Nunca Magoe uma Mulher
UMA DAS MAIORES LIÇÕES QUE RECEBEMOS
Uma das maiores lições que recebemos é quando sentimos falta de alguém, não pelo que essa pessoa nos deu, mas pelo que ela foi para nós.
Observar as pessoas que estão mais preocupadas em nos ensinar algo é mais importante do que todos os luxos da vida.
Presentes vão embora com o tempo, juntando poeira e ferrugem; os bens materiais são efêmeros.
Os ensinamentos nunca morrem na memória, nem se desfazem com a velhice.
Admire quem te dá valor.
Valorize quem te respeita.
Respeite quem te ama e te ensina.
Essa lição nos mostra que o nosso verdadeiro tesouro são as pessoas que sempre lutaram para permanecer ao nosso lado.
Ronan Hélio de Souza
"O guerreiro que vive nas sombras"
Consigo, carrega duas espadas: uma de ferro e outra de prata.
A de ferro para caçar as feras que espreitam na escuridão; a de prata para enfrentar os homens que carregam monstros no coração.
Mas existe uma terceira espada, mais valiosa do que as outras duas.
Ela não é feita para ferir, mas para curar.
Forjada em ouro, é composta por palavras que levam esperança ao coração dos oprimidos e força aos que já não conseguem lutar.
Pois um verdadeiro guerreiro não é aquele que apenas vence batalhas, mas aquele que também ilumina caminhos na escuridão
Nem toda dor precisa impedir a nossa felicidade.
Até mesmo uma profunda dor pode ser quebrada quando encontramos um verdadeiro amor.
Até mesmo o amor precisa das dores.
E as dores, para se curarem, necessitam de amor.
Quando olhamos para as marcas da vida, pensamos em nossa história.
E percebemos que as maiores lições que carregamos não estão nos livros escritos nem nas frases prontas.
Porque a nossa felicidade é vivenciada um dia após o outro.
E, então, percebemos que as dores também valem a pena, para que o amor possa ser, a cada dia, mais conquistado.
Quem possui uma grandeza genuína não precisa lembrar os outros da sua importância, pois o peso de suas ações já fala por si mesmo.
Uma semana se encerra, e outra inicia. E a minha frase que resume essa semana é:
“Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam” (Is. 40, 31)
Quando a Dor Pede Passagem
Uma história foi contada, e a pergunta veio ligeira,
como se já estivesse pronta para atacar.
Da boca de alguém que carregava a igreja no peito
e falava de Deus de boca cheia.
Perguntou-me, sem receio:
— E por que não com você?
— E... por que não comigo?
Foi tão inesperado que fiquei sem palavras.
Porque a resposta era simples e óbvia:
Nada daquilo deveria acontecer com ninguém.
Nem todas as minhas dores são minhas,
mas são pesadas demais para serem ignoradas.
Antes, eu achava que apenas fingia sentir a dor do outro,
como se fosse algo encenado dentro de mim,
algo que, aos poucos, mesmo no silêncio, ganhava forma.
Hoje, sei que não.
Não preciso encenar, porque essas dores realmente se tornam minhas.
Mesmo sem entender como, elas me alcançam.
Ultrapassam a realidade, ultrapassam a física...
e eu as sinto.
E, depois disso, torna-se impossível não fazer nada.
Impossível fingir ausência.
Porque a dor permanece aqui dentro, crescendo,
grande e intensa demais para que eu me faça invisível.
Então, eu vou.
Sem pensar muito, eu me entrego.
Coloco-me no lugar do outro.
Vou para a frente, para defender,
para que a justiça seja feita.
Existem situações que ninguém deveria viver.
E algumas pessoas passam pela vida apenas olhando.
Eu não consigo.
Quando a dor me encontra,
ela me pede passagem.
E, de alguma forma,
acaba me levando junto.
Edineurai SaMarSi
“Ninguém atravessa a vida de alguém sem deixar marcas. Todo encontro é uma troca silenciosa: deixamos no outro algo do que somos, levamos conosco algo do que ele é e seguimos, inevitavelmente, transformados."
O capital em escala cósmica deixa de ser uma ferramenta de troca e passa a ser a força gravitacional que atrai o destino.
“Trabalhar com o que se gosta é uma missão difícil, mas não impossível. Gostar do que se faz, porém, é uma dádiva, uma bênção. Quem faz o que gosta é criança; o adulto faz o que precisa ser feito, não escolhe. A sobrevivência impõe a obrigação de fazer o que precisa ser feito, não há escolhas.”
(Furtado, Brunno)
03/08/2025)
“A punição para quem tira a vida de uma mãe deveria ser muito mais rigorosa. Não existe dor mais angustiante do que a de uma criança que perde sua mãe. Essa é uma ferida que nunca cicatriza; só de ver, é possível sentir parte desse sofrimento.”
O pré-concebido é o preconceito explicado. Nada mais é do que conceber uma ideia sem ter o real conhecimento dos fatos. Todos nós temos isso, mas, quando nos permitimos conhecer, esse preconcebido passa a ser apenas algo que ficou na concepção da primeira impressão, que não necessariamente corresponde à realidade dos fatos. É o que chamamos na filosofia de falso senso ou senso comum. Permitir-se conhecer a realidade é preocupar-se com a preservação da verdade.
“A advocacia é uma profissão nobre, essencial à defesa da justiça e dos direitos, constituindo um verdadeiro pilar de uma sociedade livre.”
A bordo de um táxi, não tive inveja de um motorista; tive uma aula.
Durante uma corrida, a esposa do motorista ligou e perguntou se ele já estava próximo de casa. Ele respondeu tranquilamente que faltavam, em média, 25 minutos para chegar e que concluiria aquela última corrida antes de ir para casa.
Aquele senhor aparentava ter uns 50 e poucos anos. Eu, por outro lado, estava passando por uma dificuldade em um relacionamento que tinha apenas quatro meses. Ainda estava conhecendo uma pessoa e, devido a alguns acontecimentos, o pedido de namoro ainda estava sob análise. Os conflitos me causavam medo de prosseguir antes que tudo estivesse bem.
No início, talvez ainda fosse muito cedo para tomar uma decisão sobre um namoro. Estávamos nos conhecendo. Depois, ela ficou desempregada, surgiram contas para pagar e problemas para resolver. Não havia um ambiente favorável para pensar em um relacionamento naquele momento. Então, concentrei-me em ajudar de todas as formas que estavam ao meu alcance, desde o apoio emocional até as questões financeiras. Ajudando, orientado, comprando material necessário superfaturado para estudar e passar nas provas de entrevistas e requisitos de contratação, até arranjar um novo emprego.
Logo depois, vieram alguns desentendimentos e diferenças na maneira como cada um enxergava o mundo. E ali percebi que um relacionamento saudável exige renúncias de ambas as partes, disposição para compreender, ajustar e, muitas vezes, abrir mão de algumas vontades em favor da vida a dois.
Pouco tempo depois, ela adoeceu. Eu a acompanhei e ajudei no que estava ao meu alcance, sem medir esforços. Tentava, tentava novamente, mas, ainda assim, parecia insuficiente. Em alguns momentos, eu chegava ao meu esforço máximo, ultrapassava os meus próprios limites e, mesmo assim, sentia que não era o bastante.
Aquilo me deixou bastante pensativo.
Talvez eu não seja a pessoa certa para a pessoa que está comigo. Talvez essa pessoa também não seja aquela que está alinhada com o que tenho projetado para a minha vida.
Durante aquela corrida, observei algo no taxista: ele parecia ser um homem de fé. Enquanto dirigia, ouvia louvores e meditações bíblicas. E aquilo me fez refletir sobre o que significa, de fato, ser um homem de fé.
Para mim, um homem de fé é aquele que sabe renunciar aos seus desejos carnais e às suas próprias vontades para viver em harmonia. É aquele que, mesmo diante das dificuldades, procura acertar, corrigir o que está desalinhado e fazer a sua parte para que as coisas funcionem.
Naquele dia, eu entrei em um táxi pensando que estava apenas indo de um lugar para outro. Mas saí daquela corrida levando uma reflexão que talvez eu precisasse ouvir naquele momento.
Não tive inveja daquele motorista.
Tive uma aula.
Eu sempre acreditei que o amor era uma espécie de salvação, que, ao encontrá-lo, tudo faria sentido e as peças do quebra-cabeça da vida se encaixariam. Acreditei nisso com a pureza de quem ainda não havia sentido as dores que o amor também pode trazer. Minha avó, com sua sabedoria de anos, me dizia que ninguém é feliz depois de ter amado uma vez. Eu discordava, achava que o amor era algo eterno e puro, que jamais poderia ser fonte de infelicidade.
Mas hoje, com o coração mais marcado pelas experiências, começo a entender o que ela queria dizer. O amor, por mais bonito que seja, também é transformador — e nem sempre para o lado que esperamos. Ele nos faz crescer, sim, mas às vezes esse crescimento vem com dor, com perdas, com despedidas. E, depois de amar, nunca mais somos os mesmos. Não é que a felicidade se torne impossível, mas ela muda de forma. Ela deixa de ser aquela felicidade leve e despreocupada para se tornar algo mais maduro, talvez mais pesado, mas também mais profundo.
O amor me ensinou que sentir intensamente é também se expor à vulnerabilidade, às fraturas que podem nos fazer duvidar de quem somos e do que acreditamos. E, mesmo assim, eu continuo acreditando no amor. Não de forma ingênua como antes, mas com uma aceitação de que ele faz parte de quem somos, tanto nas alegrias quanto nas dores.
Minha avó tinha razão em parte — talvez depois de amar, nunca mais voltemos a ser os mesmos. Mas o que ela não disse, e que eu só descobri vivendo, é que essa transformação não precisa ser o fim da felicidade. Ela pode ser o começo de uma nova compreensão sobre o que é viver, sobre o que é sentir, e sobre o que significa amar com todas as suas cores — as claras e as sombrias.
Autora: Nayra Sousa
Minha querida tia,
Hoje senti uma vontade enorme de falar com você. Não sei exatamente por quê… talvez porque a saudade apertou um pouco mais, talvez porque existem sentimentos que a gente guarda por tanto tempo que, em algum momento, eles precisam encontrar um caminho para sair.
Então resolvi escrever.
Sou eu, a Dede… aquela garotinha que você conheceu.
Aquela menina cresceu, tia. Criou asas e voou para longe. A vida me levou por caminhos que eu nunca imaginei, para longe de casa, da família, das pessoas que fizeram parte da minha infância e de quem eu sou.
Mas existe uma coisa que o tempo e a distância nunca conseguiram mudar:
o meu coração ainda está aí.
Quando penso em casa, penso em vocês. Quando lembro da minha infância, encontro vocês nas minhas lembranças. E, por mais que a vida tenha mudado, por mais que eu tenha construído uma vida tão longe, existe uma parte de mim que continua pertencendo àquele lugar.
Às vezes sinto uma saudade tão grande que chega a doer.
Saudade de você.
Saudade da família.
Saudade dos tempos em que estávamos todos juntos e eu nem imaginava que um dia sentiria falta até das coisas mais simples.
É engraçado como a vida é… Quando somos pequenos, achamos que aqueles momentos vão durar para sempre. Não pensamos que as pessoas vão crescer, que cada um vai seguir seu caminho, que alguns vão partir, que outros vão formar suas próprias famílias.
A gente simplesmente vive.
E hoje eu daria tanto valor a coisas que, naquela época, pareciam tão pequenas…
Uma conversa.
Uma visita.
Uma tarde qualquer.
Uma mesa cheia.
Um abraço.
Hoje eu sei que eram tesouros.
Às vezes me pego pensando em todos vocês. Lembro dos meus primos quando eram miúdos, das brincadeiras, das crianças que éramos. E então percebo que eles cresceram… Viraram homens, casaram, tiveram filhos.
E eu fico pensando em tudo o que aconteceu enquanto eu estava longe.
O tempo passou tão depressa, tia.
E talvez seja isso que mais aperte meu coração: perceber que a vida está acontecendo aí enquanto eu estou aqui, tão longe.
De vez em quando sonho com aqueles que já partiram. Eles aparecem nos meus sonhos como se ainda estivessem aqui. E nesses momentos parece que Deus me dá alguns minutos para voltar no tempo, para vê-los novamente, para sentir que ainda posso estar perto deles.
Mas então eu acordo.
E fico com aquela sensação estranha no peito… uma mistura de amor, saudade e tristeza.
Porque no sonho eu consegui encontrar quem a vida levou.
E talvez por isso eu tenha tanto medo do tempo.
Tenho medo de que os anos continuem passando e de um dia eu olhar para trás e perceber que deixei momentos importantes escaparem. Tenho medo de perder pessoas que amo sem ter tido tempo suficiente para dizer o quanto elas significam para mim.
Tenho medo de que um dia eu queira voltar e não consiga mais encontrar tudo exatamente como deixei.
Talvez seja por isso que hoje eu queira te dizer:
Eu sinto muito a sua falta.
Sinto falta de vocês mais do que às vezes consigo admitir.
E tenho um desejo enorme de voltar. De encontrar vocês. De sentar perto de você. De ouvir sua voz. De conversar sobre a vida. De saber como você está. De olhar para você e, finalmente, matar um pouco dessa saudade.
Queria poder te dar um abraço daqueles bem apertados… daqueles que não precisam de palavras.
Um abraço onde eu pudesse colocar todos esses anos de distância.
Toda a saudade que ficou.
Todas as lembranças.
Todo o amor.
Talvez, quando eu te encontrar, eu chore. E talvez nem consiga explicar por quê.
Mas, se isso acontecer, apenas me abrace.
Porque naquele abraço vai estar a Dede que cresceu, que foi embora, que conheceu outros lugares e viveu tantas coisas…
Mas que nunca deixou de ser aquela menina que tinha uma família, uma casa e um lugar para onde o coração sempre soube voltar.
A vida me fez criar asas, tia.
Eu voei.
Mas aprendi que criar asas não significa esquecer de onde a gente veio.
E eu nunca esqueci.
Vocês continuam sendo parte de mim. Das minhas raízes, das minhas histórias, das minhas lembranças mais bonitas.
E, mesmo estando tão longe, existe um lugar dentro de mim onde vocês continuam todos juntos, exatamente como nas minhas melhores lembranças.
Talvez eu não diga isso com a frequência que deveria.
Talvez a distância, a correria e a própria vida façam a gente deixar para depois aquilo que realmente importa.
Mas hoje eu não quero deixar para depois.
Quero que você saiba que eu te amo.
Que amo a minha família.
Que sinto saudades.
Muita saudade.
E que, apesar de todos esses quilômetros entre nós, nunca houve distância suficiente para apagar o amor que sinto por vocês.
Espero que a vida ainda me dê muitos encontros.
Muitos abraços.
Muitas conversas.
Espero ainda ter tempo de sentar ao seu lado e olhar para você sem precisar de uma tela ou de uma distância no meio.
E quando esse dia chegar, tia, talvez eu simplesmente te abrace bem forte.
E naquele abraço você vai entender tudo aquilo que eu não consegui dizer em palavras.
Com todo meu amor e toda a saudade que carrego comigo,
Dede. ❤️
“Entre o dogma e o caos, o Direito constrói uma terceira possibilidade: regras para seres humanos que não possuem certezas absolutas.”
“O agnosticismo ensina ao jurista uma virtude rara: distinguir aquilo que deve ser protegido daquilo que não pode ser provado.”
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