O Homem que Nao se Contenta com pouco
Um dia pode parecer pouco,
talvez, insignificante,
mas não pra bela Dama da noite,
Flor peculiar, formosa e de um forte perfume
que escolhe a noitepara desabrochar,
raro momentoque nem todos
que a cultiva conseguem presenciar,
E, após vinte e quatro horas deste evento,
é chegado o seu triste falecimento
mostrando que cada segundo importa,
seja uma vida curta ou longa,
deve haver sentimento .
Numa terra pouco habitada,
havia Insônia,
uma solitáriaque odiava a solidão,
mas o fato de não ser tão amigável
só piorava a sua situação,
muitos preferiam nem se aproximar,
às vezes, até que conseguia alguém pra conversar,
entretanto, sua carência de atenção acabava sufocando
qualquer um que ficasse com ela mesmo que só por alguns minutos,
então, iam se afastando,
não queriam o desconforto
da sua presença,
Isso causava-lhe muita tristeza,
até que, um dia, teve uma grande surpresa ,
apareceu um forasteiro
e ela ficou muito encantada,
quis logo ir conhecê-lo,
poderia, finalmente, ter chegado
o fim do seu tormento,
então, não perdeu tempo e foi se apresentar,
"Oi, sou a Insônia, seja bem vindo
a Vila Madrugada, como posso te chamar"
"Oi, prazer, sou o Sono, muito obrigado, nunca tinha ouvido falar neste lugar"
"E como chegastes até aqui
com tanta facilidade?"
"Ah, sou um aventureiro e de muitos sonhos, ja passei por vários lugares,
sempre estou passando de cidade em cidade, mas acabei me perdendo desta vez"
"Entendi, tudo bem, você deve ter muitas histórias pra contar e você já tem onde ficar hospedado?"
"Sim, claro, estou acampando aqui próximo"
Não demorou pra ter uma afinidade entre os dois,
passaram a se encontrar
todos os dias pra conversarem
durante horas
na frente da casa dela que morava sozinha,
foram momento prazerosos,
entretanto, Insônia percebeu
que o Sono estava se afastando aos poucos,
o que causou-lhe uma interna agonia,
não queria perder aquela companhia agradável,
começou a buscar uma alternativa
e encontrou, no seu quarto,
um livro antigo de magia da família,
folheando achou um encantamento muito forte que, mesmo com efeito temporário, seria suficiente,
chamava-se "Distúrbius Mente"
que provocava vários pensamentos
avulsos na mente do atingido
deixando-o confundido e esquecido
de alguns pensamentos recentes
ou fatos inconvenientes,
Ela, portanto, decidiu tentar,
pra sua alegria, deu certo,
ele ficou confuso e agiu como
se nada tivesse acontecido,
era o mesmo do primeiro dia,
a partir de entao,
quando ela percebia que Ele ia se afastando,
aplicava-lhe o encanto
e assim, Insônia obteve paz
pra o seu coração
e nunca mais teve que suportar
a dor da solidão.
Jovialidade entusiasmante, um pouco de insanidade, não danosa e sim deleitante, uma noite emocionante de travessuras, acompanhado de uma mulher fascinante, loucura calorosa, desenvoltura provocante, formas precisas, beleza exuberante, curvas suaves, vestida de uma maneira elegante, um fôlego de vida, arte interessante.
Resumo que eu faço em versos ao pensar em ti neste momento distinto, do qual, cada instante é certamente memorável com um ar atrevido, engraçado, tão vivo, um doce sabor de entusiasmo, que acorda instintos, promove significados, intensifica os sentidos, os ânimos ficam acalorados, um calor atípico, muito bem compartilhado.
Logo, considero um erro grave não notar a tua presença que é admirável, profusamente, empolgante, que faz tanta diferença, deixando o coração ainda mais pulsante, o sangue ferve e assim, o corpo esquenta, fortalece o espírito, as pupilas dilatam, uma companhia muito significante, não deve ser ignorada.
A cada novo amanhecer, eu vejo a face da morte, e ela está viva, mas não tenho medo e tão pouco coragem, apenas sobrevivo...(Patife)
Para quem teve a sorte e não soube aproveitar! Que tal um pouco de azar para relembrar da sorte que deixou escapar...(Patife)
Um dia disseram que nascemos um para o outro. Só que eu não mereço tanto, e nem você tão pouco...
(Patife)
Talvez eu tente um pouco
Talvez eu não tente nada
Talvez eu seja louco
De “talvezes” é minha estrada
As marcas n'alma deixadas não serão invisíveis aos olhos de outras novas pessoas, tão pouco a profundidade de cada cicatriz deixada. Embora cada uma tenha doído o alento vem de mãos dispostas a curar.
Floresce ainda mais lindo
o Azevinho Pernambucano
apagado da memória,
Se acha isso pouco,
não compreendeste a História
que nos faz Nação
e a razão poética de chegar
até a última linha
deste poema e de tudo
aquilo que é essencial a vida
e me faz a cada dia Poetisa.
Não há como
não lembrar,
daqui a pouco
faz um ano,
e não vejo
a glória
da justiça
fazer a tua
liberdade raiar.
Não há como
não lamentar,
a tua inocência
é conhecida
sem receber
alguma mão
estendida,
para fazer
a sua história
esclarecida.
Não há como,
não negar,
que no alto
deste onze
meses
de prisão
injusta
que há
mais uma
fenda
continental
na moral
de quem
da verdade
se autoexila.
Para a indignação
de insistirem
na tua prisão
meu caro General,
não há métrica
e nem rima.
Na verdade você não
pode nenhum pouco
de mim se queixar,
Só porque sou a tal
letra poética
e alma teimosa.
Eu me sinto
a comandante
do quartel
mesmo ciente
que nem isso sou.
Vamos fazer um
acordo de paz?
Me devolva a tropa
e os generais,
que eu te devolvo
poemas em dobro,
e juro que de ti
não reclamo mais,
porque você é
assunto do seu povo.
Não existe poesia desacompanhada
Nenhum pouco de si mesma,
Não existe quem não resista o beijo
Por um intenso e pio desejo;
Não existe dália apaixonada,
Que não seja também ninfeta,
Tampouco desejada...
Não compreende o sentimental
- poemário
Arrancado do pomar
Amansado pelo vento;
Não menos belo que o Balneário.
Não existe malícia incendiária
Nenhum pouco por ti recusada,
Não resiste carícia reprimida
- Por um só amanhecer,
Não existe ninfeta sonetista
Que não saiba fazer-se dália.
Não compreende o gutural
- soneto
Plantado no lugar
Espalhado pela onda;
Não menos corajoso do que o mar.
Não existe métrica discreta,
Que não seja capaz de revelar:
- A poesia de beber e de amar
Outrossim, que seja ousaz
No ponto urgente e necessário
De fazer-te provar o hálito
- sabor de orvalho -
E da rima da mulher amada.
Como se não houvesse o amanhã,
Pedi um pouco da tua atenção.
Vem, vem, vem, meu amor,
Só um pouco da tua atenção,
Para abandonar a ideia vã
de que não me tens no coração.
O teu carinho é como o solzinho
de verão se despedindo da tarde,
do canal de Barra do Sul
O teu jeito de ser faz iluminar,
e torna sempre o mundo ainda
mais azul...
A tua atenção sempre chega
em boa hora,
- tens a ternura de quem te
namora
E o amor de quem escreve
sobre o poente e a aurora.
Portanto, meu amor, não
vá embora, daqui a pouco
já será de noitinha...
Farei-te insinuações e as
melhores carícias até de
manhãzinha...
Podem vir dias com pouco sol,
Não temo, confio em nós;
Porque o amor canta
Como um rouxinol.
Temos bons motivos,
Para nunca sermos sós,
E para ficarmos a sós:
É a primavera em floração
Fazendo companhia
Faça chuva ou faça sol.
Através destas mil fotografias
Que também são poesias,
- vou laçando o seu [coração
Porque se ama com os olhos, com a boca
E também com o [coração.
Com amor o campo se faz florido
Independente de [estação,
Vou nos perfumando
E provocando mil caminhos
Até o pote no final do arco- íris,
Que é o seu carinhoso [coração.
Trazemos um conjunto de manias, taras,
Costumes, hábitos - e doces perfumes.
Um conjunto de intenções que aos olhos denuncia,
Desse pecado não quero me fazer remida,
Sou a verdadeira miragem que não se apaga,
Carrego a honra do meu corpo nu de mulher amada,
A minha pele ao sabor do teu prazer - cintila.
Em finas letras jogadas ao vento - da forma mais 'feminina',
Provoco-te em poesias porque leio o teu pensamento,
Sei que esse você está para surgir
Novamente a qualquer momento:
Por isso a minh'alma não está aflita,
Vou seguindo semeando versos
Neste infinito campo de tulipas.
O que eu tenho a fazer é bem pouco,
logo, a vida não importa tanto...
Sei que fui riso e fui lágrima
Que deixei saudades nalgum canto.
A ilusão não mais me guia
a esperança morreu, como deveria,
como uma fogueira que se apagou
em noite extremamente fria.
