Nunca Diga que Ama uma Pessoa
Ontem, ouvi o mundo desabar e você estava nele. Magnífica, imensamente magnífica, feito uma águia que cruza pela primeira vez a primavera dos céus de Paris. Exuberante, imensamente exuberante. E esperançosa. Sim, imensamente esperançosa. Quem ama (ou voa) sempre encontra uma sobra de esperança que cobra nossas atitudes e cobre os nossos medos com lençóis abençoados de coragem.
Eu ainda espero as suas sobras de esperança e coragem.
Somos imbecis, meu amor. Dois belíssimos imbecis vagando por este mundo que desaba, interpretando os sinais vitais e os eteceteras e tais que a vida nos dá: o amor, por exemplo.
Nos escombros, seus ombros feridos ainda me dão aquela esperança. Sim, aquela magnífica e corajosa esperança.
Paris, em ruínas, continua iluminada.
Às vezes, o destino dá um nó(s). É aí que os nossos caminhos se cruzam.
O que os olhos não vêem
Havia uma vez um rei
num reino muito distante,
que vivia em seu palácio
com toda a corte reinante.
Reinar pra ele era fácil,
ele gostava bastante.
Mas um dia, coisa estranha!
Como foi que aconteceu?
Com tristeza do seu povo
nosso rei adoeceu.
De uma doença esquisita,
toda gente, muito aflita,
de repente percebeu...
Pessoas grandes e fortes
o rei enxergava bem.
Mas se fossem pequeninas,
e se falassem baixinho,
o rei não via ninguém.
Por isso, seus funcionários
tinham de ser escolhidos
entre os grandes e falantes,
sempre muito bem nutridos.
Que tivessem muita força,
e que fossem bem nascidos.
E assim, quem fosse pequeno,
da voz fraca, mal vestido,
não conseguia ser visto.
E nunca, nunca era ouvido.
O rei não fazia nada
contra tal situação;
pois nem mesmo acreditava
nessa modificação.
E se não via os pequenos
e sua voz não escutava,
por mais que eles reclamassem
o rei nem mesmo notava.
E o pior é que a doença
num instante se espalhou.
Quem vivia junto ao rei
logo a doença pegou.
E os ministros e os soldados,
funcionários e agregados,
toda essa gente cegou.
De uma cegueira terrível,
que até parecia incrível
de um vivente acreditar,
que os mesmos olhos que viam
pessoas grandes e fortes,
as pessoas pequeninas
não podiam enxergar.
E se, no meio do povo,
nascia algum grandalhão,
era logo convidado
para ser o assistente
de algum grande figurão.
Ou senão, pra ter patente
de tenente ou capitão.
E logo que ele chegava,
no palácio se instalava;
e a doença, bem depressa,
no tal grandalhão pegava.
Todas aquelas pessoas,
com quem ele convivia,
que ele tão bem enxergava,
cuja voz tão bem ouvia,
como num encantamento,
ele agora não tomava
o menor conhecimento...
Seria até engraçado
se não fosse muito triste;
como tanta coisa estranha
que por esse mundo existe.
E o povo foi desprezado,
pouco a pouco, lentamente.
Enquanto que próprio rei
vivia muito contente;
pois o que os olhos não vêem,
nosso coração não sente.
E o povo foi percebendo
que estava sendo esquecido;
que trabalhava bastante,
mas que nunca era atendido;
que por mais que se esforçasse
não era reconhecido.
Cada pessoa do povo
foi chegando á convicção,
que eles mesmos é que tinham
que encontrar a solução
pra terminar a tragédia.
Pois quem monta na garupa
não pega nunca na rédea!
Eles então se juntaram,
Discutiram, pelejaram,
E chegaram à conclusão
Que, se a voz de um era fraca,
Juntando as vozes de todos
Mais parecia um trovão.
E se todos, tão pequenos,
Fizessem pernas de pau,
Então ficariam grandes,
E no palácio real
Seriam logo avistados,
Ouviriam os seus brados,
Seria como um sinal.
E todos juntos, unidos,
fazendo muito alarido
seguiram pra capital.
Agora, todos bem altos
nas suas pernas de pau.
Enquanto isso, nosso rei
continuava contente.
Pois o que os olhos não vêem
nosso coração não sente...
Mas de repente, que coisa!
Que ruído tão possante!
Uma voz tão alta assim
só pode ser um gigante!
- Vamos olhar na muralha.
- Ai, São Sinfrônio, me valha
neste momento terrível!
Que coisa tão grande é esta
que parece uma floresta?
Mas que multidão incrível!
E os barões e os cavaleiros,
ministros e camareiros,
damas, valetes e o rei
tremiam como geléia,
daquela grande assembléia,
como eu nunca imaginei!
E os grandões, antes tão fortes,
que pareciam suportes
da própria casa real;
agora tinham xiliques
e cheios de tremeliques
fugiam da capital.
O povo estava espantado
pois nunca tinha pensado
em causar tal confusão,
só queriam ser ouvidos,
ser vistos e recebidos
sem maior complicação.
E agora os nobres fugiam,
apavorados corriam
de medo daquela gente.
E o rei corria na frente,
dizendo que desistia
de seus poderes reais.
Se governar era aquilo
ele não queria mais!
Eu vou parar por aqui
a história a que estou contando.
O que se seguiu depois
cada um vá inventando.
Se apareceu novo rei
ou se o povo está mandando,
na verdade não faz mal.
Que todos naquele reino
guardam muito bem guardadas
as suas pernas de pau.
Pois temem que seu governo
possa cegar de repente.
E eles sabem muito bem
que quando os olhos não vêem
nosso coração não sente.
Ninguém a observava; mas é privilégio do romancista e do leitor ver no rosto de uma personagem aquilo que as outras não veem ou não podem ver.
O grande professor indiano Nisargadatta Maharaj disse uma vez: “A sabedoria me diz que não sou nada. O amor me diz que sou tudo. Entre os dois, minha vida flui”. “Não sou nada” não significa que há uma árida terra de ninguém interior. Mas sim que, com estado desperto, estamos abertos para um espaço limpo, desimpedido, sem centro ou periferia — em nada separado.
Se somos nada, não há realmente nada para servir como barreira para nossa ilimitada expressão do amor. Sendo nada, assim, também somos, inevitavelmente, tudo. “Tudo” não significa auto-engrandecimento, mas um reconhecimento decisivo de interconexão; não somos separados.
Tanto o espaço limpo e aberto do “nada” quando a interdependência de “tudo” nos desperta para nossa verdadeira natureza. Essa é a verdade que tocamos quando meditamos, um sentido de unidade além do sofrimento. Está sempre presente; precisamos, meramente, ser capazes de acessá-lo.
Não julgues nada pela pequenez dos começos. Uma vez fizeram-me notar que não se
distinguem pelo tamanho as sementes que darão ervas anuais das que vão produzir
árvores centenárias.
"Teatro - A peça da vida.
A isenção do artista diante dos fatos é uma arte.
A imparcialidade do pintor ao traçar um quadro, é magica.
As invasivas frases do eu - ator, encantam.
Os movimentos no tablado enobrecem e enganam.
Os gestos magestrosos brilham no alto.
A platéia atenta, assiste vislumbrada.
Com respeito toda ela observava.
Sentimentos de personagens e atores se confundem.
Aplausos, muitos aplausos!
É a festa do trabalho bem feito.
E ao final, tudo foi feito com amor e não pelo valor.
E se a platéia exigir BIS, sou feliz."
Quero apenas ver você, sentir você, pegar em você como se pega num objeto precioso. Ter mais uma vez (a última?) a sensação de que você é uma admirável criação da natureza ou do demônio, uma coisa diferente de todas as coisas.
Minha ideia de uma boa companhia é a companhia de gente inteligente e bem informada, que sabe conversar, é isto que eu chamo de boa companhia.
2014 JÁ É UMA REALIDADE!
O ano de 2014 já é uma realidade. Bem-vindo ao ano 2014. Mais uma etapa concluída, mais um ano que passou.
Segundo Gilbert Keith, “O objetivo de um Ano Novo não é que nós deveríamos ter um ano novo. É que nós deveríamos ter uma alma nova”. Que neste ano que inicia possamos renovar os nossos sentimentos, sonhos e esperanças. Que a nossa alma se renove e que possamos ser cristãos agraciados por Deus.
Que tenhamos conseguido aproveitar tudo de bom que Ele nos ofereceu em 2013, e que possamos repensar no que falhamos para que possamos melhorar a cada dia, neste ano.
Que tenhamos paz, amor, saúde... Que os nossos corações sejam mais fraternos e que a paz seja uma constante nos nossos lares e no mundo.
Que possamos encontrar na paz de Deus o caminho que devemos seguir e que este caminho seja trilhado com muita fé, para que cada vez mais possamos ser perseverantes e acreditarmos nesse sentimento capaz de transpor obstáculos e sermos felizes.
Paz e harmonia não faltará, se tivermos um coração fraterno, para vivermos intensamente cada momento com muita felicidade, amor e esperança, pois a vida é uma dádiva e cada instante é uma benção de Deus!
Que nos 365 dias de 2014 caiam sobre nossas famílias e toda terra, chuvas de bênçãos, que não falte o pão de cada dia, o trabalho... Que os que sofrem por falta de alimento, carinho, amor, saúde, paz... Sejam amparados pelas Mãos Divinas e que eles se fortaleçam no amor incondicional de Jesus.
Feliz Ano Novo! Com muita paz, harmonia, prosperidade, felicidade e o amor estejam sempre ao teu ao redor, ao nosso redor.
FELIZ ANO!
Queria ser como a Alice, para tomar uma porção que me fizesse diminuir ou desaparecer nos momentos tristes, e comer um bolo que me fizesse crescer para ter força e coragem nas horas de enfrentar os 'jaguadartes'e as 'rainhas vermelhas'da vida. Para que todas as minhas surpresas fossem descobrir que animais sabem falar. Ou quem sabe para ter amigos leais, como o gato, que usassem suas virtudes para me proteger; e além de tudo isso, viver em um país de maravilhas recheado de sonhos e encantos, diferente da realidade em que vivo agora
Quando ficamos velhos queremos um carro, uma casa, um emprego, uma televisão grande, mas eu não, só quero ter HISTÓRIA.
Porque chega uma hora na vida... em certa altura.. que você se cansa da rotina, dos sentimentos sem sal, das palavras sem cor, do mundo sem cheiro e gosto, do mundo que não se pode tocar. E fica na incerteza: Este ciclo acabou ou não? O que fazer com seus grandes dilemas, grandes amores, grandes sonhos? Insistir em realizá-los ou deixar tudo entregue à qualquer força que haja pelo mundo, um Deus, um espírito, um elemento? Deve-se botar um fim no que sempre te causa certa angústia aqui e ali ou os bons tempos, boas lembranças e bons amores fazem a angústia valer a pena?
