Novela
E essa nossa história, nosso amor, parece coisa de novela, história de cinema, amor inventado... É tudo tão certo, tão belo, é uma pena nada ser pra sempre, mas se puder se imortal, meu bem, será dentro de mim.
Pois na novela do mundo, todo mundo quer ser artista principal quando na verdade não passa de um mero coadjuvante, de só um rei Jesus Cristo o único que deu seu sangue por você.
"Depois de tudo o que eu já passei, eu não mereço um pouquinho de história de novela? 'É, mas merecer e receber são coisas diferentes, meu bem', repito no espelho um zilhão de vezes para entrar na cabeça. 'Se contente com o perfume, com os rastros de palavras jogadas, com os restos, as sobras de carinho, as palavras repetidas para tantos outros corações que se deixam enganar. Sossega, menina, segura o coração e não deixe ele voar por aí atrás de qualquer cara legal que o faça perder o ritmo. Agüenta a barra, tire as asinhas do coração, tape os ouvidos e não escute o amor. Cale o coração calejado que mendiga por resquícios de amor abandonados, deixe de ser tão impotente. Deixe ele ir, não o prenda, deixe ele enganar outras bobas e não caia nessa! Não amarre seu burrinho em cerca de malandro, não. Não pegue o passe desse brinquedo, porque ele é perigoso, fuja do bonitinho que fala coisas legais e promete carinho grátis, porque o preço é alto e de graça só a dor. Não se aventure, não queira pular de bungee jump com a corda quase arrebentando'."
"" Que a vida nos siga como se fossemos novela e se apaixone por nós, enquanto atuamos tentando compor os melhores capítulos, para quando chegarmos ao fim, deixarmos apenas uma imensa saudade...""
Domingo
Hoje te desejo
Cerveja, churrasco e futebol.
Novela só amanhã
Hoje desejo um dia de festa pra vc
De felicidade e alegria
E que isso possa ser todo dia...
Seus projetos não saem do papel porque você criou um roteiro de ficção, que já virou até novela.
Seus projetos só serão realizados quando você os
torná-los realidade.
FIM DE NOVELA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Enviei mil sinais de fumaça e neon,
pra te achar na distância; qualquer dimensão;
meu silêncio rompeu a barreira do som
e gritou à procura do teu sim ou não...
Renovei minhas cores, o meu coração
foi na frente; seu rubro, no mais denso tom,
vasculhou cada treva, invadiu vão a vão;
mastigou frustrações; até fingiu ser bom...
Só achei mais distância, quanto mais subia;
solidão de perder a velha estrela-guia,
esperança teimosa em não ver a verdade...
Acabou a novela deste amor em mim;
é melhor aceitar que se arremate o fim,
se não dás audiência pra minha saudade...
SAUDADES DE CHICO ANYSIO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Dia destes, adormeci assistindo à novela Império, da Rede Globo. Despertei em plena Zorra Total, programa que abomino pelo mau gosto e a falta de criatividade, além do bullyng constante contra pobres, desdentados, negros, gays e obesos. Imediatamente veio à memória o Chico Anysio. Tive saudades de todas as versões do seu humor elegante, respeitoso, criativo e de gosto apurado, que valorizava os antigos bons horários da emissora para os bons programas.
É uma pena que o Brasil tenha decaído a tal ponto neste quesito. Não há mais um programa humorístico, realmente humorístico, relevante. O que mais se vê na televisão brasileira são esses programas que tentam arrancar o riso com tons de voz e gestos excessivos e a ridicularização das massas. Da maioria do povo brasileiro, composta por essa gente já muito ridicularizada no dia a dia. Não precisava ser também por esses humoristas forjados que se acotovelam nas emissoras, sabedores de que logo serão substituídos, pois não são duradouros. No mais, restam os seriados simpáticos; as comédias românticas capituladas, razoáveis até, mas na cola dos seriados norte-americanos, que por serem originais, são bem melhores. Mesmo assim, os horários são impraticáveis para quem trabalha.
No tempo de Chico Anysio, também do Jô Sares humorista, mas hoje falo do Chico, as emissoras eram mais independentes. Não precisavam puxar tanto o saco do poder público, e por isso, as boas piadas às custas dos políticos, que são de fato merecedores disto, rendiam risadas generosas e ainda faziam refletir. Não era necessário apelar para os bordões, na tentativa de grudá-los em nossos ouvidos e dar a impressão de um sucesso que só é mesmo dos bordões; não dos programas, exatamente. E para o povo, essa era a única e boa vingança saudável contra a classe política, pelos sofrimentos impostos ao país, entra século sai século. Rir dos políticos, graças ao Chico Anysio, era nosso programa predileto.
Hoje, com o medo que as emissoras têm do poder público, seu maior patrocinador, o povo está sendo obrigado a rir de si mesmo. Além de ser simplesmente obrigado a rir, com as piadas exageradas, preconceituosas, desinteligentes e de mau gosto empurradas olhos e ouvidos adentro. Mais uma vez recordo o Chico Anysio, que quando encarnava personagens populares, essas personagens eram caricaturas simpáticas, respeitosas, e sempre soavam como homenagens. Ele homenageava; não praticava bulliyng contra o povo brasileiro simples e sofredor...
...Chico Anysio foi foi o grande humor de nossa vida.
SOCIEDADE - NOVELA - SOCIEDADE
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Cheguei à conclusão de que não posso exigir que a arte pare no tempo, sob pena de se tornar fútil; superficial; sem qualquer compromisso com as realidades contemporâneas. A dramaturgia, por exemplo, quando não se propõe a exibir histórias de épocas passadas ou de cunho estritamente religioso, tende a se tornar alienada, fora de propósito e contexto, caso exceda nos véus. A menos que haja intenção dos autores, por questões de humor, fantasia ou romance atemporal.
Como não dá para enfiar computadores, smartphones, armas nucleares e comportamentos ultramodernos em histórias de séculos, quiçá milênios passados, também não dá para fazer o oposto nas histórias de nosso tempo. Afinal, a arte existe em razão da sociedade; não a sociedade em razão da arte.
Excetuando os casos de fanatismo artístico, em que a falta de compromisso com crianças, adolescentes e outros vulneráveis interfere perniciosamente no processo natural e gradativo de formação ou assimilação, não acho nada imoral. Nem contradidático. Nem escandaloso. Na arte, no entretenimento nem na lida interpessoal e consensual. É só uma questão de achar ou não por bem consumir, e de querer ou não, de forma explícita, inequívoca e decidida, interagir com o outro. Tudo com discernimento próprio; não de acordo com regras, prismas ou imposições de que ou quem quer que seja.
É claro que havemos de repudiar qualquer manifestação artística e de outras naturezas, se houver clara imposição ou incitação ao ódio; ao preconceito; à exclusão; ao crime. Mas confesso que o que tenho visto é que a mídia, em especial a dramaturgia na maioria das vezes tem feito, com ou sem eficiência e sucesso, é exatamente pregar a compreensão, a tolerância, o respeito e os novos olhares sobre as diferenças cada vez mais evidentes. Com vícios, distorções e falhas, mas cabe às famílias aplicar seus filtros, propor as devidas reflexões, assessorar seus vulneráveis para o entendimento viável do que assiste. Ou proibir a audiência, pelo reconhecimento da incapacidade de assessorar.
O que nenhuma pessoa, família, grei, organização ou grupo tem o direito de fazer é decidir o que os outros podem ou não podem, com base nas suas proibições internas, por moralismo; fanatismo; ideologia; crença; imposição de cultura ou tradição.
Que se denuncie o que fere a lei; o que é crime ou contravenção. Mas ninguém se julgue apto a reger a sociedade; a exigir que todos vivam dentro de seus moldes ou virem suas ovelhas compulsórias. Voltando à dramaturgia, chegamos ao tempo em que, por falso moralismo e ditadura de fé, como se já não bastassem os preconceitos religioso, de gênero e até racial, temos que conviver com o preconceito a depender dos programas que apreciamos, a emissora de rádio ou televisão que preferimos, o jornal que lemos, os sites que acessamos e até as músicas de nossa expressa preferência.
Na contramão do que muito cidadão tem feito, se um dia me acudisse a ideia de mover um processo judicial de natureza pública, baseado em influências de comportamentos, eu preferiria processar a sociedade, da qual faço parte, pelas más influências que ela, sim, tem levado às telenovelas. Repito que a arte existe em razão da sociedade; não a sociedade em razão da arte.
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"Toma lá dá cá", sem muita enrolação, enfim uma novela sem lenga-lenga, além da trama de 'O Outro Lado do Paraíso', e, claro, tirando algumas de suas cenas e certas intenções do autor, foi exatamente isso que me fez acompanhá-la até o fim.
Se a arte imita a vida, ou a vida imita a arte, e novela também é arte, então as pessoas com diastema entre os incisivos superiores só podem ser sobrenaturais, ou melhor, deeeusas😏
Agente é quem sabe se é o caso de amar sem dúvidas mesmo nos momentos clichês como uma novela que fala sobre o sossego não entendido;
Nessa hora o meu amor pede carona para te acompanhar onde quer que você vá, mas com cautela de viver a perfeição;
Tudo nesta vida passa
Que parece uma novela
E o tempo com suas mãos
Pega tudo e esfarela.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
18/03/2024
Para saber se a sua mulher cristã é virtuosa e sábia em casa, basta saber se ela não ouve as novelas profanas da televisão.
Não me acompanhe, acaso sou novela? As palavras fluem do nada, desconexas da realidade por vezes, ou eivadas das resuntantes do dia a dia.
A vida, se bem refletida é inexplicavel evento na vastidão do infinito. Qual dos homens será capaz de mensurar o firmamento, as galáxias e seus acontecimentos?
Qual dos seres será capaz, de fluir pelo universo em voos siderais?
Os sábios e entendidos sofrem mais, sim, ora pois, alcançaram plena compreensão da realidade, que somos o nada ante a grandeza universal da existencial do infinito, que por horas se manifesta em azul celestial, mas também revela o tom enegrecido do nada, pontilhado por luzes infindas em manifestações de cores e tons diversos, algo impossível de se contar, assim como os grãos da areia do mar.
Penso, logo sofro. Por não poder compreender a minha existencial manifestação em vida, aprisionado em um invólucro frágil e debilitado com o avançar dos anos, e na certeza de que breve, num piscar de olhos, não mais existirei em manifestação corpórea para este mundo físico.
Logo, o que fazer? Senão desprezar a sina pelo conhecimento e procurar viver iludido, ou cair em realista manifestação de entendimento para saber que verdadeiramente, nada somos.
A maquiavélica Nova Era parece novela de família, onde cada um fala, segue e faz o que quer, enquanto que os outros fazem guerras com sua Arma Bélica.
