Nunca Diga que Ama uma Pessoa
Não tenho tempo e nem vontade pra adivinhações. Diga, fale, escreva, demonstre, se necessário, grite .. não vou te negar atenção, muito menos compreensão, só não espere que eu insista em ouvir essas suas palavras mudas
enquanto tudo acontece, esta bagunça que dislexia as pernas. Me diga como eu irei andar até seu corpo, e me fale e bem alto como ouço sua voz, e ainda chego aos seus sons, seus sussurros, seus lábios... É uma coisa de dois.
Se alguém vir meu coração por aí, por favor me avise. Diga a ele que eu também quero amar.
É como se eu tivesse guardado o amor durante toda a minha vida só pra poder entregar a você.
Justamente a você
Dizem que um tempo longe de quem se gosta não mata ninguém.
Verdade. Principalmente se você souber o que fazer com a volta.
Entenda o que quer de si mesmo antes de definir o que quer dos outros.
Pra mim, isso já passou dos limites. Eu não gosto de me sentir vulnerável, exposto. Se disser que não curto o jeito que o sentimento me abraça, estaria mentindo. Quem é que não gostaria de estar apaixonado e perceber, beijo a beijo, que a recíproca é verdadeira? Só que eu não consigo ter o suficiente. Fico em qualquer lugar viajando, pensando em você, no que fazer com você, o que falar pra você.
Meu vício é você.
"Queira alguém que te guarde, te respeite, que te abrace e olhe nos seus olhos e diga: “Você é o melhor de Deus para mim!”
Estou aqui...
Percebo-te aflito... diga.... em silêncio... percebo-te.
Teus olhos estão tristes... então triste está sua alma...
Estou aqui...
Seu sussurro aflito... Assustado... O que te assusta?
Estou aqui...
Venha ver o Jardim que cultivei para você...
Venha ver as borboletas que enfeitam a paisagem...
Estou aqui...
Olha, esta casinha de sapê...
Um cantinho romântico que fiz para você...
Estou aqui...
HAVERÁ UM DIA EM QUE NOSSOS CAMINHOS SERÃO OPOSTOS E SE ALGUÉM LHE PERGUNTAR QUEM EU ERA, DIGA QUE NÃO FUI NIMGUEM..E SE PERGUNTAREM O QUE FIZ, DIGA QUE NÃO FIZ NADA....APENAS AMEI VOCê!!
Sempre soube da minha não-reação química aí dentro do teu monstro. não espero que me diga borboletas, por que você não as sente.
Vida de mestre...
Oh mestre coração, diga-me:
Há esperança pela salvação?
O mestre pensa meio incólume,
Você é filho adotivo por opção.
Teu coração é uma velha adaga,
O qual está meia enferrujada,
O bem com bem se paga,
Ah! Também a paz não é armada!
Obrigado coração, você é presente,
Desde que me tornei gente,
Queria ser poeta e escritor.
O dia que realizar esse beneplácito,
Faço um soneto tácito,
Por ser humilde e vivo no criador.
Há quem diga que eu me precipitei, mas só eu sei o quanto tempo eu já esperava. E simplesmente não dava mais pra ficar sem fazer nada.
Há quem diga que sou calada,silenciosa. Isso por não saberem os diálogos que permeiam minha cabeça, todo dia, toda hora.
Retalhos do Coração
Não diga um eu te amo,
Apenas da boca pra fora
Fale o que o seu coração está sentindo, conte-me os seus planos,
Mesmo que não compreendas agora.
Não diga que me quer,
Se ao menos não pensar assim
Afinal, não é porque que te quero como você é,
Que vou aceitar alguém me tratar de uma maneira tão ruim.
Não diga que me ama,
Se de fato isso não for para ser
Afinal, não é porque o meu corpo te chama, meus olhos cheios de amor ardem em chamas
Que eu vou aceitar alguém me desmerecer.
Se de fato quiseres minha companhia,
Fale o que está escrito no seu coração
E se acaso acontecer de me trocar um dia,
Finja que não me conhece e
Vida que se segue, então!!
“A infância que vive em mim”
Há quem diga que crescer é endurecer.
Que ser homem é calar o choro, esconder o afeto, vestir a couraça da indiferença e marchar rumo a uma vida prática, mecânica, “funcional”.
Há quem diga que o adulto de verdade não corre com crianças, não ri alto, não se importa demais, nem se curva ao sentimento.
Mas eu digo:
Que espécie de adulto é esse, que matou dentro de si a melhor parte da vida?
Que espécie de maturidade é essa, que exige sepultar a alegria sóbria, a leveza consciente, o riso genuíno?
Eu cresci.
Mas não endureci.
Não porque minha vida foi leve —
mas justamente porque ela foi pesada demais.
Fui ferido cedo, por mãos que deveriam me proteger.
Fui machucado por palavras que deveriam me ensinar.
A vida me mostrou seu lado mais cruel ainda na infância —
mas em vez de repetir o ciclo,
eu decidi quebrá-lo.
Não com raiva,
mas com carinho.
Não com revolta,
mas com escolhas firmes.
Hoje eu cuido.
Cuido da casa, do corpo, da mente.
Faço minhas obrigações, limpo o chão e a alma.
E quando tudo está em ordem,
eu calço os tênis e vou correr com o vento.
No campo, entre crianças que ainda não sabem o que é dor profunda,
eu brinco, eu sorrio, eu permito que a luz entre.
Não sou um crianção.
Sou um adulto que carrega dentro de si uma criança viva, curada, acolhida.
Sou o reflexo do que eu gostaria que tivessem feito por mim.
Sou o abraço que eu não recebi, o riso que me negaram,
a presença que me faltou.
Brincar com uma criança, ouvir suas gargalhadas, ver seus olhos brilhando com algo tão simples quanto uma bolinha de plástico —
isso não é perda de tempo.
Isso é reconciliação com a vida.
É lembrar que ainda vale a pena viver.
A sociedade não entende.
Rotula. Julga. Distorce.
Acha que maturidade é viver cansado, seco, amargo.
Mas eu aprendi que viver de verdade é manter a alma limpa, mesmo depois de toda a lama.
E que o amor, quando é consciente, é a forma mais elevada de sabedoria.
Minha mãe talvez nunca entenda.
Talvez ninguém entenda.
Mas tudo bem.
Porque eu entendo.
E essa compreensão me basta.
Ser adulto, pra mim, é ter responsabilidade sem perder a ternura.
É saber quando falar firme e quando calar em respeito.
É saber que a dor do outro importa, mesmo que ninguém veja.
É limpar uma casa e limpar uma alma no mesmo dia.
É correr atrás do vento sem fugir da realidade.
Não vou me tornar morto por dentro só para caber no molde do que dizem ser "adulto".
Não vou me tornar frio porque o mundo se esfriou.
Vou seguir aquecendo corações com o que me restou de luz —
e com o que eu reconstruí com minhas próprias mãos.
E quando alguém me chamar de “bobo”, “infantil” ou “sensível demais”,
eu sorrirei,
porque só um tolo confunde pureza com fraqueza.
Eu sou forte —
porque escolhi amar mesmo depois da dor.
Sou maduro —
porque cuido da vida que existe em mim e ao meu redor.
Sou feliz —
porque reconheci que ser adulto de verdade é nunca abandonar a criança que sobreviveu dentro de você.
