Nunca Critique
QUIMERA Por mais que as pessoas tenham olhos pra ver, elas nunca viram o ar nem o vento desde a existência das coisa
E eu as vezes tenho aquela vontade de ser uma montanha, para puder estar em um lugar calmo, bem firme e insubstituível sem esperar nada da vida mesmo ouvindo sobre a morte.
Porque se eu fosse como uma montanha não morreria, teria anos de existência e se calhar seria eterno.
Mas pensando bem a vontade de ser uma montanha me desaparece bem mais rápido que a velocidade da luz, só de saber que se eu fosse como uma montanha, não teria nada na vida,
Nenhum privilégio de sorrir e chorar, sonhar e realizar e nem de escrever, talvez terei o único privilégio de estar como ali alegoricamente.
Não teria pernas para andar e nem boca para dizer tudo isso que estou aqui a dizer. Não teria pai, mãe, irmãos e amigos.
É daí que me ponho a pensar escolher ser a sereia na próxima reencarnação, a outra obra linda de Deus que vive como sabe, no seu silêncio a beira-mar.
Porque se eu fosse como a seria poderia respirar em qualquer lugar mesmo nas águas do Índico, o mar seria o meu melhor santuário se todos os dias fosse a mesma coisa.
Imagine estas coisas todas quimera, se os animais falassem com as pessoas, será que poderiam explicar a razão de tudo?
Mas os animais não falam quimera, e se as pessoas morresse e vivessem em outro lugar, isso também seria muito interessante quimera.
Imagine se as pessoas tivessem asas para voar e se no mundo tivessem lacunas, a maioria voava e saia pelo mundo fora. Mas o mundo nem portão de saída tem.
Poema de Rosário Bissueque
QUIMERA
Que a poesia continue a ser um meio de libertação
Nunca nasci, nunca vivi: mas eu me lembro, e a lembrança é em carne viva.
Não, nunca fui moderna. E acontece o seguinte: quando estranho uma pintura é aí que é pintura. E quando estranho a palavra é aí que ela alcança o sentido. E quando estranho a vida aí é que começa a vida.
Felicidade? Nunca vi palavra mais doida, inventada pelas nordestinas que andam por aí aos montes.
O propósito para o legado nunca pausa, seguir o percurso é necessário para que um dia conseguimos alcançar a linha de chegada.
Quem se aproxima de Deus com verdade nunca fica sem resposta , elas entram no nosso coracao com força e poder e vai alinhavando todas as respostas necessárias, vamos ao encontro da paz , da serenidade , da consciência e reforçando a cada segundo as nossas decisões .
O caminho pode ser lento , mas certo que é decisivo.
Eu sou a solidão!
O breu que circunda a alma.
A guerra que nunca acaba.
O futuro que nunca acontece.
A dor que rouba a alegria.
Há um tempo para viver e um tempo para morrer, mas nunca para rejeitar o momento.
Soneto do cerrado abafado
Quem ateou este sedento chão do sertão
Nesta aridez que nunca mais se apaga?
E para que o planalto com está sua saga
De severo tempo, de sede, de sequidão?
Quem pintou em tom de cinza, desolação
Sentido na toada, de tonalidades pesadas
Num pôr do sol no horizonte vermelhadas
Amarrotando a vereda em ardida vastidão
E, o vento abrasado, e a vegetação aflita
Sol a pino, nuvens no céu que desbotou
Aquentando o verso com cálida pulsação
Quanto calor, e o craquelado na escrita
Um empoeirado que da terra desgarrou
Abafando o cerrado com agre sensação.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22 setembro, 2023, 12’12” – Araguari, MG
Quem cai na cantiga de bajuladores, são os que não percebem que eles nunca estão na hora do trabalho duro!
A credibilidade que conquistamos quase nunca percebemos, e a credibilidade que perdemos, quase sempre será a nossa ruína
