O Dom de cada Pessoa
Há descasos que são justificados pela reação que a pessoa teve que tomar para garantir sua sobrevivência mental.
Eu sempre fui uma pessoa bem resolvida. Nunca precisei da atenção dos outros para me sentir inteiro, nem busquei validação para confirmar meu valor. Passei boa parte da vida confortável dentro de quem eu era, com minhas certezas, meus limites e meus silêncios.
Até que um dia encontrei alguém que enxergou em mim algo que eu mesmo nunca havia visto. E, por algum tempo, acreditei naquela versão. Passei a falar mais, a rir mais, a confiar mais. O homem reservado se tornou sociável, o introspectivo passou a contar piadas, e a desconfiança deu lugar à esperança. Pela primeira vez em muito tempo, tive a sensação de que a felicidade talvez não fosse apenas um conceito distante.
Mas a realidade tem o hábito de cobrar o preço das ilusões. Com o tempo, percebi que a vida raramente permanece no auge dos sentimentos que ela mesma nos oferece. E aquilo que parecia uma descoberta acabou revelando outra coisa, talvez eu não tivesse me transformado, apenas experimentado uma parte de mim que deveria ter permanecido adormecida.
Agora me vejo diante da tarefa de reconstruir quem sou. Não porque aquela versão estivesse errada, mas porque ela não conseguiu permanecer. Preciso recuperar o controle dos meus sentimentos, reorganizar meus pensamentos e voltar a caminhar com os próprios pés.
Talvez as coisas nunca tenham sido realmente boas aqui dentro. Talvez eu apenas tenha encontrado alguém capaz de silenciar, por um tempo, os ruídos que sempre carreguei. Mas ninguém pode viver para sempre sustentado pelo olhar de outra pessoa.
As coisas vão voltar ao lugar. Não exatamente como eram antes, porque já não sou o mesmo homem. Mas voltarão a ser minhas. E isso terá de ser suficiente.
“O TDAH não define uma pessoa; apenas revela que sua forma de funcionar precisa ser compreendida com mais inteligência e menos julgamento.”
Do livro TDAH: Déficit de Atenção, Distúrbio ou Apenas Distração?, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A busca pela paz começa quando a pessoa deixa de se culpar por estar em alerta e começa a compreender a origem desse alerta.”
Do livro Transtorno de Ansiedade Generalizada, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“Nenhum transtorno mental deve retirar da pessoa sua dignidade, sua voz ou seu direito ao tratamento.”
Do livro Transtorno de Ansiedade Generalizada, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A pessoa com TAG não quer sofrer; ela quer descansar de uma mente que aprendeu a vigiar demais.”
Do livro Transtorno de Ansiedade Generalizada, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“O TDAH não retira a responsabilidade da pessoa, mas muda profundamente a forma como essa responsabilidade precisa ser ensinada.”
Do livro TDAH: A Mente que Não Descansa, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“Uma pessoa pode perder prestígio, beleza, dinheiro ou aprovação, mas ainda conservar aquilo que há de mais nobre: o próprio caráter.”
Do livro Tempestade Serena, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A pessoa que governa os próprios impulsos já conquistou um reino que nenhuma multidão pode tomar.”
Do livro Tempestade Serena, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A intensidade emocional não torna a pessoa fraca; revela uma alma que sente antes mesmo de conseguir se proteger.”
Do livro Borderline: A Montanha Russa das Emoções — Compreendendo o Transtorno de Personalidade Limítrofe, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“O diagnóstico não deve aprisionar a pessoa ao rótulo; deve abrir caminho para cuidado, compreensão e reconstrução.”
Do livro Borderline: A Montanha Russa das Emoções — Compreendendo o Transtorno de Personalidade Limítrofe, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“A pessoa com Borderline não precisa ser reduzida à crise; ela precisa ser reconhecida para além da dor que transborda.”
Do livro Borderline: A Montanha Russa das Emoções — Compreendendo o Transtorno de Personalidade Limítrofe, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“A reconstrução emocional começa quando a pessoa deixa de ser vista apenas pelo caos da crise e passa a ser acolhida em sua humanidade inteira.”
Do livro Borderline: A Montanha Russa das Emoções — Compreendendo o Transtorno de Personalidade Limítrofe, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“A cura não acontece apenas no corpo; acontece também no modo como a pessoa é vista, escutada e devolvida à própria dignidade.”
Do livro Abracadabra — A Palavra Entre a Fé, a Ciência e o Mito, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“Humanizar é lembrar que antes do procedimento existe uma pessoa, antes do diagnóstico existe uma história e antes da técnica existe uma vida.”
Do livro Humanização, Ética e Responsabilidade Social na Saúde, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“O cárcere emocional começa quando a pessoa já não sabe se fica por amor, por medo, por culpa ou por não lembrar mais quem era antes.”
Do livro Síndrome de Estocolmo — Quando o Afeto Nasce do Cativeiro, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
