Nunca me Levou a Serio
ACREDITO NO AMOR
Quero acreditar no amor que nunca morre;
No amor que nunca acaba;
No amor que a saudade
seja a testemunha de sua existência,
ainda que a distância os amantes separa.
Teimo acreditar no amor verdadeiro;
Ainda que tenha sido ligeiro;
Que exista a entrega dos amantes
sem reservas, um ao outro por inteiro.
No amor que duas pessoas una;
Mesmo não sendo amor à primeira vista;
Que faça as histórias de duas vidas
confundirem-se como se fosse uma.
Vivo por acreditar no amor,
que a convivência seja mútua, duradoura;
Que leve a pensar-se sempre em duas pessoas,
mesmo estando presente só uma.
Que sempre se acredite que sozinho,
um, tenha valor neutro;
Que mesmo tendo valor do ouro,
ainda que equivocados da realidade,
se pense: nada vale um sem o outro.
Insisto acreditar no amor
que o tempo não tenha influência;
Ainda que os sentimentos mudem
no contar dos dias vividos;
Que este amor se intensifique;
Que seja cuidadosamente polido;
A fim, de que conscientemente
não reclamem os amantes,
que por estarem tantos dias em companhia
não se contem os dias, como um tempo perdido.
Talvez eu nunca mais consiga sentir
E sentir é tão profundo
Mais afundo que existir
Talvez eu jamais entenda o porquê deste amor
Que é um tanto devastador
E tira horas de mim
Talvez tenha amado sozinha
E essa picuinha de te querer pra mim
Talvez você apenas responda por dó ou por onda
Apresento-me como a mais desencanada
Mais que nada
Sou até abobada por gostar de você
Que loucura e insanidade pura amar quem não te quer
Mesmo sendo uma linda mulher
Mesmo ele me tendo por completo
Mesmo tendo dado tão certo
E quando nos temos é tão magico
Se não fosse trágico
Saber que jamais terei você.
Nunca deixe de seguir sua intuição, pois pode ser o vento que faltava para conduzir seu barco, sua vida.
O topo da pirâmide sempre olhará pra cima e nunca pra baixo.
Então busque está no topo de algo,por esforço e trabalho.Por que ninguém vive para procurar o que elas acham que é menor.
SORTE (soneto)
Na minha má sorte, a boa é pendente
Eu nunca inferi por que. Não entendia
Nos prados do fado estava ausente
Indaguei a vida por que era. Não sabia
Na quimera do meu dia, fui inocente
De uma tal timidez íntima e correntia
Que o passar do tempo foi em frente
E as venturas pouco tiveram cortesia
E assim, o sonho se fez bem distante
O vario momento me foi um instante
E por eles pouco soube dessuar valor
Sinto, sem, no entanto, ser dissonante
Que se fiquei ou se eu passei avante
O importante é que fui e serei amor...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Janeiro de 2017
Cerrado goiano
Cuidado com quem te promete fechar o corpo para nunca mais ter problemas espirituais. Seria o mesmo que alguém te prometer um super banho que garantiria que nunca mais você iria sujar seu corpo físico. Corpo e espírito precisam de manutenção todos os dias.
Trabalho em um emprego que me paga um valor que nunca vai me levar a prosperidade. Mesmo assim, continuo lá, sem me capacitar para um emprego melhor, sem me esforçar para uma condição de vida mais auspiciosa, sem ousar, sem agir. Só espero Deus mandar a prosperidade como vi lá naquele grupo em que publicaram fotos de dinheiro apreendido pela polícia me pedindo para confiar nas forças cósmicas e na lei da atração, porque assim o dinheiro vai chegar.
E vou lhe dizer, dona, ver homens serem açoitados não é uma visão agradável. Tive a sorte de nunca experimentar esse sofrimento, mas imagino que seja terrível. Ver acontecer a outra pessoa, enquanto espera sua própria ver, deve ser pior ainda.
A viajante do tempo, Outlander
Isso nunca para? O desejo de ter você? Mesmo quando acabo de sair de você, eu a desejo tanto que sinto um aperto no peito e meus dedos doem querendo toca-la outra vez.
A viajante do tempo, Outlander
Que não percebe a profundidade de um olhar, nunca perceberá o valor das palavras.
Basta um olhar para dizer tanta coisa em silêncio..
Às vezes, muitas palavras nada têm de essência... Um olhar... Tem tanto para dizer....
“`GILDO PÉ FOFO` - grande personalidade ! Era o bêbado oficial da cidade. Nunca ganhou uma moção de aplauso ou o título de cidadão, embora seja mais lembrado do que qualquer figurão. Chegou na paróquia como gente estranha durante a Copa da Espanha. No banco da praça ou da rodoviária dormia (quando chovia) e a ninguém comovia. Andava sem rumo pelas ruas, falava sozinho, coletava latinha e trocava por caninha. Não fazia mal a uma galinha. Passava dias sem almoço, seu peso era da pele e do osso. Cumprimentava a todos de forma sorridente, embora a maioria do povo o tratasse como se não fosse gente. No natal foi sempre procurado, ganhava roupa e panetone e ainda era fotografado. Nunca antes na história da cidade houve um velório de verdade. Já enterraram prefeito, vereador, secretário e até vigário, mas no velório do GILDO a cidade ficou morta. A prefeitura fechou a porta. Todos queriam rever aquele que viam todos os dias, como se fosse algo divino, inesperado e repentino. Estava de terno doado, banho tomado, perfumado ... todo arrumado. Lá se foi uma parte da história, da cidade e da sua memória. “
