O Dom de cada Pessoa
É plural, eu sei...
Eu, cada dia mais singular; só a chuva vem ninar meu sono. E no sonho, a água escorre levando e lavando.
Os dias parecem anos. Maus anos. Longamente tediantes. Anos em que a vida se arrasta, em que cada abrir de olhos no amanhecer fosse como um soco, um soco interno. A ausência me corrompe. Alguns amigos permanecem fielmente à rotina, à alma. É como se a felicidade também dependesse disso. Descobri que mudar dói. Que abrir mão é impossível quando se está preso a um passado estagnado. Vivo de saudade. Saudade dos outros, saudade de mim.
Você é uma estranha dentro de sí.
Se afundando em mágoas, cheia do próprio
vazio. Cada dia é uma mascara, um carnaval
ambulante, acha que fingir é mais
importante, dá um trauzinho ,sorrir...
Acha que assim vai fugir das lembranças
que perturbam a mente.
Já não sabe como chegou a este ponto,
qual foi o bloco que lhe deu esta
mascara que não quer cair.
Não consegue mais ser verdadeira dentro
de si... Mente, se culpa, dar desculpas,
mas não para com esse maldito vicio
de usar mascaras.
Eu amo a vida e vivo amando a cada minuto
desse meu viver, afinal foi ela, a vida
quem me deu... Você!
Relatos de um poeta.
Minha felicidade se tornou dependente de você;
para ela se tornar real cada dia, tenho que alimentar meu coração com sua voz, dia-após-dia.
Nem que seja para você ouvir a simples palavra "droga".
Minha boca está viciada na tua;
E meu corpo, em querer te abraçar.
Pobre meninou eu sou.
Luz das estrelas
Assim como as estrelas
Cada um tem sua luz própria
E com a presença de todas
Formam um lindo espetáculo no céu.
Dez linhas ou até menos.
Cinco duas linhas é quanto tenho podido acrescentar cada noite à história que comecei escrever faz quase um ano e me prometi contar até o fim.
As palavras simplesmente fogem de mim, não aparecem, não falam, não perguntam...
Emudeceram.
Pensando bem, acho que elas não disseram nada até agora, porque nada tinham a dizer.
Talvez essa seja mais uma história sem final ou quem sabe, uma história sem fim... Quem sabe, né? ...
quem sabe.
O presente é o único tempo que temos para viver. Ou fazemos bom uso dele a cada instante, ou o desperdiçamos para todo o sempre.
Por muito tempo conjuguei verbos sem saber o verdadeiro significado de cada um. Por muito tempo vivi em falso. Por muito tempo acreditei no irreal, e vivi o fatal. Por muito tempo fui uma pequena bonequinha sem carinhos. Por muito tempo me mostrei sem ninguém me enxergar. Por muito tempo voltei, por medo de errar. Por muito tempo escrevi coisas que não faziam parte de mim, escrevi por não saber o que ver. Por muito tempo escrevi, por falta de você.
DOIS CAMINHOS, UM ATALHO E NENHUM DESTINO.
Ele tomava sempre duas direções. A cada lugar que tentava ir encontrava uma bifurcação. Por vezes usava atalhos, pensando ter encontrado o caminho mais rápido . As vezes caminhava ao mesmo tempo por duas vias. Por vezes tomava o caminho mais longo, por ser o mais bonito, cheio de árvores frondosas, por onde o sol escapava e riscava no chão um traçado brilhante. Por vezes escolhia o caminho mais curto, sombrio e esquecia que atalhos na maioria das vezes são perigosos. Dizia que não se preocupava com o destino e sim com o caminho. Mas quem anda, anda sempre visando chegar...se não há destino escolhido, não há porque caminhar .. a não ser que seja so por admirar a paisagem escolhida. Contemplar os campos, assuntar os cheiros,se emocionar com texturas e cores. Há caminhos e caminhos e há que se ter cuidado porque existem caminhos sem volta. Tantas vezes seguimos o arco-íris que se faz desenhar no firmamento. Tantas vezes tomamos estradas só porque avistamos nela casinhas mal pintadas, com jeitinho simples , aroma de café fresco e tão acolhedoras. Ele nunca escolhe as rodovias de acesso rápido,seguras,que cobram tributos em forma de pedágio, mas que certamente sabem onde nos levam...Ele preferia não ter destino...andar a esmo, se embrenhar por vielas e caminhs escusos.
Mas ela não. Ela gostava de mapas...do certo, e, decerto, atalho não era.
Eram dois caminhos... e nenhum destino.
O amor é um animal selvagem que chega até nós em silêncio. Aloja-se em nós e ocupa cada ponto do nosso corpo, mais, toda a nossa vida. [...] No amor oscilamos entre tudo poder ser e nada poder ser, a impossibilidade de tudo. É este o amor, é esta a nossa vida.Tu sabe
s, não sabes? Eu sei muito pouco, quase nada. ... Ver maisDe ti quero aprender tudo. O melhor e o pior. O resto é-me indiferente.
As flores da vida
Cada momento que vivemos são flores
Que enfeitam o imenso jardim da vida
Essas flores trazem amigos e trazem amores
E esses nos trazem sentido, e dão gosto aos nossos sabores
Há algum tempo eu cultivava um jardim de hortências e açucenas
Que significam frieza e angustia serena
Foi quando você apareceu delicada
Como brinco-de-princesa dourada
Trouxe um cesto de flores pra mim
Tinha alfazema tinha alecrim
Que significam calma e coragem sem fim
Por você eu criei o maior jardim que já havia feito
E decorei seus canteiros com margaridas e amor perfeito
Então veio uma grande tempestade
Que transformou o nosso amor em amizade
Das poucas margaridas que sobraram
Fiz bem e mal me quer até a última pétala cair
Mas e o amor perfeito?
Esse eu combinei com a amizade que ficou em mim
E rebatizei-lhe com o nome de amor sem fim.
Ao próximo, não deverás se comparar.
Cada um tem seu limite e a própria história.
Porém, a si mesmo, terás que superar.
Cada um poderá ter sua própria vitória.
Eu sou o que me permito ser!
E me faço num verso de verdade a cada dia...
Caindo, levantando e caminhando...
O nosso destino é construído a cada dia. Por tanto, o ontém deve ser vivenciado de forma inesquecível!
