Nunca Magoe uma Mulher
O problema da cobra é que ela tem uma visão ruim, por isso vive mostrando a língua...
Deus dá-me força e fortalece a minha fé para a cumprir a sua vontade Paí.
Perazza .'.
Uma Corrida, Duas Histórias e um Novo Começo
Em mais uma de suas corridas, o motorista peregrino recebeu uma mulher negra acompanhada de dois filhos pequenos, também negros. Desde os primeiros instantes, percebeu que não eram apenas passageiros, mas uma família unida pelo carinho, pelo cuidado e pela cumplicidade. Os três cumprimentaram o motorista separadamente, com um educado “bom dia”, gesto simples que chamou sua atenção. Para o Peregrino, são justamente essas pequenas atitudes que revelam muito sobre as pessoas e podem transformar uma corrida comum em um encontro especial.
O primeiro destino seria a escola das crianças e, depois, o Laboratório Mariconde. Durante o trajeto, o motorista percebeu o sotaque diferente e perguntou de onde Yasmin era. Ela explicou que havia nascido em Nampula, no norte de Moçambique, e que vivia no Brasil desde 2018. Contou que seu marido, Mussa, havia conseguido um visto pela CPLP — Comunidade dos Países de Língua Portuguesa — e que, depois de alguns anos, retornara a Moçambique para buscá-la. Antes disso, o casal formalizara o casamento para facilitar sua vinda ao Brasil.
Curioso sobre a terra natal de Yasmin, o motorista quis saber como estava Moçambique depois de tantos anos de independência. A conversa passou pela FRELIMO, que liderou a independência do país em 1975 e permanece no poder desde então, e pelos problemas enfrentados pela população, como pobreza, desigualdade, corrupção e violência. Yasmin explicou que essas dificuldades fazem muitos moçambicanos procurarem oportunidades fora do país, enquanto sua própria família havia encontrado no Brasil uma maneira legal e segura de recomeçar.
Na conversa, surgiu também a história das crianças. Felipe, de seis anos, e Bruna, de quatro, eram brasileiros e são-carlenses. Naquele momento, o motorista percebeu que aquela família já não estava apenas vivendo em um novo país: estava construindo uma nova vida em São Carlos, com escola para os filhos, trabalho, casa e novos sonhos.
Na primeira parada, Yasmin deixou as crianças na escola. Depois, seguiu com o motorista até o laboratório, onde trabalhava como atendente. Ao perceber que ela estava feliz com o emprego, principalmente por ser próximo da escola dos filhos e de sua casa, o Peregrino entendeu que aquela mulher havia encontrado mais do que um lugar para morar. Havia encontrado uma oportunidade para trabalhar, criar os filhos e construir seu próprio caminho.
Ao chegarem ao destino, o motorista fez uma última pergunta: de zero a dez, que nota Yasmin daria ao Brasil? A resposta veio acompanhada de um sorriso: “Se pudesse dar vinte, daria”. Para ela, o Brasil havia proporcionado oportunidades que não encontrara em seu país de origem. O motorista respondeu que compartilhava do mesmo sentimento e que também não trocaria o Brasil por nada deste mundo.
Naquele momento, porém, o motorista revelou uma lembrança que guardava consigo e, quase em um sussurro, disse: “Foi Moçambique que me deu o meu primeiro grande amor.” A frase carregava uma história que Yasmin ainda não conhecia e que, de repente, aproximava ainda mais aquelas duas vidas, aparentemente tão diferentes.
Quando a corrida terminou, o Peregrino percebeu que havia levado uma família de um ponto a outro, mas recebido em troca uma história de coragem, recomeço e esperança. Para ele, a vida é assim: feita de caminhos que se cruzam, encontros que ensinam e pessoas que, muitas vezes, deixam uma marca sem sequer perceber.
Yasmin atravessara um oceano em busca de novas possibilidades. Trouxera consigo sua história, sua cultura, seus sonhos e, principalmente, a esperança de oferecer aos filhos um futuro melhor. E foi justamente isso que o Peregrino enxergou naquele encontro: não importa de onde uma pessoa vem; quando existe coragem para seguir em frente, sempre pode surgir um novo caminho.
Talvez essa seja uma das maiores lições que os caminhos ensinam: algumas viagens terminam quando o passageiro chega ao destino, mas outras continuam dentro de quem teve a oportunidade de ouvir uma história. Aquela corrida havia terminado, mas o encontro entre o Peregrino e Yasmin certamente continuaria caminhando na memória dos dois.
Até a próxima corrida. Até o próximo encontro. Até o próximo caminho.
Peregrino Nino Carneiro
Que a igreja seja você,
ainda que tenha uma religião,
quem te leva a DEUS,
é apenas Cristo o Rei da Salvação!
Quando alguém coloca uma jóia em uma caixa, ela vira um porta jóia, Quando coloca uma casca de banana, ela vira uma lixeira. Assim, é uma pessoa.
Nasci em uma época em que o feminismo ampliava a liberdade e transformava os costumes, inclusive na forma de se relacionar. Na adolescência, conheci o “ficar” e passei a enxergá-lo como uma etapa natural da conquista, acreditando que fazia parte da experiência de qualquer indivíduo.
Somente na vida adulta compreendi que aquilo que eu considerava normal era apenas uma construção social do meu tempo. Existem pessoas que valorizam relações mais livres e outras que preservam princípios conservadores.
Talvez amadurecer seja justamente compreender que o que aprendemos como normal para nós não necessariamente é normal para todos — e que diferentes escolhas podem coexistir, desde que haja respeito pelos limites e valores de cada indivíduo.
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Foi expulso do templo,
tentaram mata-lo em todo tempo...
Analisando as escrituras,
uma verdade vem a memória,
O FILHO DE DEUS,
foi o maior desigrejado da história!
Um milho pode ser apenas uma boa e rápida refeição. Mas, com sabedoria e suor, também pode se transformar num milharal.
Se o povo soubesse o poder que tem nas mãos, acabaria com essa zona na política de uma vez por todas! O problema é que muitos ainda preferem votar por migalhas, vendendo o futuro por um favor momentâneo. Enquanto o povo aceitar ser comprado, esses políticos vão continuar tratando a nossa cidade como se fosse o quintal da casa deles. Acorda, povo! O político tem que ter medo do povo, e não o contrário. Chega de clientelismo e de promessas vazias!
Eu jamais imaginei que o silêncio de uma casa pudesse ser tão ensurdecedor. Hoje, os corredores parecem mais estreitos e cada centímetro deste vazio insiste em sussurrar a sua ausência. Às vezes, me pego perdido em um olhar fixo no nada, tentando decifrar como o tempo conseguia voar quando eu tinha o seu sorriso por perto e por que, agora, ele parece ter esquecido de avançar.
Sigo a rotina como um náufrago. Vou ao trabalho, encontro os amigos e até ensaio alguns risos, mas a verdade é que estou operando em modo automático. Por trás de cada gesto meu, minha mente viaja para longe — reside em algum lugar entre as canções que cantávamos juntos e a vida que ainda temos para construir.
Faço do meu pensamento uma prece diária para que o tempo acelere. Fecho os olhos e, num suspiro, tento me transportar para onde você está, sob um céu infinito, onde os campos sejam verdes e a distância se torne uma palavra sem significado. Não importa quantos oceanos eu precise cruzar ou quantas milhas tentem nos separar; o meu coração já traçou o caminho de volta para o seu.
Minha maior urgência é o momento de te envolver em meus braços novamente, sentir seu perfume e dizer, com toda a calma do mundo, que você nunca deixou de ser o centro de tudo o que eu sou. O amor que sinto por você é a única luz capaz de preencher esse vazio e transformar minha espera em esperança.
Espere por mim, com a mesma intensidade com que eu guardo você aqui dentro.
Com todo o meu amor e uma saudade que não cabe no peito.
Tua ausência tornou-se o compasso vazio dos meus dias. Há uma melancolia profunda em redescobrir o mundo sem o brilho do teu olhar para iluminar os pequenos detalhes que só nós sabíamos decifrar. Dizem que o tempo cura todas as feridas, mas, para mim, ele tem sido apenas um relógio parado — um eterno inverno que se instalou desde que nossos caminhos se desencontraram.
Sinto uma saudade latente da simplicidade de sermos, apenas, um só coração. Daquela época em que a nossa maior promessa era o próximo encontro e o meu tesouro mais sagrado era o som da tua risada, que ecoava como música em minha alma. Perdi-me em labirintos de palavras não ditas e em gestos que o orgulho ou o medo adiaram. Hoje, com a clareza que só a saudade traz, percebo que, no afã de viver a vida, esqueci que o meu mundo só possui sentido pleno quando está ancorado no teu porto seguro.
Não te peço que apagues as cicatrizes ou esqueças as dores, pois elas também narram a nossa história. Peço apenas que permitas que a ternura prevaleça. Lembra-te do toque que desarmava qualquer tempestade e daquela conexão que parecia ter sido escrita nas estrelas, muito antes de os nossos corações aprenderem a bater.
Se ainda restar, nas profundezas da tua alma, um pequeno refúgio guardado para o que fomos, deixa-me provar que podemos ser ainda mais. Não desejo voltar para o mesmo lugar de antes, mas sim construir um novo destino, como alguém que finalmente compreendeu o valor inestimável do que possuía e que hoje está pronto para lapidar esse sentimento como o mais raro e precioso dos cristais.
O meu coração, teimoso e eternamente fiel, ainda pulsa no ritmo do teu nome. Estarei aqui, no nosso cais particular, observando o horizonte e esperando para ver se o vento, em um sopro de misericórdia, decide trazer-te finalmente de volta para casa.
Olho para o copo de vinho à minha frente e vejo o reflexo de uma saudade que teima em não passar. Dizem que o tempo cura tudo, que as memórias desaparecem, mas comigo aconteceu o contrário. Quanto mais os dias passam, mais nítido é o teu sorriso na minha memória e mais pesada é a tua ausência no meu peito.
Fiz tudo o que estava ao meu alcance para seguir em frente, para encontrar um novo norte, mas a verdade é que ainda preciso de ti. Preciso da tua voz, que ainda acalma o meu coração, e da tua presença que, por si só, fazia o mundo parecer um lugar mais certo. Sem ti, sinto o meu coração partir-se em mil pedaços, num processo lento que só para quando me perco em pensamentos sobre nós.
Tu tinhas o dom de me fazer sentir invencível, como se o mundo estivesse na palma da minha mão. Hoje, sinto-me pequeno, a tentar encontrar conforto onde ele não existe, apenas para conseguir esquecer, por uns instantes, que já não estás aqui.
Onde quer que estejas, sabe que o meu amor por ti permanece intacto, guardado naquele canto da alma que ninguém consegue tocar. Sinto a tua falta em cada brinde e em cada suspiro.
Dizem que o amor deveria ser simples, mas o nosso sempre foi uma tempestade linda e complicada. Olhando para trás, não me arrependo de um segundo sequer, mas hoje entendo que amar também é saber quando soltar a mão para não machucar o outro.
Estamos vivendo um capítulo que não tem como continuar agora. O risco é alto demais e o peso das nossas escolhas começou a sufocar a alegria que sentíamos. Por mais que eu quisesse gritar para o mundo o que sinto, o silêncio e o afastamento tornaram-se necessários para preservarmos quem amamos e a nós mesmos.
Sigo um caminho diferente a partir de hoje, levando comigo cada conversa, cada olhar e a certeza de que você foi uma das partes mais bonitas da minha história. Que a vida seja gentil com você e que, um dia, nossos corações possam se encontrar novamente em águas mais calmas.
Adeus, com amor.
Sabe, às vezes a correria do dia a dia faz o coração gritar o seu nome. Hoje, eu senti uma vontade imensa de que você soubesse, com todas as letras, o quanto você é essencial na minha vida.
Olhando para trás, vejo que você foi muito mais do que alguém que passou pelo meu caminho; você foi um divisor de águas. A vida me ensinou, muitas vezes do jeito mais difícil, a valorizar quem fica quando tudo parece desmoronar. E você ficou. Você apareceu justamente quando eu mais precisava de um porto seguro, de um abraço que fizesse o mundo lá fora parecer menos barulhento.
Peço desculpas pelas vezes em que não soube usar as palavras certas, pelas discussões ou por qualquer momento em que a minha "guerra interna" acabou transbordando. Saiba que, acima de qualquer desentendimento, o que prevalece é o meu amor e a minha gratidão por você existir e por ter cuidado de mim com tanta paciência.
Você se tornou parte da minha identidade. Dizem que o "sempre" é muito tempo, mas, honestamente, quando penso no futuro, é impossível não te enxergar nele. Pretendo te amar e te honrar cada dia mais, respeitando a nossa história e tudo o que ainda temos para construir.
Olho para ti hoje e vejo uma história que nenhum livro seria capaz de narrar com a devida justiça. Passamos pelo vale mais sombrio que o destino poderia ter colocado em nosso caminho, e é sobre essa jornada que preciso falar.
Lembro-me de cada detalhe daquele dia em que o mundo pareceu parar. O diagnóstico, as palavras técnicas, o medo que gelou a alma. Vi o teu brilho vacilar, vi o cansaço roubar-te o sorriso e a dor tentar convencer-te de que eras um fardo. Mas quero que saibas, agora e para sempre, que tu nunca foste um peso. Tu foste, e és, a minha âncora e o meu propósito.
Houve momentos em que o desespero sussurrou no teu ouvido para que me deixasses ir, alegando que eu merecia alguém 'inteira'. Mal sabias tu que, mesmo em pedaços, tu eras a única pessoa que me completava. Lutar ao teu lado, carregar-te quando as tuas pernas falhavam e transformar cada pequena vitória numa celebração foi a maior honra da minha vida. Aprendi que amar não é apenas desfrutar dos dias de sol, mas segurar a lanterna com firmeza quando a escuridão parece eterna.
Hoje, quando vejo a tua superação, a força que renasceu e a vida que insiste em florescer novamente, sinto um orgulho que não cabe no peito. As cicatrizes que a luta deixou não são marcas de derrota, mas sim as tuas medalhas de honra. Elas contam a história de uma mulher inquebrável e de um amor que se provou no fogo.
Vencemos. Não apenas a doença, mas o medo e a incerteza. Saímos deste abismo mais fortes, mais unidos e com a certeza de que nada neste mundo pode apagar o que construímos. Obrigado por me deixares lutar por ti, e obrigado por lutares por nós.
Com todo o meu amor, para além do tempo e de qualquer dor.
Me perdoa por te procurar mais uma vez, mas tem hora que o silêncio vira um fardo pesado demais para eu carregar sozinho. Senti que precisava deixar o meu coração falar, nem que seja a última vez na minha vida. Com o tempo, a pancada da vida me ensinou que amar de verdade não é prender, nem lutar contra um amor que o destino resolveu redesenhar. Amar, de verdade, é ter a grandeza de deixar o outro ser feliz, mesmo que essa felicidade seja longe de mim.
O amor de verdade é silencioso, ele aguenta o tranco. Ele não morre com a distância e nem se apaga com os anos que passam. Ele muda de forma; vira memória, vira o único lugar onde eu consigo descansar quando os meus dias estão cinzentos e vazios. Ninguém esquece um grande amor. A gente só aprende a conviver com o buraco que ele deixa, como se a gente aprendesse a respirar com menos ar.
De vez em quando, o passado vem e me dá um soco no peito: eu lembro da sua voz e daquela única foto que a gente tirou... você sabe muito bem onde foi. Você estava com um sorriso tão lindo, e os seus olhos brilhavam mais que as estrelas daquela noite maravilhosa. Aquela foto se perdeu porque, naquele tempo, a resolução do celular era ruim, mas a nitidez do que eu senti quando olhei para você continua intacta aqui dentro.
Sabe, ainda existe aquela música... a nossa música. Toda vez que os primeiros acordes tocam no rádio, o mundo ao meu redor fica mudo e, por alguns segundos, eu só consigo enxergar nós dois. A letra parece que foi escrita lendo a minha alma: "O tempo passou, só que nada mudou / O mesmo vazio de antes / Sua voz eu ouvi, nosso mundo eu senti / E a mente vem recordar..."
E, meu Deus, como a mente recorda... Eu me pego pensando naquela sexta-feira maravilhosa em que a gente se encontrou no Parque 13 de Maio. Aquele dia foi simplesmente mágico. A gente rindo de bobeira, andando de mãos dadas no centro de Recife feito dois adolescentes que não ligavam para mais nada no mundo. Foi ali, olhando no meu olho, que você mesma me disse que nunca tinha acontecido algo assim na sua vida, que nunca tinha sentido aquilo por ninguém. Aquelas suas palavras grudaram na minha mente para sempre. Como é que eu esqueceria o dia em que o mundo foi perfeito do seu lado?
Eu passei anos te evitando, morrendo de medo de mexer em cicatrizes que nunca fecharam. Escolhi sumir porque achava que o silêncio ia me curar, mas a verdade é que ele me corroeu por dentro, me matou aos poucos. Desde a última vez que a gente se falou, eu te disse e vou repetir até o meu último suspiro: você sempre vai ser o grande amor da minha vida.
Se um dia me perguntarem qual é o maior arrependimento da minha vida, a minha mente vai voar direto para aquela viagem a Petrolina. Eu nunca deveria ter ido. Aquele foi o começo de uma despedida que eu nunca quis aceitar. O tempo é um rio que não corre para trás, mas eu saio deste silêncio com uma certeza que ninguém pode me tirar: você nunca, em toda a sua vida, vai poder dizer que eu não te amei. Se eu não te amasse, eu não teria passado por cima de tudo e ligado para a casa da sua patroa. Mas já era tarde, né? Você não quis mais saber de mim.
Eu fui muito moleque, fui orgulhoso demais e falei um monte de besteira que hoje me causam nojo de mim mesmo. Me perdoa pelas palavras duras, me desculpa pelo meu orgulho idiota que estragou tudo. Você não faz ideia de como eu me senti naquele tempo, do tamanho do meu desespero. Até hoje eu me culpo. Você não sabe como meu coração ficou destruído, ficou em pedaços no chão.
Eu tentei te procurar pelo Facebook um milhão de vezes. Eu digitava o seu nome toda semana e nada, até que um dia eu conheci uma mulher que morava na sua rua — nem lembro o nome dela. Foi fuçando o perfil dela que, de repente, eu achei você. Naquele segundo, as minhas pernas tremeram e os meus olhos quase escureceram quando eu vi a sua foto ali. O resto você já sabe... o medo e a vergonha do que eu fiz falaram mais alto.
Eu tentei o impossível para te esquecer. Lutei contra cada lembrança, mas a única forma de apagar você de mim seria perdendo a memória ou arrancando a minha própria alma fora. Como isso não dá para fazer, eu aceito que você foi o meu sonho mais mágico — daqueles que só acontecem uma vez na vida e nunca mais se repetem, deixando um perfume de primavera eterna no meu peito. Eu só tenho a te agradecer por ter me dado a chance de conhecer o amor puro, obrigado por ter existido na minha vida, mesmo que por pouco tempo.
Você é igual a uma pedra preciosa: difícil demais de encontrar, mas impossível de não amar para sempre.
Eu vou seguir o meu caminho agora, levando comigo tudo o que a gente viveu de bom e tentando deixar para trás essa dor que me rasga. Eu desejo, do fundo da minha alma, que você seja a mulher mais feliz desse mundo. Adeus, meu eterno grande amor. Eu só queria de verdade que você me entendesse e não me julgasse mal... mas, se você me julgar, eu também te entendo.
Garanto que esta será a última vez que você receberá uma mensagem minha, assim como garanto que nunca mais ouvirá um 'eu te amo' sair da minha boca. Será que você vai lembrar daquele dia em que me ligou desesperada, dizendo que seu mundo tinha desabado? Lembra quando você acordou de madrugada, sentindo aquela angústia, e não tinha ninguém do seu lado além de mim? Lembra quando o mundo virou as costas para você e eu estendi a mão? Será que você lembra do primeiro 'eu te amo' olhando nos seus olhos? Acho que não. Você não lembra; talvez tenha feito questão de esquecer. Mas tudo bem. Se isso é ser trouxa, lhe garanto que eu não serei mais."
Tomei uma decisão dolorosa, mas necessária: decidi seguir em frente. Não vou mentir dizendo que é fácil, porque não é, mas tornou-se inevitável. Cansei de esperar por algo que nunca vai acontecer e meu coração cansou de apanhar da realidade.
A verdade é que eu ainda te amo muito, mas percebi que não faz sentido insistir em algo que só eu luto para manter. Mesmo querendo muito que fosse diferente, entendi que o 'nós' não existe mais. Venho aqui te dizer o meu último 'eu te amo'. Eu não queria que terminasse assim, mas infelizmente aceitei que não era para ser.
Sabe, não é apenas uma vontade passageira de te ver. É um desejo profundo de te encontrar no olhar e sentir aquele instante raro em que o mundo lá fora finalmente silencia. É como se, na sua presença, todos os ruídos e a correria do dia a dia deixassem de ter importância, e apenas o "nós" fizesse sentido.
Eu sinto falta da sua calma. Do seu jeito de estar no mundo, que tem o poder quase mágico de organizar a confusão que, às vezes, se instala aqui dentro de mim. O que eu sinto por você é um porto seguro; é a vontade de te abraçar como quem segura o mundo inteiro no peito, sem pressa e sem medo, fazendo o tempo parar só para a gente.
Não espero grandes planos ou promessas mirabolantes. O que eu mais quero é o simples: estar contigo. Partilhar aquele silêncio bom que só quem se quer de verdade consegue entender.
No fim das contas, percebi que não é só uma vontade. É você. É você que eu quero aqui, comigo, exatamente do jeito que você é.
Eu passei muito tempo tentando encontrar uma explicação para o que a gente viveu — ou para o que eu achei que estávamos vivendo. Demorou, mas hoje eu aceito a realidade mais difícil de todas: eu te amei por nós dois. E, por mais que esse amor tenha sido a coisa mais natural do mundo para mim, ele se tornou pesado demais para carregar sozinho.
Não escrevo isso para te culpar. Ninguém é obrigado a sentir o que não sente. Escrevo para me libertar. Preciso parar de esperar por uma reciprocidade que não vem e de sonhar por dois. Vou guardar o que foi bom em um lugar onde não doa mais, mas hoje eu escolho seguir o meu caminho, entendendo que o amor, para ser completo, precisa de dois corações batendo no mesmo ritmo.
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