou o último
soldado da trincheira,
Poema de sete
assentamentos,
Letras de sete
indomáveis ventos
agitando o mar
para a memória
jamais se apagar.
A ironia orquestrada
a palavra descumprida,
não serão ultimatos,
porque o justo sempre
há de ser irrenunciável,
a história, a verdade
e os fatos jamais
serão apagados.
Neste oceânico
poemário altivo
como o vale
e de uma história
que envolve
uma questão
não honrada,
e uma injustiça
cometida no dia
primeiro que por
haverá sempre
de ser relembrada.
Eu sou o poema
da dupla fronteira
venezuelana e brasileira,
E de todos os povos
originários do continente.
Eu te cubro todo
com as poesias
das sete cores,
E trago para perto
o poema amarelo
com a fé que o nosso
amor vai dar certo.
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