Nunca Diga que Ama uma Pessoa

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"A felicidade é transitória, ou seja, não é permanente, mas sim uma série de experiências breves e recorrentes, somente a identificamos porque sentimos sua ausência".

A mulher será uma linda e harmoniosa melodia, caso seja tocada por alguém sensível e amável como um grande compositor.

Limpar a própria casa, cozinhar
e realizar os afazeres cotidianos,
é uma terapia, além de colaborar
com a família, proporciona maior
capacitação e independência.

"Ansiedades".


Lembre-se, a ansiedade é uma intrusa que de tempos em tempos bate à porta sem ser convidada, na inocência muitos a hospedam como sendo o mais ilustre convidada. 💚

No meu Jardim, ela é flor livre,
voa como uma borboleta, tem
a sutileza do beija-flor, seu toque
é brisa. É a Lua que hipnotiza e
silencia o ruído do meu cérebro,
nela todas as estações do ano
se tornam primavera.

Para relaxar da inquietude, uma estratégia eficaz é a compensação adaptativa neurobiológica.

O desenvolvimento do pensamento
complexo gera uma mente polímata,
o seu padrão é a liberdade.

Eu plantei uma grande variedade de flores e rosas no meu coração, pois ele será um Jardim perfumado com o aroma da Primavera, mas também das demais Estações, em seu momento mais sadio, assim deverá ser o lugar exclusivo e inclusivo para a Borboleta que livremente viverá visitando ele, em plena harmonia com a vida e gosto.

A ética do mundo é
uma gangrena moral,
iguala-se a tela total.

O vício é uma doença que se esconde atrás de belas palavras para continuar sobrevivendo.

A contemplação é essencial para se obter uma visão ampla de qualquer contexto.

O tempo moderno não devora o homem de uma vez — o consome em parcelas, segundo por segundo, numa rotina cronometrada que só reconhece o que é útil. O restante — o silêncio, o ócio, o desvio que poderia gerar sentido — é descartado como desperdício. E assim, ao tentar aproveitar cada instante, perde-se justamente aquilo que não pode ser medido: a própria experiência de viver.

Em apenas uma semana tudo mudou, tudo que parecia difícil se tornou bem fácil, parecia até um sonho, ou então melhor dizendo:- Parecia tudo mentira, de fato ninguém acredita quando as coisas mudam tão rápido, né?.
Oque era preto, tornou-se branco.
Oque era tristeza, tornou-se alegria.
Oque era frio, tornou-se calor.
Oque era difícil, tornou-se fácil.
Acreditamos que nada é tão difícil como imaginamos, cada um tem a sua maneira de pensar, mas mesmo assim,sabemos que nada é tão difícil como parece.
Sabe oque falta nas pessoas?
- Força de vontade
- Capacidade
- Ânimo e etc..
Falta muitas outras coisas. Isto que eu disse ali encima foi só um exemplo.
As pessoas não tem interesse nas coisas, como prosseguir desse jeito?
As pessoas não costumam mostrar a capacidade naquilo que tanto quer, e aí? é desse jeito que você acha que vamos alcançar alguma coisa?
São poucas as pessoas que ''zelam'' por aquilo que tanto procuram, pelas coisas que tanto querem na vida.
A vida não é moleza.
A vida não é uma bola de basquete.
A vida é ouro, A vida vale mais que qualquer outra coisa nesse mundo.
NADA COMPRA A VIDA.

Posso tentar me distrair, em uma roda com amigos, com um copo de bebida, mentindo para mim mesma que isso é tudo que eu preciso. Mas quando a solidão vem, quando eu tenho realmente tempo de pensar em mim, eu vejo que me falta algo: você. Tentei esquecer, substituir, mas quando nossas almas se tocaram, nossos laços se uniram para sempre. Qualquer tentativa de esquecimento é em vão, é vazia, porque meu amor, nós fomos feitos um para o outro. E quem sabe um dia a gente se encontra novamente em circunstâncias diferentes, mais maduros e também mais conscientes. Sabemos que apesar tudo, nosso amor foi feito para dar certo, e é por isso que nos desencontramos e nos encontramos tantas vezes...tantas diferenças, mas não sabemos viver um sem o outro.

Homens são feras,feras são animais...
Uma fera não fere,quando feras já são...
Domareis com minhas tranças, suas máscaras caídas .
Fera ferida , à que temes você ,curarei sua dor e terá só amor.

"O verdadeiro cristão remido não é uma peça de porcelana em uma redoma de vidro; ele é o sal que precisa sair do saleiro para dar sabor, e a luz que precisa sair do museu para iluminar o caminho."

​"Dizer que a cota racial é uma reparação é, no fundo, o mais refinado ato de segregação. Ao institucionalizar caminhos distintos baseados na cor da pele, o próprio sistema assina uma confissão velada: a de que uns precisam de degraus mais baixos para alcançar o mesmo topo. É a ironia suprema da 'igualdade' que necessita da desigualdade para se afirmar.
​Aqueles que aplaudem essa divisão olham para o reflexo no espelho e, em vez de enxergarem o próprio potencial infinito, escolhem aceitar uma muleta invisível. Defender que um indivíduo carece de concessões estatais para competir é o mesmo que decretar a sua própria incapacidade mental e intelectual.
​Afinal, a verdadeira evolução humana recusa o rótulo da fragilidade. Ela floresce quando percebemos que a mente não tem cor -- e que a capacidade de voar depende da força das próprias asas, e não do tamanho da gaiola que o sistema constrói."


John Rabello de Carvalho

#jrabellodecarvalho

"E o amor chega como uma certeza tranquila: a de que, entre tantos lugares, existe um onde a gente não quer apenas estar — quer permanecer."

⁠Crônica: O Mapa dos Textos Inacabados


Existe uma tirania da página completa. A exigência de que o pensamento seja redondo, a frase, lapidada, a ideia, finalizada e assinada com um ponto inquestionável. Mas a vida, convenhamos, não é feita de tratados; é feita de sussurros interrompidos, de notas de rodapé que nunca chegaram ao livro e de rascunhos rasgados.
Aqui reside o poder dos pequenos textos inacabados e eficazes, intrépidos e vorazes que falam sobre você.
Eles são a nossa verdade mais bruta, a confissão não autorizada pelo censor interno. Pense nas listas de supermercado rabiscadas, que revelam não apenas a fome, mas a pressa, a desorganização charmosa, a prioridade daquele dia. Pense nas mensagens de texto digitadas e apagadas, aqueles dez segundos de fúria ou de amor inarticulado, que morreram no limbo digital, mas que continham a essência do que a sua alma gritava.
Esses fragmentos são eficazes porque ignoram a burocracia do bom-tom. Eles não têm tempo para introdução, desenvolvimento e conclusão. Vão direto ao ponto nevrálgico: o desejo, a dúvida, o pico de alegria. Um haicai mental que, por sua incompletude, nos força a preencher as lacunas, convidando-nos à intimidade.
São intrépidos porque ousam ser feios. Ousam ser mal escritos, gramaticalmente incorretos, ou até mesmo incompreensíveis para qualquer um que não seja o seu criador. Eles quebram a regra de que a arte deve ser perfeita. São a prova de que a vida é um borrão maravilhoso, e não uma aquarela de precisão cirúrgica.
E são vorazes. Devoram a máscara social. Enquanto o seu currículo, sua biografia e seus posts cuidadosamente filtrados buscam construir a imagem de quem você gostaria de ser, o texto inacabado revela quem você é. Ele carrega o cheiro da ansiedade que o fez acordar às três da manhã e o arrepio do insight que durou apenas um instante.
O Ser Humano, afinal, é um projeto inacabado. Somos a eterna promessa, nunca a realização total. E é por isso que esses pequenos textos, que não pedem licença e não esperam aplausos, são os mapas mais honestos. Eles são os vestígios da sua mente em estado de fluxo, a prova de que a maior poesia está no que não foi dito por inteiro.
Portanto, olhe para os seus fragmentos. Eles não são falhas. São o seu diário mais íntimo, a crônica mais verdadeira de quem você ousou ser, mesmo que por apenas um instante e meia linha. A incompletude é a sua assinatura mais autêntica.
Esta incompletude é também um ato de resistência contra o "culto do impecável". Vivemos na era da curadoria da vida, onde tudo deve ser filtrado, editado e exibido como uma peça de museu. O fragmento, no entanto, recusa o palco; ele reside na margem do caderno, no verso do guardanapo manchado, na nota de voz que é cortada pelo barulho de um carro. Esse é o seu território sagrado: o não-lugar da performance.
Nesses nichos de verdade, a clareza chega como um raio, intrépida, e se esvai antes que possamos vesti-la com palavras adequadas. O texto inacabado é o registro exato desse instante fugaz de lucidez, antes que a razão o domestique. Ele é um pacto consigo mesmo: a promessa de uma ideia que talvez nunca se concretize, mas que foi, no seu nascimento, absolutamente vital. É o seu código secreto, a sua língua franca com o seu próprio inconsciente. E é justamente por serem inacabados que eles permanecem vivos. Se estivessem completos, seriam memória; como fragmentos, são eternas possibilidades. Somos todos, no fundo, a soma voraz desses pequenos textos à espera de um final que, poeticamente, nunca chegará.
E é nessa espera, nessa promessa suspensa, que encontramos a liberdade mais pura. O texto completo é um corpo fechado; ele não pode mais mudar, não pode mais se contradizer. Sua verdade é finita. Já o fragmento, o pequeno texto voraz, mantém todas as suas portas e janelas abertas. Ele carrega consigo o peso do "ainda não", a energia do "e se". Essa incompletude nos obriga a voltar, a tentar de novo, a continuar o diálogo com a página, com a vida. No fundo, a crônica da nossa existência é apenas uma coleção de começos brilhantes e meios confusos. E o maior ato de autoconhecimento é amar esse caos, reconhecendo que a única forma de o Ser Humano não se tornar um objeto de museu, frio e intocável, é permanecer, para sempre, um rascunho apaixonado.
O nosso legado, quando partirmos, não será a obra terminada que deixamos sobre a mesa, mas sim a pilha de papéis a meio. Não é o livro publicado, mas a anotação na margem que revela a dúvida mais íntima do autor. O que fala verdadeiramente sobre nós é o conjunto de pontos de interrogação que não conseguimos resolver, as ideias que foram grandes demais para caber numa única frase. São esses fragmentos de pensamento, carregados de vida não vivida e intenção pura, que se tornam convites para quem vier depois. São a nossa maneira de dizer: "Continue, a história não é minha, mas nossa". E assim, nesse mapa voraz e intrépido de textos inacabados, encontramos a nossa mais profunda e mais humana imortalidade: a de sermos possibilidade até ao último suspiro.

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