O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro
Eu não sei escrever
poesia bonita
Como as fazem os poetas
Mas a minha é sincera
Tão fingida
e mais mentirosa
Que as deles
Do jeito que se espera
Quando se lê poesia
Um pouco de versos
Um dedo de prosa
E inverdades
Das quais lanço mão
No formato de poesia
Deixo-as aqui
Pra não usá-las
no meu dia-a-dia
Diferente dessa gente
Que traz na ponta
da língua comprida
E não tem paz na vida
Se não conta.
Edson Ricardo Paiva.
Vermelhas
Eu não sei se elas são rosas
Se são versos
Elas são apenas sonhos
E eu me ponho nessa ansiedade
Pois não sei se são ainda
Tão lindas assim, de verdade
Posso imaginá-las
Mas a voz do coração se cala
Quando eu penso em vê-las
Eu não sei se elas são velas
São divinas engrenagens
A moverem mundos
Acendendo luzes
Sóis etéreos
Enquanto isso
Nós aqui, tão sós
Compromissados
Sob o prisma
Dessa mesma luz
Que chove e move
E faz mover as velas
São rotores
Essas dores engrenhadas
Que tiramos nós
Do nada
E fazemos delas
Nossas vidas
Belas
Como estrelas rosas
Eu não sei se elas são prosas
São vermelhos sonhos
Ansiosas
Lindas de verdade
Não se pode vê-las
Não podemos nem ainda imaginá-las
Mas suponho que elas sejam lindas
É uma pena que meus olhos
Sejam feitos
Apenas para ver
Cores iguais
No mais
Eu aprendi que nesta vida
Não se pode vê-las.
Edson Ricardo Paiva.
Ontem fez uma noite linda
Como há meses eu não via
Não sei dizer se não atentei
Ou se foi a lua que não veio
Pode ser que eu só tenha olhado pro chão
Ou que foi o meu lado sombrio
Haja vista se era frio ou calor, nada senti
Tem coisas que a vida faz
Assim como as dores
Com o passar dos dias
Nem se reconhece mais nem flores
Não sei dizer se era dor
Só sei lembrar que doía
Chega um tempo em que não faz menos sentido
Até que, numa noite qualquer, nem mais
Se vê que a lua é linda, ainda
Mas que os seus olhos de vê-la
Não olham com a mesma lógica
Nem mesmo com a mesma óptica
Por isso não vê como a via
O coração, de forma arredia
Pede explicações da vida à ela
A vida, cansada de vivê-la, bruxuleia a lua
Qual fosse nada mais que luz de vela
A esperança traz a estrela da manhã
O cansaço trança as pernas, lança um olhar ao tempo
Com ar de cumplicidade criminosa
Um sorriso sereno, que parece inofensivo
Num truncado impiedoso que esse tudo fez da gente
Uma corrente de vento, um frio recorrente
Saudade cortante de algo que nem viu ainda
A face linda da lua escondida
Um lado desconhecido da noite e da vida
Não sei dizer se era silêncio
Ou se era apenas uma ausência de ruido em meus ouvidos
Naquela hora sagrada, em que a vida não diz nada
Onde um coração, calejado, entende tudo
E se lembra de uma frase há muito lida
Descobre que a compreendeu, com ar de sabedoria
Embora tarde, era sobre outra coisa que ela versava
Arde de forma boa, como a noite linda
E que tinha sido linda desde sempre
Pode ser que tenha sido eu a deixá-la voar à toa
Que mirei o olhar ao chão e que ali deixei ficar
Por que não há de ser o mundo assim também?
Edson Ricardo Paiva.
Eu não sei de nada
Queria entender
O que existe pra ser eterno
Nunca é maior que uma nuvem
Que a paisagem na lembrança
Não, não entendo esta vida
A alegria fingida de dia
Da alma que acorda rasgada
O olhar que se fecha e divaga
Veneno cortante
De flecha zunindo
Esse ar que se rarefaz
Senta, sente assim
Cada gargalhada, cada passo
O sereno cansaço
Só pressa é quem cumpre a promessa
Aquilo que destoa
É coisa à toa que não vale a pena
Resta a alma ensimesmada
O chorar só pra si
Seu sorriso às avessas
A colheita da escolha fria
Plena, pequena, perfeita, vazia.
Edson Ricardo Paiva.
Uma tarde de fevereiro.
Agora, é como se eu sentisse
Que agora sei de tudo
e que aprendi
Como se fosse
De novo os doces velhos tempos
Que olhava em volta e me iludia
Alegria de infância
Ver a lua atrás das nuvens
Quando a luz do dia não permite ela brilhar
E era como alguém comum
A andar na rua
E que nunca lutou numa guerra
Mas que sempre se molhou na tempestade
E tinha a chave que abria a porta
Ela não abria
Andou descalça em algum momento
E que valsou sozinha, diante do espelho da vida
E que ficou vermelha, por vergonha de si mesma
Que era por ninguém saber
O tanto que ela sabia
E sabia consertar a cerca
E sabia misturar e misturava as cores
Que, em resumo, era esconder a dor
De andar sem rumo e sozinha
Numa estranha e triste solidão
Que, quem sente, sabe que ela existe
Repleta do saber
Que vem depois de tanto a dia amanhecer
Da lição não aprendida
Quando encontra uma pena de anjo
Depois de tanto ir lá
Sem rumo e em vão
E descobrir
Que lá não tinha nada
E que todas as flores secam
Mas nem sempre o espinho precisa ferir
Houvesse alguém pra te dizer
Se eu puder ajudar, me avisa
E te acompanhasse, sob o mesmo guarda-chuva
Regar junto pela vida afora, as mesmas flores
Cultivá-las é como à lição
De misturar a cor da lua à luz do dia
E ver dissipar-se o vapor que colore
O ar da cidade após a tempestade
Olhar o mundo da altura da lua
Só que, dessa vez
Enxergar a verdade
Sem precisar
Esconder-se... atrás da doce loucura
De dizer que o Sol foi lá no fim do dia.
Edson Ricardo Paiva.
"Tem certas coisas que eu não sei dizer"
- Pra que sirvo eu?
Talvez a culpa seja nossa, talvez a culpa seja minha ou sua, talvez a sorte seja nossa. Afinal, o tempo deveria ter acabado com todo o sentir, e ele não o fez. Talvez a sorte seja mais sua do que minha, talvez seja...
Eu gostaria de não ser culpada, eu gostaria de não carregar a culpa, por não saber como te deixar no ontem. Como você sabe me deixar... Por não esquecer de todos os seus sorrisos e do seu cheiro.
Eu sei que diante das diferenças eu consigo te enxergar, eu nunca deixei de pulsar com a batida do seu coração.
Sim, talvez eu pague com o sentimento, mas eu juro ao universo que a culpa não é minha. Eu não tenho culpa de amar o seu mundo, o seu ser, as suas manhas, o seu ciúmes controlado ou não, eu não tenho culpa de ser o Fantástico mundo de Bobby, quando o assunto se refere a você.
Pois por você eu tenho me feito e refeito e você nem imagina, eu gostaria tanto que enxergasse o que os meus olhos enxergam.
Me perdoe por não conseguir ser o que eu deveria ser, me perdoe por eu não resistir a você... E mesmo quando eu sigo, eu sinto cada batida do seu coração. Eu sinto o seu cheiro... E quando eu acordo me encontro nesse pesadelo, então eu prefiro sim, acreditar que para os sonhos acontecerem, basta acreditarmos que eles são possíveis.
Não há desculpas suficientes
Sei que sou eu o culpado dessa dor
Também prometi que serás a minha flor,
Mas o apreço dos olhos brilhantes
Trouxe o descontentamento
Só posso te dizer, lamento.
Sei que estas magoada
Mas ainda és a minha amada.
Minha luz e meu cajado
Cure a minha doença,
Com a sua presença.
E prometo ser, seu sonho forjado
No calor do seu perdão.
Perdão, por nossa felicidade.
Perdão, por nossa integridade,
Minha Eva, eis ai o seu Adão.
A sua ausência desafiou a física
Sinto a sua presença dentro de mim
Sinto que isso não será o fim.
Sinto dores que causam faísca
Entre na fornalha,
Para queimarmos o pesar.
Vamos plantar a serenidade,
E ganharemos essa batalha.
Subo o mais alto que eu puder
Estou disposta a tudo para vencer
Sei que um dia eu irei alcançar o que eu quero
Por isso não me desespero
Tenho a fiel concepção de que podemos conquistar nossos sonhos
Por isso, tenho que estar disposta a lutar
Sem ao menos saber onde vou chegar
Porque a vida é uma incógnita
Nascemos predestinados a algo, e só prevalece em vida quem aguenta
Quem é forte, quem luta, quem tem fé.
Eu não o julgo, eu reconheço,
Também já chorei na escuridão.
Sei que às vezes o mundo atrai,
E tenta calar o som da salvação.
Mas oh, meu irmão, eu ainda creio,
Que a graça te alcança outra vez.
O Pai continua à porta, esperando,
Com vestes novas e anel de Rei.
Sou o pior, eu sei,
Não há coroa em mim, só cicatriz.
Mas foi aí, na minha lama,
Que o Céu me olhou… e disse: “Filha, vem, feliz!”
Não sou digna nem de olhar pra cruz,
Mas nela vejo o sangue de Jesus.
Que me lavou, me redimiu,
E no pó me ergueu e me revestiu.
Porque tudo coopera; eu sei, eu creio,
E mesmo quando não entendo, Te obedeço.
A frieza dos homens me levou a Ti,
E por isso, até por isso… eu Te agradeci.
Eu sei
Quantas vezes se machucou
Feriu seu interior
E desistiu do amor
Sozinha cê se trancou
E no seu quarto chorou
Olhando as fotos surgiu
Facas dando vida a dor
Eu perdi o jogo, mas não perco a fé
Eu sei que vai valer meu amanhã
As vezes louco antes do café
Eu chego em casa e já é de manhã
A chuva corre dos meus olhos
E eu nem sei pra onde ir
Finjo estar bem só que eu choro
Imploro para estar aqui
Eu vi a dor em meu olhar
E estou querendo mergulhar na paz
Mas quanto mais eu te procuro
Me perco no escuro e não te sinto mais
Eu vejo o amor está nos meus sonhos
Acordo querendo sorrir
Revejo a dor quando me olho no espelho e não está aqui
Pra refletir no meu olhar
Me molhar de novo com sua paz
Eu tento escalar os muros
Me sinto tão fraco
E só ando pra trás
Utopia
Flores sintéticas
Eu não sei cuidar de flores.
Nunca soube a medida certa de água,
o quanto de sol é demais,
o quanto de sombra é abandono.
Mas sempre apreciei as flores plantadas,
raízes firmes,
folhas dançando ao vento,
vivendo no tempo que lhes pertence.
Há quem as queira em vasos,
presas à ilusão de um cuidado constante,
mas eu prefiro não arrancá-las.
Prefiro vê-las ali,
onde escolheram nascer,
onde pertencem sem precisar provar nada a ninguém.
Flores colhidas vivem menos,
morrem lentamente entre dedos ansiosos,
em jarros de vidro,
em promessas que nunca chegam a desabrochar.
E eu, que já vi tantas flores morrerem fora de casa,
prefiro guardar apenas a lembrança
do perfume que nunca precisei roubar.
Se não sei cuidar,
que pelo menos eu saiba admirar.
E deixar que fiquem onde devem estar.
13 de março
Meu querido Rick, eu nem sei porque estou te escrevendo. Talvez a saudade tenha se confundido no meu coração e eu lhe escrevi ao invés de anotar simplesmente minhas desilusões e dramas no diário, como uma veia que se perdeu a caminho do cérebro e foi parar no coração. Talvez seja isso que tenha acontecido comigo, porque estava aqui estudando Português e de repente lembrei de você e fiquei toda boba e sentimental. Talvez seja a música que toca no rádio; “Aqui”, do Capital inicial. Mas talvez a cupla não seja só da música e sim desse pôr do sol maravilhoso e da própria matéria de português, que me leva a conjugar verbos e consequentemente, escrever. Eu achei que o nosso verbo era amar, mas talvez não seja. Talvez meu verbo seja sofrer. Mas eu não me importo em fingir, e vou fingindo que você me ama e conjugando: “eu amo, tu amas, ele ama, nós amamos, vós amais, eles amam”, como uma melodia só minha, uma música esquecida nas beiradas do meu coração, mais ou menos no lugar onde minha saudade está armazenada. “Eu amei, tu amaste, ele amou, nós amamos, vós amastes, eles amaram”. E eu queria te contar como anda tudo na Dornelly. Se você soubesse como tudo foi difícil ano passado! Mas não vamos falar de coisas tristes, porque de triste já resta nossa história. Agora já está tudo ok na escola, e tenho até amigos e estou bem, tentando me virar com as aulas à tarde, as provas, o curso de inglês e a catequese, mas em meio a isso tudo consigo me virar. E eu lhe desejo felicidade e uma porção de coisas boas. Desejo que você ame, mesmo que seja a Deise, mesmo que seja outra garota que não seja eu, porque é isso que a gente faz quando ama; deseja que a pessoa seja feliz acima de tudo, mesmo que a felicidade não inclua você. E assim vamos seguindo, querido. “Eu amarei, tu amarás, ele amará, nós amaremos, vós amarás e eles amarão”. E eu te amei, te amarei e te amo.
Audrey P. B
Quanto tempo?
Eu já nem sei.
Quanto tempo?
Eu to sem sorrir?
Te vi naquela calçada
e o resto apagou!
Você me olhou de volta e meu mundo virou!
Eu pus seu nome na boca!
Minha mente em paz!
Era meu porto seguro,
só que eu quis mais!]
Mas eu fui vacilão, perdi o meu chão.
Tanta sorte assim, não cai do céu não!
Só sei que ouvi o seu "Fica" virar "Vai"
Não sei! Se é o seu toque ou se é o seu olhar.
Há algo em você que, eu não consigo decifrar.
Me encanta, me deslumbra e me faz suspirar.
Penso em você! Até no meu deitar.
Seus lábios dizem que, não mas sua mente, sua boca e o seu olhar.
Desejam! O meu abraçar, o meu beijar, e o meu toque.
Me lembro dos momentos que, eu e você tivemos tão intensos que minha alma grita e pede por você.
Não tenha medo que, pra amar não há segredo!
Irei guardar o seu coração junto ao meu!
Vou te amar e te proteger! mesmo quando envelhecer.
Não é só conquistar, é amar e cuidar!
É querer ter mostrar que, viver vale a pena e que o mundo é nosso.
Vou te segurar na escuridão e verei o que tem lá, não te deixarei cair mas pularei por você.
Ah! minha menina olhos de piscina, querem me afogar ou querem me levar ?
By LcS apenas um cara com tédio
para o garoto que um dia eu amei
Oi, não sei como você está agora, espero que esteja bem! Se passou alguns dias muitos na verdade, eu senti saudades e não tenha se quer um dia que eu não tenha pensado na nossa história, faz algumas horas que estou treinando o que escrever pra você mais tá sendo falho muito clichê, vou deixar meu coração me guiar.
Os dias tem sido ensolarado apesar de sentir sua falta e de pensar em você ainda não me acostumei com sua partida confesso que é difícil acorda e não te encontrar, eu andei sonhando com teu sorriso e acordei confusa realmente era um sonho, minha vida está a mesma conheci uma pessoa legal até mais que você um alguem que fez eu me sentir viva, fiquei sabendo que você também está com alguém te desejo que seja feliz e que você faça diferença do que fez com nós dois, que a ame e diga todos os dias o quanto ela é importante e linda, e que você a faca se sentir amada.
As vezes me pego pensando se é justo eu está com outra pessoa se ainda me pego pensando em você acho que estou me negando se feliz de verdade, é difícil deixar a ferida cicatriz por inteiro, os anos que estivemos juntos eu sentia um medo diário de te perde na verdade eu temia isso era uma fobia que me fazia perde o ar embora eu soubesse que isso aconteceria cedo ou tarde, os fins eles acontecem em tanta coisas da vida por que seria diferente com nós dois, acho que meu erro foi adiar esse fim e deixar nos dois construir uma ponte com defeitos, sabe meu ex amor eu tento pensar em bons momentos que tivemos e eles vem a memoria fácil, mais os momentos que fui magoada eles vem atropelando qualquer lembrança boa eu as vezes não entendo o por que dá saudade ser tão grande de ti se hoje eu me sinto libertada a cada dia que se passa está sendo mais fácil conviver sem ter você, eu não quero que você me responda na verdade eu sei que você não vai, tola eu pensar que poderia fique bem adeus.
Não sei se o caminho é o certo para todas, mas deu certo para mim.
Eu tive a oportunidade de conhecer a ter acesso a pedagogia, escolhi ela para ser meu amor para a vida inteira, ela em troca me deu uma vida sem algemas de um sistema.
A educação me deu valores, lutas, batalhas e algumas guerras, nenhum dos desafios eu deixei de lado e o tempo passou então ela também me escolheu.
Me deu tudo que precisava para ser uma pessoa melhor.
Me deu propósito, me fez acreditar, me deu família, amigos , saúde, conhecimento e um amor para amar.
Que toda pedagoga se encontre dentro de si mesmo, assim que vou ensinado a quem do meu lado sempre está.
Ser Pedagoga não é caminhar pelo discípulo, ser Pedagoga é ensinar o caminho e vê o discípulo caminhar.
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