O Espiritismo na Arte Leon Denis
Não consigo ver a arte contemporânea fora de seu papel institucional construtor na linguagem prospera de ponte, atmosfera, instrução e interlocução da cultura, o tempo e a educação.
A verdadeira vocação econômica e social da cidade do Rio de Janeiro é e sempre foi a Arte, a Cultura, a Festa, o Jogo, o Espetáculo e o Turismo. Distante disto só permanentes e equivocados projetos mirabolantes de partidos políticos.
As feiras de arte no Brasil, se equivocam muito a algum tempo quando neglicenciam o mercado versátil primário, diante de um mercado de arte brasileiro tão diversificado por uma gigantesca diversidade produtiva ação artística de obras com varias vertentes criativas, vigorosas e personalíssimas de muitos artistas vivos que na sua grande maioria das vezes são totalmente desconhecidos do setor e batem na mesma tecla do insipiente mercado secundário. Sendo assim, o que ocorre repetidamente em cada nova versão destas feiras, são pequenos escândalos suprimidos por pouco tato, diante de obras duvidosas, pouco características e improprias de grandes nomes consagrados expostas induzindo ao erro ao frágil mercado consumidor e colecionador, que por meio de alguns vendedores pouco profissionais ofertam sem qualquer escrúpulo gatos a preços de oportunidade sem perceberem que são toscas lebres, de artistas mortos que muitas das vezes não tem como aferir de forma simples e direta a justa autenticidade. O mais grave de tudo isto, ainda é a errada mania de grandiosidade aos olhos das instituições privadas e governamentais, que chancelam em parceria e fundos estas feiras meramente comerciais e nunca dispõem de politicas publicas e privadas para invetivarem a arte, a cultura e as atividades artísticas dos pequenos artistas e dos novos talentos com valores empreendedores diferenciados que caminham solitários e órfãos de oportunidades perante o verdadeiro setor cultural brasileiro.
A festa, o espetáculo, a arte e a cultura em prol do turismo sustentável que é, sempre foi e será o caminho mais prospero na principal vocação politica, social e econômica da cidade do Rio de Janeiro.
A arte e a anti-arte em confronto nos caminhos oblíquos da chamada arte contemporânea. A matéria criativa e a anti-matéria destrutiva, evolução e involução perante as novas técnicas, plataformas, olhares e modalidades digitais tecnológicas. O artista como modus operandi propulsor da inquietação e o espectador como um isolado condutor do que quer ver e foi por ele intimamente criado. Artista e espectador em dialogo constante sobre a insólita realidade e a arte como instrumento de comunicação sensorial inventiva geradora de múltiplas perguntas e respostas, por infinitas possibilidades.
Alguns dos mais importantes setores da arte e da cultura no Brasil, hoje se afogam em um oceano de incompetências regidos por marés meramente politicas.
A inclusão social e a expressão comunitária de cidadania pela arte e pela cultura hoje não é mais uma meta e sim uma realidade naturalmente alcançada, vive de forma independente diante da não participação omissa do estado politico-educacional e cultural brasileiro.
A arte é uma filosofia de vida, uma plataforma criativa e expressiva escolhida como linguagem de dialogo e de comunicação entre a ideia, o pensamento, o espaço, a dor, o prazer, emoção, tempo e dimensão de quem cria e aqueles que veem. O registro ou a materialização da ideia criativa que é a obra, em tese se completa e exingue se na performance da exposta realização mas pode ser estendida e comercializada por valores atribuíveis, na repetição. Quando isto acontece a original linguagem ecoa, transforma e permanece a falar se significando e inter relacionando com novos paramentos da própria vida, de novas ideias, novos tempos e pensares.
Para ver o menor existe o microscópio e para ver o maior o telescópio. A arte fotográfica em si deve revelar o mundo novo intermediário sensível que os nossos olhos humanos tão mau acostumados ainda não conseguem ver.
A arte consegue falar e preencher lacunas em nosso espirito, que a mente aprisionada a velhos conceitos, que muitas das vezes não significam nada mas por limites equivocados, não consegue ver e dizer.
Ver uma obra de arte é bem simples, basta perceber o exposto do meio externo com um dos cinco sentidos, seja pelo olfato, paladar, visão, audição ou tato, isolados ou combinados mas para compreender o que ela significa e ter a satisfação de aprecia la ou não, demanda incontáveis conceitos, estudos e conhecimentos, bem longe do lugar comum.
A arte e a eternidade, sempre estão intimamente, espiritualmente interligadas, tanto quanto ao instante magico de quem cria originalmente e quem futuramente a vê, lê ou celebra pelos sentidos a criação, posteriormente. A arte é uma expressão criativa definitiva e está sempre viva.
Idiotiza se quem pensa que a arte e a cultura, devem estar sempre na esquerda. Elas são livres e se esparramam como águas límpidas e turvas por todas as direções.
