Nuvens

Cerca de 3254 frases e pensamentos: Nuvens

Como nuvens e ventos que não trazem chuva, assim é o Homem que se gaba falsamente de dádivas.- Provérbios de Salomão.

Inserida por antonio_souza_3

⁠No horizonte distante, meu céu se estende azul,
Um oceano sereno, onde a paz é a luz.
Nuvens brancas como plumas, flutuam sem pressa,
Em um céu azul, a vida é uma promessa.

O sol dourado pinta o céu com seu calor,
E a cada amanhecer, renova-se o esplendor.
As estrelas, pontinhos de luz a brilhar,
Decoram o céu azul, como pérolas a dançar.

Nesse vasto firmamento, a esperança se espalha,
E a beleza do universo, minha alma embala.
No silêncio celeste, encontro meu refúgio,
Sob o manto azul do céu, sinto-me em pleno sortilégio.

Oh, céu azul, guardião dos meus sonhos,
Em tuas profundezas, encontro meus arranjos.
E quando a noite chegar, e as estrelas brilharem,
Sob teu abraço celestial, meus sonhos se realizarão.

Inserida por Lucianbx

⁠Crítica

Existem muitos poemas
Tecidos sob as nuvens
Cujos repetidos temas
Nada mais intuem

São reles afirmações
Sequências de quase nada
Daqueles que sem inspirações
Querem dos outros a estrada

Inserida por neusamarilda

O poeta viaja com as nuvens
salpicando poemas ao léu
muitos versos se perdem na terra
enquanto outros tocam o céu

Inserida por neusamarilda

A poesia nos põe o pensamento nas nuvens,
vem os versos, devaneios a mil por hora,
muitos não entendem essa arte. Na verdade é válvula de escape para o poeta que se não a traduzir sufocará sem demora.

Inserida por neusamarilda

Com nossa imaginação podemos voar como pássaros ou navegar em nuvens de algodão. Ser felizes, assim como se fosse a vida sempre um sonho bom.

Inserida por neusamarilda

Manhã silente em nuvens que vagam
pelo azul do céu como a propagar
mensagens de paz e amor no horizonte
que olhos atentos conseguem divisar
No dia que nos envolve assim
nesse abraço sempre tão especial
a beleza chega em luzes e cantos
num coro de anjos como fundo musical
Vem pela suave brisa cantante
o som dos pequenos invisíveis
aos ouvidos humanos suaves murmúrios
que são captados pelos mais sensíveis
Que não passemos um dia sequer
de nossas manhãs assim vividas
sem saudar junto à bela natureza
estes momentos de luz, nossa guarida...

Inserida por neusamarilda

Faço de nuvens desenhos de notas musicais para que chovam melodias de amor sobre você...

Inserida por neusamarilda

Entardecer de céu azul,
poucas nuvens abstratas
vão enganando a solidão...

Inserida por neusamarilda

Voa ave,
encontre as nuvens
Voa sem parar,
segue teu destino
sinta tua liberdade,
feliz sempre serás
olhando em detalhes a paisagem,
pouse nela teus olhos, por nós,
pois nunca a veremos
com seus mistérios,
voa por nós e nossa pequenez
em não descobrir o que há mais além...

Inserida por neusamarilda

Fazendo mil versos ao léu,
até às nuvens chegará,
seu objetivo é tocar o céu,
naquele azul todo mergulhará
Um poeta tem essa missão,
dela nunca irá esquecer,
e assim em cada mão
trará uma estrela para você...

Inserida por neusamarilda

Ouvi das nuvens uma cantoria,
gotas que em chuva vieram,
trazendo do céu a poesia
que pessoas e natureza esperam

Inserida por neusamarilda

Há sensações em ser luz e sol
chuva ou nuvens a bailarem
ou cores do arco íris que distante
fazem todos os poetas sonharem

Inserida por neusamarilda

⁠O sol da tarde findando-se,
amanhã será um outro dia
da minha janela eu vejo as nuvens
em seu caminho de despedida

Inserida por AllamTorvic

⁠De onde vens, oh! nuvens da tarde?
que tristeza é essa em seu olhar?
névoa, seiva e ventos,
para aonde vai as tuas certezas?

é pouco teu sorriso,
é forte o teu cheiro,
a cerviz da vida é dura,
mas o que procuras
tão longes assim?

Aguas de repouso?
alegria do sopro
o que significa essa roupa branca
que se desfez com o vento ?

O viajante iluminado, "conversando com as nuvens".

Inserida por AllamTorvic

⁠Daqui, eu vejo,
o caminhar das nuvens,
o céu desceu,
veio tocar o chão

trazendo um pouco de ar
desfaço-me,
na respiração,
sem remos,
tive medo, parei
mas ao olhar
o caminho
vi aonde cheguei,
transformações,
perseverança,
caminhar
caminhei.

Inserida por AllamTorvic

Ainda que o sol se esconda atrás das nuvens, de nada vai mudar o brilho radiante do teu amor no meu coração.

Inserida por NATALINO1980

⁠LUZ
Quando Te encontrei, em trevas me perdia,
e nuvens de agonia velavam o meu dia.
Não via um só farol, um sol que me aquecesse,
nenhuma esperança que em mim florescesse.
Os lábios, ressequidos, de sede a clamar,
e a vista, em denso véu, cessava de enxergar.
Mas em Ti, vi a chama, a vida em seu fulgor,
uma fagulha acesa de um novo alvor.
Um amor me ensinaste que a voz não alcança,
Tua palavra abriu-me as portas da bonança.
E a paz, como um rio, tomou meu coração,
lavando toda a mágoa, toda a escuridão.
Teu amor que me ergueu, ao mundo pode erguer,
pois tens a chave mestra do nosso renascer.
A chave da sapiência e da libertação,
da vida que floresce em pura emoção.
Muralhas de ignorância, teu sopro desfaz,
e a noite se dissipa na luz que o teu amor traz.
A vida não se extingue, pois és ressurreição.
Em Ti, Deus fez-se Homem, Pai, Amigo e Irmão.
Em Ti, a essência pura do Amor se fez...
Em Ti, o Amor Divino se fez Jesus.

Inserida por mario_lucio_borges_1

"A Chuva que Trouxe Você"

O Rio de Janeiro acordou coberto por um véu de nuvens cinzentas. A chuva fina, persistente, descia sem pressa, transformando as calçadas em espelhos que refletiam os contornos da cidade. Era um dia que parecia pedir café quente, janelas embaçadas e histórias para contar. Foi assim, entre pingos e esquivas, que Clara e Mateus se encontraram — ou reencontraram — na esquina da Rua do Ouvidor, no Centro.

Clara, de guarda-chuva vermelho desbotado e tênis encharcados, corria para escapar do aguaceiro quando tropeçou em uma poça. A bolsa escorregou de seu ombro, derramando livros e um caderno de esboços no asfalto. Antes que pudesse se lamentar, uma mão firme apareceu em seu campo de visão.

— Deixa eu ajudar — disse o dono da mão, um rapaz de cabelos cacheados e óculos respingados de chuva. Ele usava um casaco azul-claro, já manchado pela umidade, e um sorriso que parecia desafiar o tempo ruim.

Ela o reconheceu na hora. Mateus. Aquele colega de faculdade que sempre sentava no fundo da sala, desenhando nos cantos das folhas durante as aulas. Nunca haviam trocado mais que um "bom dia" tímido.

— Você... faz Arquitetura, né? — perguntou Clara, recolhendo um livro sobre Gaudí que ele entregou.

— E você desenha melhor do que qualquer um do curso — respondeu ele, apontando para o caderno aberto no chão, onde um esboço do Bondinho de Santa Teresa dominava a página.

A chuva insistia, mas eles pararam no meio da calçada, rindo da situação. Mateus sugeriu um café ali perto, no Largo das Artes, e ela aceitou antes mesmo que ele oferecesse dividir o guarda-chuva.

O lugar era pequeno, cheio de mesas de madeira riscada e o cheiro do expresso fresco. Enquanto secavam as mangas, a conversa fluiu como a água escorrendo pelas vidraças. Descobriram que ambos tinham o hábito de caminhar pela cidade nos dias chuvosos, colecionando detalhes invisíveis sob o sol: grafites escondidos em becos, o brilho das pedras portuguesas molhadas, o silêncio incomum da Praça XV.

— Acho que te vi uma vez desenhando no VLT — confessou Clara.

— Era eu! — ele riu, surpreso. — Você passou correndo com um casaco amarelo. Até tentei te chamar, mas o bonde fechou a porta.

O tempo lá fora parecia ter parado, assim como o relógio dentro do café. Quando perceberam, já era tarde, e a chuva diminuíra para um mormaço. Mateus acompanhou Clara até o ponto de ônibus, sob o guarda-chuva agora compartilhado sem cerimônia.

— A gente podia... fazer isso de novo — ele sugeriu, as pontas dos dedos roçando os dela ao devolver o caderno.

— Ficar encharcado e perder o ônibus? — ela brincou, mas seus olhos não disfarçavam a esperança.

— Não. Descobrir o Rio devagar, como se fosse a primeira vez.

Quando o ônibus chegou, Clara subiu os degraus sem saber se o calor no rosto vinha do café ou do aperto de mão prolongado que deixaram para trás. Na janela, viu Mateus acenando, até que a neblina e o trânsito o levaram para fora de sua vista.

Naquela noite, enquanto a cidade secava sob um céu estrelado, Clara abriu o caderno. Na última página, um desenho novo: ela, de guarda-chuva vermelho, sorrindo sob a chuva do Rio. E no canto, um número de telefone e uma frase: "Amanhã promete sol. Mas podemos torcer por outra tempestade."

Inserida por MatheusHoracio

No raiar do dia,
No adormecer da noite.
Ao ver o brilho das estrelas,
Ao notar que as nuvens formam desenhos no céu...

Inserida por lunardelli