Nostalgia da Infancia Perdida

Cerca de 5584 frases e pensamentos: Nostalgia da Infancia Perdida

➳Quando me perguntam se tenho amigos, respondo que não. Guardo poucos da infância com carinho, mas hoje vejo que a amizade verdadeira ficou rara em um mundo cheio de competições. Não disputo nada com ninguém.
Prefiro a quietude de poucos laços antigos à pressa das conexões modernas. Em um mundo que insiste em competir, escolho não disputar espaço. Minha caminhada é silenciosa, minhas memórias de infância são raras, e meu único confidente é Deus.ღ

Eu vejo.
Com os mesmos olhos pequenos da minha infância.
A minha vida não foi só flores, mas também não foi só circo de horrores, eu passei várias vezes pelo mesmo ciclo até eu compreender que eu tinha a solução para não mais remediar e encerrar aquilo que me machucou, muitas vezes o perdão é o melhor remédio e não se tratando de prioridades o melhor remédio mesmo é a distância é seguir em frente sem ficar remoendo o que passou, ou você aprende, ou você ensina.
E vice-versa.
Hoje eu acordei com uma vontade de sair andando por aí sem destino e resolvi vir aqui no alto.
Nesse lugar lindo, eu consigo ver o mar intensamente, assim como todas as lembranças da minha mente!
Comprei apenas a passagem de ida, sem me preocupar com as voltas.
Dando as boas-vindas a toda a minha vida passada.
Passeando pela minha infância, eu vi minha mãe nos levando nas festinhas de crianças dos nossos (parentes), éramos sete.
Muitas vezes não ficamos nem para os parabéns porque as minhas tias faziam questão de tratar a minha mãe como uma intrusa e muitas vezes eu me questionei o porquê.
Hoje eu compreendo que era aleatório simplesmente pelo ter ou não!
Então eu cresci correndo na rua, brincando de pega com meus amiguinhos.
Minha mãe sempre foi muito séria e severa e meu (pai) era um viajante que aparecia bêbado com alguns doces e ovos quebrados para casa que ela, trabalhando de faxineira, sustentava!
Meus problemas estão tão miúdos agora.
Mesmo eu tendo sido castigada e me sentindo injustiçada, eu compreendo que não foi nada fácil sua estrada.
Hoje tenho minha própria história com filhos e netos e nas nossas festinhas somos todos iguais, também brigamos e temos as nossas diferenças, não materiais e sim temporais.
Estou tão chateada porque confiei novamente em alguém e fui magoada.
Como dizia minha falecida madrinha, é o fim da picada, quase não dói mais!
A gente era tão feliz e, ao mesmo tempo, triste.
Acho que a vida é um misto não quente e sim uma mistura de sentimentos para que a gente vá dosando seus valores.
Hoje, eu, apesar de chateada com algumas coisas fora do lugar.
Eu só preciso desabafar!
Olhar para esse mar e gritar para mim mesma.
Vai passar!!!
Então eu solto o meu grito, liberando todo esse peso dos meus ombros e decido voltar.
Calmamente vou descendo degrau a degrau.
Porque a vida não é só subida.
E se eu cheguei até aqui, é porque eu estive lá.
Resolvo compreender minha mãe ao invés de julgar e dar a ela todo o amor que lhe foi negado.
Ela é, sim, minha guerreira!
Tipo a She-Ra que, quando eu era criança e sentia medo, levantava o braço sem espada e gritava: pelos poderes, do amor!
Que as coisas boas prevaleçam e as ruins se esqueçam!!!
É
Acho que de certa forma deu certo
Porque acontece o que for ele fala mais alto do que os gritos da tristeza..
Te amo mãe, te perdoo te compreendo e principalmente te quero sempre aqui perto de nós e feliz....
A melhor recordação são os sorrisos em família e se não tivermos, faremos ter, sejamos a nossa grande diferença nesse mundo de iguais...


Esse texto é uma crônica filosófica de Starisy em homenagem a sua mãe Marlene..


"Seria cómico se não fossem apenas crônicas poéticas "

Brincar e Ser Feliz


Na janela do meu olhar,
o tempo passa a brincar,
e a infância, sem esforço,
volta inteira a me visitar.


Crio brinquedos de pensamento,
feitos de sonho e imaginar,
onde o riso vira alimento
e a alma aprende a voar.


Sou menino arteiro,
do não esquecido e perdido,
brinco no tempo sem me prender,
sou feliz no que é vivido.


Sandro Sansão da Silva Costa

“Aqui o vento é mais frio.
O ar não traz cheiro.
Não recordo a infância há algum tempo.
O que antes era desespero por não estar aqui
agora é calmaria
sem memória.”

“A infância não fala apenas com palavras; fala com o corpo, com o brincar, com o silêncio, com a recusa e com a repetição.”
Do livro Psicose Infantil: Transtornos e Espectros no Divã, de Nina Lee Magalhães de Sá.

“A infância não pede pressa; pede presença.”
Do livro Psicose Infantil: Transtornos e Espectros no Divã, de Nina Lee Magalhães de Sá.

“Toda voz tem uma biografia: nela moram o timbre da infância, as marcas do trauma, o peso do silêncio e a força do retorno.”
Do livro A Voz e a Fala — Da Fisiologia da Laringe à Expressão Psíquica: Neurobiologia, Anatomia e Identidade dos Sons Humanos, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“Por trás de uma boneca no colo, pode existir uma infância treinada para cuidar, uma maternidade ferida ou um luto sem testemunha.”
Do livro Bonecos Reborn — Quando a Fantasia Assume o Lugar da Realidade, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“Brincar não é perda de tempo; é a linguagem pela qual a infância transforma medo, desejo e mundo em experiência possível.”
Do livro No Começo, o Afeto — Winnicott e as Raízes do Desenvolvimento Emocional, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“A infância não é apenas uma etapa do tempo; é o solo emocional onde o sujeito aprende se pode existir sem se defender o tempo inteiro.”
Do livro No Começo, o Afeto — Winnicott e as Raízes do Desenvolvimento Emocional, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“Cuidar da infância é cuidar da origem do humano, antes que a dor precise virar sintoma para ser escutada.”
Do livro No Começo, o Afeto — Winnicott e as Raízes do Desenvolvimento Emocional, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“A infância não fica para trás apenas porque o corpo cresceu; muitas vezes ela permanece esperando escuta dentro do adulto.”
Do livro O Grande Universo das Memórias, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

PRIMEIRA INFÂNCIA: AURORA
Aurora que encantas, também emerge a escuridão,
Em meio a bênção da chuva,
A tempestiva tempestade
Um ninho e sete irmãos,
No cantar do galo
No apagar das luzes,
Na hora da divina misericórdia,
A última gota
No caiu no chão
Criança
Que na primeira infância,
Sorriu
Com os seios flácidos da mãe,
O cheiro do café
O povo de muita fé,
Roga Deus
A primavera,
Seus brotos PANCs
Que a fome atenua,
O pingo de gente
A sua primeira infância sobreviveu,
O fruto frutificou
Eis a metamorfose,
O pingo não é mais gota
Viva a transmutação,
Sem rima e sem métrica
Em seus versos transcreve
Um homem escritor,
Erudita pensador
O prosador poeta.
281225II

Agora ela é como aquela cicatriz de infância que tu sabe que tá ali, que dói se bater o tempo, mas que já faz parte do teu corpo.

Amor de Infância
Quando tempo fique te esperando, eu dormia e acordava de beijando, sonhava com você todos os dias, você era a única pessoa que eu queria. O tempo passou e você foi embora levou com você a nossa história, e comigo ficou as lembranças das coisas que fazíamos na nossa infância.
Eu não sabia o que dizer, eu não sabia o que falar simplesmente aconteceu você na minha vida, eu não sei se era o certo, eu não sei se era assim, mas o nosso amor de infância nunca terá, nunca terá um fim.
Deus nos abençoou, Deus nos protegeu, não sei porque somos assim mas temos o amor para nós unir, nada poderá nos separa, nada nunca irá nos fazer chorar, pois o nosso amor de infância para sempre vai durar.

BOI TALUDO


Da minha infância doce e dolorida, lembro-me dos fatos, alguns inesquecíveis. Esse que aqui início a contar é lindo e incrível, fala de um boi aqui no sítio nascido.
Refiro-me ao Boi Taludo, o maior e mais querido, forte e manso, mas bravo se seus donos são agredidos.
É o Sanção dos animais do sítio. Protetor, amigo de todos os animais da região. Recebe carinho e amor como forma de gratidão.
Forte e valente, no trabalho não dá mole não. Arar a terra pra ele é moleza; ouvi falar que Taludo já puxou um caminhão.
Lobos e raposas não chegam perto do sítio, não. Porque Taludo fica sempre na guarda e de prontidão.


Muitos querem lhe levar para os rodeios, mas ele não vai, não. Dócil e manso, não serve para esse tipo de apresentação.
Seus donos, que o conhecem bem só para desfilar e fotografar. Nisso Taludo é bom, conquistando sempre o primeiro lugar.
Era assim a vida de Taludo, pacata e simples, de inverno a verão. Amado por todos, que lhe devotavam muita admiração.
Num certo dia, choveu muito na região. E a casa do sítio, que era antiga, com seu velho telhado, não iria aguentar toda aquela agitação.
Houve um grande estrondo, e as madeiras foram ao chão. Todos correram para se proteger, mas Taludo não.
Ficou segurando o peso do telhado, dando tempo pra saída da família do patrão. Quando todos se retiraram, o telhado veio ao chão.
Nesse dia, morreria o boi mais forte da região. Taludo deu a vida para salvar a família do seu patrão.


Construíram uma estátua de Taludo na entrada do sítio, homenageando o boi mais forte e valente de toda a região.

Tratamento de silêncio é aprendido na infância, reproduzem o que fizeram.

Lugar de infância é onde se cultiva a virtude, e não em meio ao brinde dos excessos e à apologia da ignorância.

Casa Branca...
Hoje me deu saudade, então escrevi
De uma linda casa branca
Onde minha infância vivi
Era de uma família nobre
E eu um pobre guri
Com saudades e boas lembranças
Recordar eu resolvi
Naquela casa branca
Bem na beira da estrada
Me lembro quando piá
Eu pedi uma pousada
Eram pessoas ricas
E eu pobre não tinha nada
Mas fui bem acolhido
Acabei frequentando aquela morada
Então lembrei com gratidão e saudade
Da casa branca na beira da estrada.

“Amar sem propósito não destrói apenas relacionamentos… destrói a infância de alguém.”