Nuvens
Nuvens brancas se vão, como a felicidade, nuvens escuras vem e derrama toda chuva causada por dor, é passageira mas machucou, e machuca como a solidão, eu não preciso de luz eu tenho uma interna, não é da felicidade mas é das ideias, ideias tristes passageiras que felizmente se vão, e infelizmente vem, vamos viver que o mundo já é triste, os nossos pensamentos nos mata lentamente, viva não chore, sorria pois tem alguém do seu lado.
Amor é mais que uma sensível palavra de quatro letras...
Amor é viajar nas nuvens vendo o belo sorriso daquela que fisgou sua atenção...
Amor é enxergar com os olhos um rosto lindo, mas ver a singularidade nos majestosos olhos dela, a assaltante do seu coração...
Que o nosso amor esteja junto do ontem pro hoje e de hoje até o amanhã , que os nossos corações celebrem esse amor que terá mais que quatro letras, terá toda nossa história de amor, única e inteira...
Domingo Depois do Amor
Já semeei as pequenas mudas de arco-íris
em nosso céu de nuvens férteis e selvagens
Roubei dos vizinhos as roupas dos varais
pra reservar mais espaço aos passarinhos
Tingi minhas palavras de poeta e sonhador
com os odores de um jardim em flor
Também bordei girassóis nos lençóis
pra clarear nossas noites de insônia
Recordei aventuras e inventei estórias
pra tentar adormecer sua alma cansada
As mãos dadas, os pés selados...
o sopro de duas vidas que jamais será tirado
Fitamos o abismo e continuamos a brincar:
nada apagará a ansiosa paixão no olhar
Nuvens refletidas fazem do Velho Chico, rio de chantilly...
Vista de algum ponto do céu do nordeste.
Renova-te
Remove as nuvens do ontem
Dos olhos do teu amanhã.
Faz a manhã de novos tempos
Clarear a noite do teu viver.
Abre os olhos do caminho
Para encontrar o horizonte perdido.
Sente no coração o tempo da distancia.
Águas passadas não trazem esperança.
Algo estar por vir,
Deixa seguir o rumo do rio.
Saiba acordar o desejo de sorrir,
Use o espelho para refletir.
Liberta-te da prisão do ontem,
Os sonhos voam como pássaros.
E assim, aproxima-te do horizonte
Trazendo a paz que ficou distante.
O destino se tornara parte e não o fim,
Purificado pelo ontem vivido em ti,
Fazendo-te livre como as flores de um jardim.
Protegendo-te como asas de um querubim.
Lembranças jogadas ao vento,
Aproveita os novos tempos,
Renova sentimentos,
Sinta-te dentro do ventre.
Enche o átrio com tempo
De grandes momentos.
Aconteça-te num dia de paz.
A paz que te apraz.
Livra-te das folhas mortas.
Escancara essas portas.
Faz chover na tua horta.
Se feliz! Cultiva o que importa!
Era apenas frio...
Começou com um vento frio e denso, nuvens fechadas e paradas no tempo, luz que desafinava do seu tom. Era dia, entretanto, com sensação noturna ele prevalecia.
O obscuro das lamparinas aqueciam os casebres que ali se encontravam, perto das janelas dos quintais, às vezes nos portões ou em cima das mesas de madeira. Elas estavam em todos os lugares, sofridas, rachadas pelos arredores e descascadas de velhice, eram sóbrias e inúteis ao olhar. Aguentavam, pois eram destinadas a isto: Aguentar. ‘Só mais um pouco’ diziam elas, todas com energia vital renovada a cada dia e com a esperança diária de ser “útil” para aquele humilde povo, que vagava constantemente no meio das grandes plantações, a procura do mantimento que os sustentava. As provações eram constantes, fazia parte daquele lugar, uma delas era a névoa que consumia e devorava o trabalho ardo dos homens e mulheres, dia e noite, noite e dia... Difícil, mas compreensivo... Viviam em um lugar onde os rios oravam à mãe natureza pedindo: - POR FAVOR, AQUEÇA-NOS PARA QUE ASSIM VIVAMOS E POSSAMOS LOUVAR A TI, Ó! MÃE NATUREZA. Contudo, a resposta, quem fornecia não era ela e sim, Deus, que fez tudo e todos, mas ninguém compreendia que desde a fundação foi dada a largada de uma jornada árdua e difícil de lidar.
Com esforço eles, (homens e mulheres) descalços em linguajar, mas armados em guerrear, contra o inimigo da fartura, tinham que carregar em seus lombos, as consequências do orgulho.
Assim, mas um dia se passou. O dia que não era dia, e sim um rastro diurno que só impugnava o tempo, e que cada momento ia desaparecendo, lentamente, aos sons das águas condensadas que caíam sem parar em um ritmo dançante, porém, o tempo estava opressivo demais para bailar.
Contradições temporais eram descritas no papel, de um escritor que, sem motivo algum, descrevia detalhadamente o tempo que, certamente nunca vivenciou, e chegando ao alto de sua imaginação, parágrafos e palavras ele recitou...
“Era apenas frio” - continuou...
Conflito
Chove torrencialmente. O aguaceiro não dissipa as nuvens cinzentas.
Fora, o mundo indiferente segue seu ciclo, primavera, cores, flores.
Não existe um céu sem estrelas (...). Mesmo quando estão cobertas pelas nuvens, ainda estão lá. A gente só não consegue enxergar.
Como nuvens e ventos que não trazem chuva, assim é o Homem que se gaba falsamente de dádivas.- Provérbios de Salomão.
Muitos falam que um céu bonito e um céu sem nuvens para atrapalhar.
mais qual seria a graça de olhar para o céu e nenhuma bela forma de nuvem encontrar?
Sendo que essas formas não podemos controlar
O lado bom da vida não está exatamente no outro lado das nuvens no horizonte onde o sol ainda brilha, mas também está dentro dos nossos mais ambiciosos sonhos onde ainda mora a ilusão e a esperança.
O céu estava como um quadro, o azul era a tela, as nuvens pareciam ser feitas à mão; e o Sol estva brilhante como uma jóia dourada. As ruas pouco movimentadas e as calçadas sem muito fluxo de pessoas.
Ah, e em uma dessa calçadas havia uma menina de olhos castanhos como uma avelã, seus cabelos caiam igualmente uma cascata por cima de seus pequenos ombros, sua pele era um pouco bronzeada, vestia um vestido branco rodado com flores estampadas e no seu cabelo castanho, um laço delicado enfeitava.
Para a criança aquilo era uma diversão, dava pulinhos desviando das cicatrizes do chão, em sua cabeça contava todos os momentos em que seus pezinhos saiam e voltavam as calçadas.
Ela se desligou um pouco do mundo, e por acidente tropeçou em seus próprios pés, logo seus pequenos joelhos encontraram o chão e suas bochechas gordinhas foram molhadas por lágrimas salgadas, após alguns segundos uma mulher de estatura alta apareceu, sua feição era a de uma mãe preocupada, ajudou a criança a se levantar e a levou para o seu lar.
Agora mãe e filha estavam dentro de um quarto, a mãe limpava o ferimento de sua filha, com um sorriso compreensivo no rosto enquanto cantava uma música qualquer, e o rosto da criança, que antes estava banhado em lágrimas, agora um sorriso puro estava lá.
