Frases sobre Nunca
O povo do rio da água
que corre no plano está
mais vivo do que nunca,
A ancestralidade tapajó
profunda, plena e tremenda,
continua a sua intensa
caminhada de reafirmação
de inabalável pertença,
que querem dissolver
por leviana sentença.
Eles fazem parte
da primícia da Nação,
Aqui eles estão,
senhores são —
e sempre serão da foz
e da confluência do Rio,
em união com os povos
que dividem o destino.
Os rios Juruena, Teles Pires,
Curucu, Cabitutu, das Tropas,
Crepori, Jamanxim, Parauari,
e o Arapiuns —
Confirmam no curso
que a história é plena;
E está para nascer
quem queira se atrever
de dizer que só era lenda.
Nunca tive a intenção
de ultrapassar nenhum limite,
mas você abriu
e deixou a porta entreaberta.
Permaneci em silêncio,
mal tentando falar como antes.
Acho que, condenada a esperar
em "O Dia em que me queiras
não estarei mais em suas mãos,
e apenas meus poemas
à la Gardel permanecerão.
Meu céu cheio de estrelas...
Pensamento matutino
que me agarra pela cintura,
que me faz resistir nunca,
nem por ausência de ternura
me tornar um arquivo na tua vida.
Mas sim elevar o jogo à altura,
para te derreter e te levar à loucura.
Nunca vou usar app de namoro. Se eu me interessar por um homem e descobrir que ele está ativo em algum deles, o interesse acaba na hora. Na minha opinião (nada modesta), quem depende desse tipo de app tem um vício bem similar ao de quem consome pornografia.
Não me interessa nunca
mais olhar para trás,
Desde que encontrei
com os meus olhos austrais
os teus olhos sensuais
mais supreendentes,
Outros caminhos
não conheço mais.
Reviver o que se foi,
é querer viver sem rumo.
Sem olhar para trás,
quero seguir em frente,
Agora tenho direção
e não quero conhecer
mais outros caminhos
porque qualquer
outro não me levarão
até o seu caminho.
Como chuva mansa,
o teu coração tomarei
de um jeito inusitado,
E quando você se der
conta estará capturado,
e nas tuas mãos te darei
o poder do meu coração
perdidamente apaixonado.
O futebol de campo
nunca foi o meu forte,
Das vezes que fiz gol
foi no futebol de mesa
na época da infância,
Agora, como gol, virou poema.
Nunca usei Tinder
e nem nunca vou usar
nada semelhante.
Lembro de uma época
em que os classificados
tinham uma parte dedicada
para ajudar o amor buscar.
Se naquela época não funcionou,
penso que no virtual
também não vai funcionar;
Prefiro ter paciência
para o amor encontrar.
Não é um peso levar
para o mesmo caminho
o seu melhor amigo,
É só ele que nunca
vai te abandonar,
Não importa o quanto
tempo for durar.
As ofensas que eu recebi sobre as guerras e regimes que denunciei nunca me alcançaram, para mim sempre interpretei como retorno de que vale a pena deixar esse pessoal desnorteado e a história ser escrita.
Eu nunca fui militante, mas como observadora da cena, compreendo que ser militante não é espantar as pessoas, e sim atrair as pessoas, e penso que o divergente que não cruza a linha da falta de respeito pode se tornar um aliado, e até mesmo um amigo.
O racismo é um mal a ser combatido, mas generalizar um país inteiro como racista nunca trouxe uma solução real. O correto é dizer: há pessoas que ainda não se desfizeram do pensamento colonial racista.
"Se sobrar, eu aceito. Se der, eu penso. Se eu puder... talvez. Mas quem vive de 'se' nunca vira prioridade."
você pode perder muitas coisas na vida,
mas nunca deve perder a si mesma.
Se escolha sempre.
Você também merece ser prioridade.
Helaine Machado
a níveis cósmicos
Talvez algumas pessoas não voltem para a nossa vida.
Talvez elas nunca tenham realmente saído.
A gente só aprende a conviver com a distância. Aprende a seguir a rotina, conhecer outras pessoas, ocupar os espaços vazios e fingir que certas histórias ficaram para trás.
(receio de parecer redundante)
E funciona.
Até o dia em que a gente se encontra de novo.
Então acontece uma coisa simples demais para ser ignorada, parece que nada precisou ser recuperado.
A conversa volta ao lugar onde parou. A risada ainda tem o mesmo efeito. Os apelidos continuam fazendo sentido. É como se o tempo tivesse passado para todo mundo, menos para nós dois.
Talvez seja isso que torna algumas pessoas tão difíceis de transformar em passado. Porque, com elas, o passado nunca parece completamente encerrado.
A gente pode passar meses tentando ficar longe, convencendo a si mesmo de que é melhor seguir caminhos diferentes. Mas, quando estamos no “mesmo lugar”, existe uma familiaridade que não precisa ser chamada.
Ela simplesmente aparece.
Como se alguma coisa dentro de mim dissesse
“Ah. Era aqui.”
E tudo volta a funcionar. Não de um jeito perfeito, mas natural.
A conversa se desenrola sem esforço. Uma piada puxa outra, um assunto qualquer vira uma conversa de horas e, quando percebo, estou falando de coisas que COM CERTEZA não contaria para mais ninguém.
Com você, eu não preciso escolher tanto as palavras. Existe um idioma que construímos sem perceber. Você sabe onde tocar para me fazer rir, entende meus silêncios, reconhece minhas manias e percebe qual versão de mim está aparecendo.
Talvez essa seja uma das formas mais profundas de intimidade, não precisar reaprender alguém.
A gente já se conhece.
Só precisou se reencontrar.
E é aí que tudo fica estranho.
Quando estamos longe, parece possível seguir em frente, colocar cada coisa no seu lugar e aceitar que algumas histórias pertencem ao passado. Mas, quando estamos juntos, o mundo parece discordar.
As cores ficam mais vivas. As coisas pequenas ganham importância. Uma conversa qualquer parece suficiente para salvar o dia. Um problema enorme perde o tamanho, não porque foi resolvido, mas porque estamos ali.
Você não melhora a minha vida como quem chega para consertá-la. Você me faz lembrar de como é gostar dela.
Não precisa trazer respostas, prometer que tudo vai dar certo ou mudar alguma coisa. Basta estar. E alguma coisa em mim descansa.
É como se meu corpo reconhecesse uma casa que minha cabeça passou muito tempo tentando esquecer.
Talvez por isso eu tenha a sensação de que nos conhecemos há mais tempo do que deveríamos. Como se a nossa história tivesse começado antes da primeira página que consigo lembrar.
E existe uma coisa ainda mais difícil de explicar mesmo quando a distância vence, alguma parte de mim parece continuar orientada na sua direção.
Não é pensamento. Não é exatamente saudade. É uma espécie de insistência silenciosa.
Como se os olhos ainda soubessem procurar você antes mesmo de eu perceber que estou procurando. Como se meu corpo tivesse guardado, em algum lugar que a razão não alcança, uma noção muito particular de onde você está.
Talvez seja por isso que, entre tantas pessoas, tantos lugares e tantos caminhos possíveis, existe sempre alguma coisa estranhamente familiar quando o caminho termina em você.
Como se certas conexões não dependessem de proximidade para continuar existindo.
A gente pode até tentar ficar longe, mas distância não é o mesmo que ausência. Distância é quando não estamos juntos. Ausência é quando a pessoa deixa de existir dentro da gente.
E você nunca chegou a esse lugar.
Não é que eu precise de você para existir. Nós dois conseguimos viver separados. Mas, quando existe a possibilidade de compartilhar a vida, aparece uma vontade maior do que a lógica.
Ela não pergunta se é conveniente. Não calcula a distância, não consulta o calendário nem faz uma lista de motivos. Apenas olha para tudo que está no caminho e pergunta
“Tá. Mas como a gente faz?”
Os obstáculos continuam existindo. Só deixam de parecer maiores do que a vontade.
A distância vira um detalhe. O tempo pode ser atravessado. O medo vira conversa. O passado deixa de ser uma sentença e passa a ser apenas parte da história.
Porque existe alguma coisa entre nós que não se repete.
Não é só química, saudade ou carinho.
É reconhecimento.
É olhar para alguém que eu já conheci de tantas formas e ainda encontrar algo novo. É saber quem você é e, mesmo assim, continuar querendo descobrir quem está se tornando. É ter história suficiente para entender o silêncio e curiosidade suficiente para continuar perguntando.
E talvez seja justamente isso que torna tudo tão difícil de explicar, há coisas que a gente entende sem saber dizer como. Um olhar que encontra o outro no meio de uma sala. Uma presença que o corpo percebe antes da cabeça. A sensação de que, mesmo depois de tantos caminhos diferentes, existe uma espécie de direção que nunca deixou de existir.
Não sei se algumas pessoas ficam gravadas na memória.
Talvez fiquem em lugares mais profundos do que isso.
Quando compartilhamos a vida, mesmo que por pouco tempo, existe uma paz difícil de explicar para quem olha de fora.
Ninguém entende completamente as nossas piadas, os apelidos, os silêncios ou o motivo de uma frase qualquer fazer nós dois rirmos daquele jeito.
E talvez nem precise entender.
Algumas coisas ficam mais bonitas quando não podem ser traduzidas. Existem relações que podem ser explicadas e existem relações que só podem ser vividas.
A nossa parece pertencer a segunda categoria.
É por isso que nada se compara. Não porque não existam outras pessoas incríveis, mas porque nenhuma delas é você. Nenhuma carrega exatamente a nossa história, conhece a nossa língua ou sabe chegar naquele lugar específico dentro de mim.
O que mais me impressiona é que nós já tentamos ficar fora da vida um do outro. E, ainda assim, quando voltamos a compartilhá-la, tudo parece fazer sentido rápido demais.
Como se, apesar de todos os caminhos diferentes, alguma parte de nós ainda soubesse voltar.
E talvez o mistério não seja entender por que continuamos sendo puxados um para o outro.
Talvez seja perceber o que acontece quando paramos de resistir.
O mundo fica mais leve. A conversa acontece. A vontade vence algumas distâncias. Os problemas diminuem de tamanho. A gente volta a falar aquela língua que só nós dois conhecemos.
Por algumas horas, não existe passado, futuro ou necessidade de definir nada.
Existe você.
Existe eu.
E existe a sensação quase inacreditável de que, entre todas as possibilidades da vida, estamos exatamente onde deveríamos estar.
Quando estamos juntos, não parece que estamos começando de novo.
Parece que, depois de tanto tempo tentando ficar longe, finalmente paramos de lutar contra algo que sempre soubemos
juntos, existe paz.
Existe paz quando abraçamos as nossas crianças internas, um refúgio.
E talvez você não faça a minha vida parecer melhor.
Talvez você faça a vida parecer o lugar certo.
"A 'arminha' dos aproveitadores nunca defendeu o cidadão; ela serve apenas para proteger os privilégios dos trapaceiros que se alimentam da ignorância alheia."
Hoje a gente bebe por essa liberdade que eu nunca pedi pra ter, mas que agora sou obrigado a carregar nas costas.
