Nunca Desconfie de Mim tenho Carater

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Eu ainda tenho uma certeza: azul é o céu
e a certeza de que estou bem perto
do que é perto de felicidade...

Inserida por tadeumemoria

ÓPERA

Eu não tenho nada e eles pensam que eu nada tenho

Mas tem um grilo que cricrila pela noite afora

Ele conversa sobre os medos da noite

E tem os gatos; e os gatos cantam

Como só os gatos sabem de ópera

E eu roubo-lhes as vidas

Já tenho sete, afora o infarto

Conversei com Deus nesse dia

Vi Maria na última travessia da Dutra


Eu não tenho nada e eles pensam que eu nada tenho

Mas o negro que vejo no antigo engenho

Tem cicatrizes nas costas,

Mas tem prosas bonitas de Angola

E derrama poesia quando fala de sinhá

E quando não fala de nada

Eu percebo o meu Brasil moreno

Tão rico, tão grande, tão pobre e pequeno

Que eu namoro as namoradas que não são minhas

E as minhas namoradas não namoram comigo

E eles pensam que eu não tenho nada e eu nada tenho

Porque o que eu tenho é sentar na calçada

E olhar a lua, as estrelas e o firmamento

E tudo isso já pertence a russos e americanos

Eu não tenho nada e eles pensam que eu nada tenho

Mas eu tenho a magia das palavras

Essa coisa que me instiga e me oferece a ilusão mambembe

De que eu de nada preciso

Que o resto é abstrato, o resto é engano...

Inserida por tadeumemoria

eu tenho um olhar

somente um olhar

na manhã a passar na calçada

e os sonhos que eu tive

de um dia sonhar com a manhã

já passaram

ficou meu olhar

a olhar

o olhar da manhã a passar

Inserida por tadeumemoria

Vou escrever um conto; ando sem inspiração, mas tenho o mar e todos os seus mistérios; toda essa coisa grandiosa e o que inventam; as sereias, os tesouros, as ilhas misteriosas, os mundos perdidos... Vou escrever um conto... eu invento um amor; uma grande paixão... algo digno de Shakespeare; alguém que renunciou a não sei o que e se entregou de corpo e alma e me espera não sei onde... vou falar desse amor, olharemos o arco-íris e a neblina primaveril acinzentando a lagoa e o corcovado. toda a melancolia dos anos dourados que repousa no passado, mas nos incomoda como uma farpa entre a unha e a carne. Vou escrever um conto... eu invento um álien meio ianque, meio soteropolitano, dançando despido na calçada de Copacabana; lembrando o hit do Caetano, ''sem lenço sem documento"; dançando um axé, um xaxado, um samba-rock... qualquer coisa entre a preguiça baiana e a esquisitice americana. Vou escrever um conto sobre amores inesquecíveis, paixões impossíveis; gente que se jogou da ponte, se revolve nas águas e seus espíritos perambulam nas praias em noites de lua cheia... quem pode entender o amor? Vou escrever um conto sobre o que não conto pra ninguém, esse pavor, esse momento delicado, que expande o pânico com o terror de chacinas e ameaça eminente que nos torna refém de milícias e nos tortura com funk de apologia à droga, à prostituição e à violência. Toda essa violência propriamente dita e a violência estarrecedora da corrupção que nos venda à qualquer possibilidade de uma luz no fim desse túnel.

Inserida por tadeumemoria

tenho sonhos...
sonhos como chuvas
como rigorosos invernos
e nessa realidade árida
só me resta chover...

Inserida por tadeumemoria

⁠O que é solidão?
Eu não sei... está tudo tão escuro, tão silencioso.
Saudades?
eu tenho da saudade que eu tinha...
e agora eu não tenho mais.
o que eu sinto agora não tem nome,
não tem referência... é longe do longe,
vazio no vazio, frio no frio e indiferente
Sua referência é referência nenhuma;
solidão? eu não sei...
está tudo tão escuro, tão silencioso
pelo menos até que júpiter cante anunciando a matina...

Inserida por tadeumemoria

⁠Meio embaçada pelo tempo, Sílvia sorrir depois de um gol e das comemorações com as amigas; tenho a impressão de que ela me pisca ligeiramente, é uma ilusão boba que ficou anuviada pelo tempo, mas ainda brinca no meu subconsciente; não sei se é isso que chamamos de amor platônico, mas confesso que tenho medo de encontrá-la novamente depois de quatro décadas; aquele jeito sensual de andar, de mexer nos cabelos castanhos, aquele sorriso encantador... essas abstrações me povoam e demarcaram território no quintal que constitui as minhas lembranças, mas o tempo é devastador e seria insuportável vê-la diferente. Nunca lhe falei desse encanto, mas supunha que ela percebera pois notara alguns olhados, sorrisos maliciosos... mas como, alguém tímido, sonhador e solitário com uma baixa estima incomparável apesar de tirar as melhores notas do colégio, chegaria a uma diva em um grupo blindado e limitado. guardei essa paixão como uma relíquia, afinal, a realidade decompõe qualquer beleza, qualquer fantasia. No comecinho da noite eu sentava no muro do chalé acanhado como o seu inquilino e ficava olhando as copas das tamarineiras cintilando com os vagalumes e algumas estrelas; algumas crianças brincavam de ciranda, outras corriam barulhentas e desastradas esbarrando nos idosos e seus cuidadores; as crianças nem pensavam na vida, os cuidadores só pensavam em ganhá-la e os idosos se perguntavam quando Cristo voltaria, quando esse mundo acabaria, afinal havia a eminência de uma terceira guerra mundial, pois o mundo estava sempre em conflito, e os astrônomos descobriam sempre algum meteoro que vinha na direção do nosso planeta; desculpa pra morrer não faltava, afinal o nosso planeta parecia estar com o prazo de validade vencido. Eu não queria pensar nisso, aliás o fim do mundo, as guerras, os meteoros, tudo me apavorava, mas tínhamos o Clark Kent e o Bruce Wayne, e se eles falhassem, eu me declararia a Sílvia e fugiríamos para Aiuaba, onde certamente as noites são bem longas, existem mais estrelas, tamarineiras e vagalumes, e ali, o fim do mundo jamais nos alcançaria

Inserida por tadeumemoria

⁠tenho um sorriso que ilumina o espelho
e o orgulho de já ter sido feliz,
mas então ante tua presença se curvam meus joelhos,
e a vergonha de ter feito o que não fiz...
os poetas não morrem, eu já sei,
mas não sei se os poetas sabem disso...
Cecília, entre os tons quentes do rosiclér
morria nos finais dos crepúsculos com todo capricho
deveríamos ser felizes se inventamos o amor
se fizemos o mundo
mas não somos felizes na busca desse amor profundo
quem terá entendimento pra felicidade...
diante de tantos deslizes
não somos, jamais seremos felizes
somos apenas deuses, temos apenas a eternidade...

Inserida por tadeumemoria

⁠quando não tenho nada,
tenho tudo de que preciso,
quando preciso de tudo, nada tenho;
mas o que me levará
a tal necessidade de existir;
quando só o fato de existir
já me traz tantas necessidades...

Inserida por tadeumemoria

⁠Não tenho medo mais da solidão,
já enganei meu coração
que posso ser feliz sem teu amor
se as noites são vazias eu penso assim,
e penso, assim eu vivo esta ilusão.

Inserida por tadeumemoria

⁠Tenho medo de ter medo,
eu com medo sou um perigo...

Inserida por tadeumemoria

⁠ainda é cedo, mas o medo que eu tenho não tem noção de tempo
de clima ou de temperatura
o medo que tenho chove com sol e se aquece com a chuva
o medo que eu tenho não tem olhos nem ouvidos
ainda é cedo pra ter medo, mas o medo que tenho acorda tão cedo
sem noção de emoção ou sentimento, sem segredos nas periferias

Inserida por tadeumemoria

TÔ NEM AI PRA FOFOCA
Tenho paz de consciência
Sempre fui um homem integro e que se respeita a si mesmo.

Inserida por dominicano13

sim eu tenho fome de viver.

Inserida por Kebay1

sim eu tenho fome de vencer não Aceito viver uma vida na média.

Inserida por Kebay1

será que eu tenho toda essa inteligência.

Inserida por Kebay1

Deus eu só queria entender o porquê tenho que passar por tudo isso, tem que ter um propósito.

Inserida por Kebay1

Autoquiria

⁠Tenho saudade de tudo, das ilusões criadas
Dos passos que tracei naquela estrada longa e desconhecida

Era o ar e aquele vento que me envolviam com suavidade.
Aquela leveza, era a força que agia sobre o meu peito

Ora com calma
Ora com furor
O soprar do meu desejo.

O meu sangue coloria nos meus olhos, a vida que gostaria de ter!
Agora o fugaz poder
O controle, o deleite!

Tracei meu caminho marcando os meus braços.

E na bela noite , senti a vida no escoar daquele carmesim, num intenso vermelho a transbordar sob minha permissão.

Abriu-se no escuro, a minha ânsia
Ali, ali onde os meus passos cintilam e tomo rédeas do destino.

Iludo-me, incerta e decidida.
Lacero - me...

Para a menina Alice✨❤️‍🩹

Inserida por LenAzevedo

⁠Rimo por dó
da palavrinha se sentir só.
Tenho medo que ela se ache incapaz, que não mereça ninguém mais.
Um oi sem resposta?
Ah,comigo não!
Aqui ela dá a mão,
e se tripudia no palavrão
bosta.

Inserida por kikoarquer

⁠Tenho a casa viva,
do quarto à cozinha ela me serve.
Roupas penduradas, mas secando.
Café na pia, mas cheirando.

Tenho a casa viva,
do banheiro à sala, observe.
Toalha no chão, mas enxugando.
Livro na cadeira, me esperando.

Minha casa está entulhada? Mas ela não tem entulho.
Minha casa é bagunçada? Mas sei onde está tudo.

Tenho sim a casa farta,
que não foi feita pra nenhuma visita.

Acho que a casa até se irritaria de uma forma esquisita.
Talvez quebrasse a torneira,
e até espantasse a faxineira.

Minha casa é assim,
é viva,
é responsiva a mim.

Inserida por kikoarquer