O Amor Nao Morre apenas Adormece
O relacionamento é como um diamante bruto. Tem que lapidar para chegar em sua mais bela forma. Eu não tenho o dom de lapidar, deveria vir pronto.
O que Deus diz sobre ansiedade?
Deus diz na Bíblia que quer tirar nossa ansiedade. É normal sentir ansiedade em algumas situações mas a ansiedade não nos ajuda. Não precisamos nos sentir ansiosos porque Deus está no controle.
O que é ansiedade?
Ansiedade é preocupação com o que vai acontecer. Antes de enfrentar uma situação que poderá ser perigosa ou difícil, é natural ficar ansioso. Mas a ansiedade não ajuda, só piora a situação. Não é bom ficar dominado pela ansiedade porque:
Causa sofrimento desnecessário – não sabemos o que vai acontecer; poderá não ser tão mau como achamos. Não vale a pena ficar sofrendo antes de uma coisa ruim acontecer – Mateus 6:34
Distorce a realidade – quem está muito ansioso não consegue pensar direito e tem dificuldade em tomar decisões certas
Impede de seguir os planos de Deus – a ansiedade torna a pessoa relutante em fazer o que Deus quer, porque acha que não vai correr bem e não se sente segura – Lucas 12:29-31
Enfraquece a fé – a ansiedade tira nossos pensamentos de Deus e de Suas promessas; podemos acabar acreditando mais em nossos medos que na verdade de Deus
Como vencer a ansiedade?
É possível vencer a ansiedade confiando em Deus. Você pode contar todas as suas preocupações a Deus e confiar que Ele vai lhe ajudar (Filipenses 4:6-7). Dê sua ansiedade a Deus. Diga a Deus “tome minha ansiedade, Você está no controle” e decida confiar no Seu cuidado (1 Pedro 5:7). Se vier mais ansiedade, dê a Deus outra vez e continue dando a ansiedade até que acabe. Agradeça a Deus porque Ele está cuidando de você.
Por que Deus se cala?
Deus pode ter muitas razões para se calar em certos momentos. Cada situação é diferente mas podemos confiar que Deus está no controle (Romanos 8:28). Mesmo nos momentos de silêncio, Deus está trabalhando em nossas vidas.
De certa forma, o silêncio de Deus também é uma resposta. Muitas vezes, quando Deus se cala Ele está dizendo “espera”. Também pode ser um tempo para aplicar aquilo que já aprendemos de Deus, lembrando as coisas que já ouvimos. Outras vezes, pode ser um sinal que precisamos mudar alguma coisa.
Mesmo sem saber a razão do silêncio, o tempo quando Deus se cala é um tempo para usar a fé. A fé nos sustenta quando não ouvimos nada (Hebreus 11:1). Cremos que Deus existe e continua trabalhando em nossas vidas, até quando está calado.
Reflexão
A verdadeira motivação para conquistarmos o impossível, é acreditamos em nós mesmo, é acreditar na capacidade que Deus nos deu. Quando nos sentimos incapazes, é por que desconhecemos nossas capacidades e nossas limitações. Se queremos vencer, não podemos limitar nosso espaço e nossa capacidade.
Fascínio no olhar
Em teus olhos, encontro paz
Que há tempos eu procurava,
Sem saber por onde andavas,
Será que também me desejavas?
Na minha mente, tu passeias,
Deixando marcas, lembranças cheias,
Encontrei-te sem querer,
E sem querer, me encantei, mulher.
Amar de verdade
Tu partiste e contigo levou a felicidade,
Minha felicidade, sem aviso nem piedade.
Que direito tinhas de reescrever meus caminhos,
Mudar meus planos, e ferir meus destinos?
Te vejo sorridente, vagando por aí,
Será que em teu íntimo, a tristeza se esconde também, sem fim?
Se pudesse falar contigo, te convenceria a entender de mim...
O destino, em seus caprichos, não ao nosso lado está,
Ele vai para lá e cá, sem avisar, sem dar sinal,
Levaste minha felicidade, para que aprendesse a lidar,
Com amizades, dificuldades, e a vida que é tão desigual.
Entender a vida é difícil, ainda mais sem tua presença,
Tão difícil seguir adiante, sem tua essência.
Amar com alma
Tua sinceridade acalenta minha alma,
Me conquista, me acalma.
A paz do teu olhar me ganha,
Na simplicidade, sem manha.
Tu és perfeita com todos teus defeitos,
És a mais bela e singela dos campos,
Únicos são teus encantos,
Me cativa ao falar, ao sorrir e ao chorar.
Parte de mim pertence a ti,
E em mim te guardo, sem fardo,
Atravessa meu ser como um dardo,
E deixa em mim um único pecado, amar-te.
Sou emocionado e com um orgulho imenso por ser assim. Se ser emocionado é demonstrar afeto, é dizer o que sinto e como me sinto quando estou perto de alguém que me importo e amo, sim, eu sou e-m-o-c-i-o-n-a-d-o. E amo ser assim.
E se ser assim se tornou algo ruim, não sou eu que preciso mudar, talvez as pessoas devessem fazer um excercício de reflexão e pensar no que as levaram a se tornar tão frias?
Talvez seja pelo medo de demonstar e não ser correspondido? É uma possibilidade, mas não precisa ser uma realidade.
Talvez seja o orgulho que insiste em nos deixar cegos e assim inevitávelmente nos fechamos para o mundo e consequentemente para todas as inúmeras possibilidades que a vida tem a nos oferecer?
Mas agora te pergunto: pra quê e por quê? O que de fato ganhamos em não demonstar? Em não sermos emocionados?
Do que adianta nos vestirmos com toda essa armadura se no fim das contas, lá no fundo o que todos verdadeiramente desejam é serem amados e inegavelmente emocionados?
Lembra com saudades gostosas, e no coração vai sentindo como se um pião estivesse a rodar, girando, girando e girando em torno da sua vida. Saudade daquela manhã, quando o amor nasceu na gente. Daquela porção de filhos brincando em volta da gente. De ver, depois, os noetos, crecendo aos olhos da gente. Como andou depressa a vida, deixando pra trás a gente...
A história é semelhante a de uma rosa que reina em todo jardim. Perdido o viço é cortada e às folhas secas lançadas. É o seu destino e seu fim. Há muita gente vaidosa que vive assim como a rosa. Orvalhada de beleza, ao sol da fama e o som da beleza, sempre em capa de revistas, sem perder o cartaz. Mas, tal como tempo, é fugaz. E ao perder a mocidade, vai sozinha com a saudade, pro retiro da idade.
Sua vida vai passando despercebida pelas ruas do Catete. Diferente de nós, ninguém reza por ele, ninguém chora por ele, nem velas serão acesas para ele... Contudo, graças ao passaporte da bem-aventurança, irá logo logo para o céu, igual a todos nós!
Ainda sobre o Catete, comecei a ver um "cara de rua" direto... Vive nas imediações do Museu do Catete. Negro, boa complexão física, aparentando uns 50 anos. Usa, habitualmente, roupas rasgadas deixando à mostra, por desgraça, vamos reforçar, o que os nudistas exibem por prazer. Seu corpo é infestado de parasitas e por isso vive se coçando. Tem aquelas tromboses com lepra nos tornozelos e grita poemas a seu modo, ali em frente a lanchonete Big-Bi; xinga as crianças que saem do palácio e o provocam, ou pára em frente ao palácio e perde a compostura xingando o governo pelo que ele acusa de "roubalheira nas eleições". Dorme na calçada, ou, quando chove, se vê obrigado a dormir sob as coberturas da Rua do Catete, da Rua Pedro Américo, ou adjacentes... Não dá pra deixar de reparar que ele é extremamente admirador do palácio... Por vezes pára, e fica com uma cara de pão doce, imóvel, olhando o imóvel. Vive por isso fazendo versos em homenagem ao palácio. Versos gozadíssimos, cujas rimas param algumas pessoas mais perceptivas... O seu nome, ou apelido, não consegui descobrir ainda. Sempre que tento, quando ele está mais calmo, recitando os versos em frente ao palácio, é sábado ou domingo, quando as crianças ficam provocando o pobre homem, que, ao perceber a gozação, inicia uma série decorada de palavrões impossibilitando-me de qualquer contato. Ainda lembro de alguns versos: "Tcham, tcham, tcham, ninguém faz nada por mim, tchan tchan tchan também quero casas". São uns versos meios bizarros mesmo, no estado bruto. Esse "tcham", é pra entender que ele canta seus versos. A melodia, se bem me lembro, é quase igual ou semelhante em todos os versos, sobre tudo, sem estribilho. Ele bebe, vive de esmolas, e quando as recebe agradece com bons modos, os restos de comida de quem sai da lanchonete e mitiga sua fome. Mas, desde que não discordem do que ele diz durante a aproximação. Se alguém der uma esmola, e ainda der um conselho, é certo a descompustura e, de acordo com o grau do conselho ( "o senhor tem que parar de beber", "cadê a sua família, procure sua família", "procure um trabalho") ele chega, por vezes, a atirar no doador da esmola a própria esmola recebida. Até agora apurei que, assim como eu, ele também tem seus momentos de introversão. Reparei que é sempre quando está chovendo. Nessas ocasiões, quando passo por ele, está sentando na calçada com uma parada tipo um pregador de varal, daqueles antiguinhos de madeira, e com ele inicia um rápido movimento entre os dedos, fazendo com que o pregador deslize ao longo do polegar até o indicador. Assim está sempre quando chove. Parece que fica curtindo sua desgraça, ruminando o passado possivelmente melhor do que o presente, e certamente bem melhor do que o futuro sem esperanças. Sem esperanças porque não podemos ser hipócritas; um ser humano alheio a tudo e a todos. Sua figura marcante de miserável de rua se apresenta bem nítida e ninguém liga. Sua vida vai passando despercebida pelas ruas do Catete. Diferente de nós, ninguém reza por ele, ninguém chora por ele, nem velas serão acesas para ele... Contudo, graças ao passaporte da bem-aventurança, irá logo logo para o céu, igual a todos nós!! Feliz Carnaval.
Assistir a Valentina dormir é como mergulhar fundo num oceano de sensações. Fico parado do computador escutando a respiração e babo em detalhes a minha filha. Me perco, me encontro, me vejo hoje onde não pensava estar ontem. Me disperso, me recolho, fico preocupado com a vida dela e busco forças. Respiro, expiro, penso em seguir, mudar tudo. Sigo no enigma mais claro e na sabedoria mais vulgar de tudo o que é, sem nenhuma razão especial de ser quando a vejo dormir. Não hesito; me deixo levar nos pensamentos. Ela me traz essa reflexão e o que vem dela deixo fluir. Me deixo levar antes que seja tarde, antes que seja um poente finito. Ela me ensina tanto, sem falar nada, com quatro anos, dormindo, só de olhar... Entendo e aprendo que o despedir de um dia lindo que não se repetirá é, na verdade, uma cortina aberta para a verdade. E que a linha do horizonte vista dessa janela e suas formas inalcançáveis sejam da força e da fonte para a noite que virá, pois lá, enquanto eu estiver vivo, vai dormir uma criança. E olhando bem, dentro do coração dela, dorme também a criança que eu fui um dia, com todos os meus sonhos. Olho, observo. Ela ameaça acordar, mas dorme de novo ao receber meu carinho. Que bom que ela ainda é criança. A vida é tão difícil, tão dura, tão injusta, tão cruel, tão desumana, que eu não saberia como cobrar um conforto e um abraço de quem devo abraçar e confortar. Agradeço por ela existir. Penso em nossa história. Afinal, ela é tudo para mim hoje, mais do que eu achava que fosse ontem. Há dois anos então, nossa! O amor só cresce. Em palavras não ditas, escuto o ruidoso silêncio da respiraçãozinha dela, que não me deixa concentrar em outra coisa. Dizem que Deus sempre falará para um pai que observa a filha dormir. É verdade. Se ele existe e algum dia falou comigo, não seria em outra situação. Olho bem no centro do seu rostinho e penso disso tudo, que a mim fica a sensação de tudo ao mesmo tempo, do mais contraditório tipo: dos acertos na vida ao tempo perdido, do sonho errado, do passado que você nunca mudaria, do desânimo diante de uma caminhada que no fundo você pensa que pode não ser o melhor pra vida dela. Não dá para definir se é tristeza, euforia, ansiedade, alegria, desilusão, esperança, razão, emoção, ou apenas angústia e preocupação. Acho que é um misto de tudo isso com uma grande pitada de não saber nada sobre a vida. É um misto de tudo. Em que me despeço e peço, fico olhando até pegar no sono também, quando, aos poucos, vou apagando e esquecendo memórias de um futuro que ainda não foi. Aceito o que o passado tem sido, sem glória, sem lamento. Tento dormir pensando bem sobre tudo isso, e aprendo sob escombros das lembranças, sem que eu e ela, sem que ninguém se aventure ao resgate, pois num coração de verdade, não há chance de resgate, só remendos, apenas sangue estancado. E é por isso que perceber toda inocência de um filho perante o mundo nos emociona, nos faz chorar, nos orgulha em alegria, mas também nos rasga o peito de dor.
Sempre achei que uma palavra de elogio fizesse bem à saúde. Que pequenos gestos mudassem situações até então imutáveis. Que o julgamento alheio não é importante. Que devemos ser adolescentes a vida inteira e, o máximo que der, regredir até a infância com nossos filhos novamente. Que isso é a melhor maneira de renascer. Que amor não se cobra que não é cobre. Que amor não se pede que não é peça. Que amor se chama porque é chama. E que tudo que é muito diferente incomoda tudo que é muito igual.
Aí você diz que vai contar uma histórinha pra sua filha só 10 minutinhos antes de dormir e ela quer que você conte pra sempre..
Alguém aí me empresta uma britadeira? Tô precisando quebrar algumas pedras pra chegar num coração...
