O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro

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⁠" A TRIBUTOS "

Assim já é demais! Apelação!
É querer pôr na lona o oponente
sequer sem dar-lhe chance, frente a frente,
de preparar-se pra recepção!...

É golpe baixo, sem ter quem aguente
o impacto de tamanha dimensão
se exposto à área inteira da explosão
quando, a conquista plena, a fera intente.

Devia haver censura a tal artigo,
limitações, barreira e, até, castigo
tamanho o risco todo que isso causa…

Apelação! Eu digo que é demais!
Evoca-nos as pretensões carnais,
abate, suga, geme e não faz pausa!

⁠" FIEIS "

Tu me darás, dos versos teus, a rima
no enredo que te faz poesia plena
conforme, a declamar, teu corpo encena
o que te torna, enfim, uma obra prima!

Assim me exposta, frágil, tão pequena,
poesia da mais alta, minha, estima
te deitarei canção posta por cima
a te exaltar no amor que nos condena.

Daremos, nós, inveja aos menestreis,
nas noites de luar, loucas, crueis,
entorpecidas das almas errantes…

Tu me darás a rima dos teus versos;
eu te darei meus textos controversos
e o tempo nos fará fieis amantes!

⁠" BRINQUEDO "

Eis que a lembrança, ainda, te visita
no teu jardim da alma, em certo instante,
e a emoção que é, disto, resultante
ficar por tempo mais, em ti, cogita!

Te inquietas do momento, relutante,
consciente que o amor real te habita
e, embora exista manchas nesta escrita,
saudades tens de quem te foi amante.

És responsável por quem tu cativas
e é este amor que faz com que revivas
o essencial oculto neste enredo…

Sim! Te visita, ainda, uma lembrança
que, todo o sentimento teu alcança
fazendo, da saudade, o teu brinquedo!

⁠" ANDARÁ "

Hão de ficar lembranças na memória,
imagens, fotos e a recordação
dos tempos juntos, presa ao coração,
marcando o que se fez por nossa história!

Por mais que haja mudanças e a intenção
de se deixar pra lá, fraca, ilusória,
tentando um rumo novo à trajetória
terás, ainda assim, saudade, então.

Que os fatos não te impeçam de ir adiante
mantendo o passo firme, são, constante,
em busca de um futuro aventurado…

Mas, saiba que presente e verdadeiro,
qual se sentisses dele, ainda, o cheiro,
o amor sempre andará, junto, ao teu lado!

⁠" NÃO MAIS "

Eis que um esquenta o outro e vice-versa
quando há sincero amor, cumplicidade,
se o sentimento é forte de verdade
e a alma está, nesse desejo, imersa!

Se aquece, o que é paixão, felicidade,
nos braços, beijos dados, na conversa,
e o frio da solidão, assim, dispersa
mantendo o fogo da sinceridade.

Quando há o afeto puro, uma aliança
de se manter o amor que os afiança,
supera-se as geleiras desta vida…

Pois que um aquece o outro ao próprio peito
num relacionamento assim, perfeito,
não mais havendo frio que lhes divida!

⁠" ANDANTE "

Disse, o destino: Siga! É mais à frente…
Julguei ser insensato ouvir-lhe a voz
e me mantive em meu sofrer atroz
qual fosse, eu, só um mendigo, um indigente!

Prossiga! Ele insistiu. Fez-se feroz
e me agitou por dentro, ardentemente,
de forma que tocou-me o consciente
e andar me pus… Um passo, um outro após.

Tão logo, a estrada fez-se por bonita
e me chegou consolo à alma aflita
mostrando-me horizonte promissor…

É mais à frente! Disse-me o destino
e, assim, me fiz de andante, um peregrino
que irá, bem logo mais, achar o amor!

⁠" EMBIRROU "

Ela embirrou igual mula teimosa
e se fechou negando-me conversa
em meio à tempestade lhe adversa,
fazendo-se difícil, má, manhosa…

A sua mudez se fez razão reversa
e não lhe deixa mais doar-me prosa!
Nem mesmo na poesia ela se entrosa
ficando, para assuntos meus, dispersa.

Pra quê tal pessimismo e mau humor
pra com quem lhe estendeu a mão do amor
e lhe acolheu nas raias da paixão?!

Que desembirre logo, mula brava,
pois, birra, a vida encurta, cessa, trava
e só traz mais sofrer ao coração!

⁠⁠Você é
Meu jardim
Você é minha flor
Você é
Para mim
Minha rosa
Do Amor.

Inserida por gabrielcorrea

⁠" IMORAL "

Porquê mudastes tanto, ó Mocidade,
e deste um novo rumo ao teu destino
buscando o diferente, em desatino,
em louca busca pela novidade?!...

Não mais és inocente e o libertino
tomou lugar da tua castidade…
O belo deu acento à obesidade
do romantismo, o luxo, o caro, o fino…

Abristes mão de sonhos, da alegria,
pra aqui viver só da tecnologia
ao se isolar nas redes, no virtual…

Mudastes tanto, ó Mocidade! É pena
que a tua escolha agora te condena
por semear nos campos do imoral!

⁠" LUXO "

Ah! Quanto luxo numa curta vida…
Qual se jamais chegasse-lhe de lado
a causa de quem é o necessitado,
o pobre, a mão carente lhe estendida…

Um mundo à parte dá, por entronado,
esse egoísmo teu, alma perdida!
Não vês, em tua soberba, qual saída
daria-te o amor que tem faltado.

Te amoldas a essa insana e vil conduta
que só condenação, não mais, te imputa
e lança-te a cruel e triste inferno…

Efêmero esse luxo sem razão
que, tristemente enfim, teu coração
insiste por querer fazê-lo eterno!

⁠" OUTONO "

Outono… Céu azul, tardes amenas,
bucólicas saudades vindo ao peito
e o dia envelhecendo do seu jeito
querendo descansar ao sol, apenas!

Já deita-se, esse ciclo, no seu leito
cansado dos embates nas arenas,
das lutas, dos combates a centenas;
também, do que na história, se fez feito.

Os meses vão crepusculando o enredo
guardando, só pra si, como segredo,
quaisquer paixão, por eles, concedida…

Bem-vindo, Outono, aos braços desta terra,
ao tempo de labuta que se encerra,
tal qual o outono desta minha vida!

⁠" DELÍRIO "

Tomei a flor do amor entre meus dedos
e lhe senti o perfume me doado!
Rendido, o coração me foi tomado
seguindo, da paixão, vozes e enredos!...

Que faz, um pobre ser, se apaixonado?
Se perde pela noite em seus segredos
e assim fui eu, por entre o val dos medos,
depois do amor, enfim, me ter tocado.

Bailei com as estrelas e o luar
sentindo todo o corpo flutuar
qual se não mais houvesse a gravidade…

Cheirei a flor do amor, pra meu delírio,
e a cruz tomei por sina e por martírio
sem mais pureza casta e ingenuidade!

⁠" NÃO "

Me chama, o teu olhar, teu pensamento,
até teus lábios querem, com vontade,
sem medo, sem pudor, sem castidade,
que eu te possua o corpo e o sentimento!

Pra mim não é segredo ou novidade!
Já não me ocultas que te sou tormento,
paixão inconsequente, teu lamento
por tal desejo, dada a intensidade.

Mas esse teu querer é passageiro
após me consumires, por inteiro…
Eu já vivi tal drama noutra história…

Perdoa-me, mas não! Sofri demais
e não me entrego agora a novos ais
pois trago, ainda, as dores na memória!

⁠A vida é um hospital
Onde quase tudo falta.
Por isso ninguém se cura
E morrer é que é ter alta.

Fernando Pessoa
Quadras ao gosto popular. Lisboa: Ática, 1965.
Inserida por viviane_1

⁠Ela parece triste.
Os olhos fundos,
Os ombros caídos,
não parece ter muita vida ali dentro,
parece desanimada,
parece comigo .

Inserida por viviane_1

⁠" NOVA "

Que quer, enfim, a nova mocidade
perdida como está nessa jornada?
Por vezes me parece querer nada
pra só viver, aqui, sua liberdade!

Talvez só busque e quer estar focada
em se fazer presente de verdade
pra ter aceitação dos de sua idade
que têm o pé na mesma caminhada.

Quiçá seu sonho? Amor vindo em paixão?
Deixar que o tempo corra em direção
de um amanhã que seja mais feliz…

A nova mocidade busca agora
o que talvez jamais partiu embora:
o mesmo que, a de outrora, sempre quis!

⁠" ATRAÇÃO "

Em tudo o que tu pões teu coração,
ali, o tesouro teu, terás guardado!
Escolhas, pois, aonde, com cuidado,
pra que não te destrua uma ilusão!

Nem tudo o que te for apresentado
por mais que com ternura, com paixão,
irá te conduzir para a ascenção,
de tu’alma, ao que for justo e equilibrado.

Há tentações, há covas e armadilhas
das quais, certas paixões cruéis, são filhas…
Atente onde colocas teu amor!...

Ali terás guardado o teu tesouro
bem mais valioso do que prata ou ouro…
Não prove, da atração, qualquer licor!

⁠Rótulo da embalagem
Meu nome é Ille, sim, apenas Ille
Poderia citar os pronomes que gosto de ser chamado
ele/dele, ela/dela, elo/delo…
mas isso não é relevante
Poderia falar meu genero, sexo e sexualidade
homem/mulher, homosexual/heterosexual, cis/trans…
mas isso seria interessante?
Poderia claro explanar sobre meu laudos mentais
TDAH, autismo, bipolar, depressivo, ansioso…
mas, me diga…
tudo isso é importante?
Produto rotulado que não passa do que está escrito?
É para isso que estou vivo?
Limito a minha existência a essa simplória definição…
qual a razão?
Buscamos nisso um lugar para chamar de nosso
Um grupo para que parte possamos fazer
Isso até parece bom negócio
Mas cega o que se vê
Cega o que somos, seres únicos e parecidos
Precisamos de união, porém a que custou então?
Será possível igualar todos os depressivos?
Mentes iguais de diferentes ideias e passados
Todos tentamos falar do mesmo algo
Porém
Esse algo, mesmo diferente, nos convém?
Ou iludimo-nos para nós sentir algo maior
Ignorando o fato que sim! Somos menor
Aqui não falo de pior ou melhor
Sermos humanos é o que nos une
Não essa forma de julgamento que nos pune
Atualmente taxamos tudo, produto, empresa, pessoas
Compreender é o novo obstáculo
Para seres que estão fartos, de tantas formas de mercado
Aqui encerro meu protesto
Não, não quis ser modesto
E agora enfim lhe peço
Ouça antes de ver, reflita ao conhecer e salve…
Ao invés de deixar morrer

Inserida por ille

⁠Sensação
Tantas são as sensações
parece um turbilhão
como sentimento e emoções
que um dia aqui estavam
emocionado é aquele que se permite sentir
é o iludido que sempre vai se iludir
vive sem medo do julgamento
não se importa se está andando lento
Em que momento?
Foi dito ser ruim o sentimento?
alegria, felicidade, carinho e fraternidade
tristeza, melancolia, depressão e agonia
tudo isso é inato de nós
mesmo assim calamos nossa voz
negando a necessidade humana
de expressar nossa gana
por algo em vós
pena a dor do sonhador
tenta passar sua mensagem com tanto amor
mesmo assim isento de louvor
vem a ti propor
permite-se sim, sentir até o fim
o coração grita lampejos de mais belo desejo
compartilhe o que sente, não esconda na mente
ou quando menos esperar
o que tanto escondeu
virá te atormentar

Inserida por ille

⁠Amor
que bobo sentimento incompreendido
esqueço da rima de amor com dor
não percebo como estou perdido
a rima daquilo que é igual rancor
isso a mim se refere
eu sou quem me fere
isso é o que permito
esse sofrer infinito
quantas lágrimas quero derramar?
por esse sentir negligenciar…
por que não deixo-me amar?
será isso uma tortura eterna a resoar…
a melancolia comigo fala
não sei como a deixo gritar
atravessa meu peito como bala
mesmo assim…
não posso evitar
o que me consome
o desejo de um homem
permitir sentir
acho que isso…
é amar

Inserida por ille