Nostalgia da Infancia Perdida
Na presente dimensão, infância e juventude somos o futuro; na meia-idade somos o presente; e na velhice, ou melhor, na plena maturidade, somos o passado. Porém, inverte tudo na outra dimensão. Oba!
Chuva na infância, sol no futuro
Em um dia de chuva fina e céu fechado,
fui deixada, sem aviso, sem abraço,
com os olhos marejados e o coração rasgado,
vi meus pais partirem… sem sequer olhar para trás.
Tinha três anos e uma camisa laranja,
uma saia jeans e a alma em pranto,
o mundo tão grande e eu tão pequena,
perdida no tempo, sem um canto.
Fui criada por vozes frias, mãos distantes,
que diziam cuidar por obrigação.
Erguemos o lar entre irmãos sobreviventes,
com amor inventado na força da união.
Dia dos pais era só mais uma dor,
um desenho vazio sem destinatário.
Guardei segredos que pesavam demais,
num peito sem colo, num lar temporário.
Procurei amor onde não havia,
em rostos estranhos e toques vazios.
Mas hoje, enfim, encontrei abrigo,
entre braços que secam meus desafios.
E agora, à beira de um novo caminho,
sonho com filhos, com festa, com lar.
Prometo a eles o que eu não tive:
amor de sobra para transbordar.
Eu sempre fui um garoto inocente, perdi minha infância em um sentimento de amor e loucuras.
Perdi-me em olhos sedutores e boca carnuda me dominando e mastigando meus sentidos.
Era inquieto o silêncio e seu corpo me alucinava em um feixe de luz e murmurava em meu ouvido fazendo-me arrepiar todo o corpo.
Entregava-me a felicidade, pois você é minha alegria e não posso viver sem teus carinhos e tua presença.
Amor que anda
Foi na infância que o vi nascer
entre encontros e mais encontros
mas o medo me fez reter
o sentimento não estava pronto
E a vida com sua magia
entregou cada um a sua sorte
mas nunca perdi aquela mania
querer e não ter com gosto de morte
Fui ajustando o quanto podia
minha vida seguia do jeito que dava
até que um dia, que tanto queria
Te vi e sabia que a hora chegava
Muita coisa passada,
tudo novo agora era
até que enfim a sonhada
do encontro à espera
Vinte anos separaram
não foi tranquilo aguardar
experiências outras me quebraram
mas seu amor conseguiu colar
Hoje olho para trás e pergunto:
como teria sido se desde então
o amor correspondido
mas não me entrego a razão.
Sei que tudo valeu a pena
pois pude me convencer
percorreria a mesma senda
desde me levasse a te ter.
"Eu percebi que a minha infância não foi a infância que eu queria, mas a infância que eu precisava, para aprender as lições da vida."
Aprendi desde a infância da forma mais dura, que nada nos pertence, por muito tempo verdadeiramente. A vida generosamente nos oferece mas sorrateiramente nos rouba tudo, sem ao menos deixar migalhas. Tenho medo de tempestades, ela nos tirou quase tudo, só me deixou três coisas, a vida, o shortinho surrado amarelo e meu gatinho de plástico, que tem seu rabinho mordido por mim, toda vez que estava com medo. A chuva levou me choro, também.
O sentimento de apego e de rejeição oriundos da primeira e segunda infância, tornam a vida de muitas pessoas insuportáveis na vida adulta. São raízes que devem ser arrancadas. Caso persista a dor do significante, todos os dias as ramificações deve ser cortadas na CEPA uma por uma até que se olhe no espelho e se possa dizer a si mesma: eu sou tudo aquilo que eu sempre quis ser.
Emília Bôto
As vezes é bom dar asas ao pensamento e ir lá na infância e voltar vendo o filme de coisas que aconteceram contigo em alguns casos voce vai ri, em outros você vai gelar...
Ama
Vingança não te leva a lugar nenhum! Matar quem te fez mal na infância! Pai, padrasto ou outra pessoa não te leva a lugar algum! Se queres que Deus te perdoe, perdoa tu também! Tu que me estás lendo, lembra-te que Jesus morreu por ti, para te perdoar, sendo tu pecador, como pecador foi quem te maltratou! Ama! Não odeis! Essa é a vontade de Deus!
Não existe consentimento na infância. O que existe é abuso, assimetria de poder e crime. Cada vez que essa linguagem é utilizada, o sistema falha novamente com quem deveria proteger e perpetua a violência contra crianças e adolescentes.
Nasci em janeiro e passei a infância em fevereiro. Fui para a escola em março e terminei o ensino primário em abril. Comecei o ginásio em maio, depois o colegial em junho, e me formei no curso técnico.
Trabalhei de sol a sol em julho. Em agosto, recebi meu salário, paguei um cursinho pré-vestibular e fui para a faculdade. Em outubro, reprovei, mas em novembro continuei os estudos e, em dezembro, me formei.
O que aconteceu depois disso, eu não sei.
Mãe, a senhora me deixou, durante a minha infância ouvia a senhora me dizer que nunca me deixaria,isso me fez acreditar que era para sempre. Mas agora entendo: era só para mim sentir protegido.
O céu e a chama
Havia um céu claro, inteiro,
um azul de infância, sem mágoa,
um tempo certo, verdadeiro,
que a chuva vinha quando era água.
Surgiu uma espessa fumaça,
nascida do metal e da pressa,
que tingiu o azul de desgraça,
e a chuva em ácido desce em praga.
Corrói a folha, a colheita,
ferve os rios, apaga o orvalho,
um verão que nunca aceita
o outono, nem seu trabalho.
E quando a última nuvem se esvai,
nem o azul nem a água voltarão...
Esse céu é o pacto que fizemos.
Aquela fumaça, a nossa ambição.
(Nossa infância)
Eu queria voltar
atrás e no passado
sabotar
a nossa história...
Reescrever a nossa infância,
Para que jamais precisasse haver separação...
E que nossa adolescência
na operação
do tempo durasse uma eternidade!...
***
Muitas são as lembranças que o tempo não desfaz...
as doces lembranças da infância, das brincadeiras de criança.
Lembranças de momentos em que a felicidade parecia sonhos que se realizavam...
Não se vive de passado, mas sem passado não existe presente...Não existe o agora!
" Que seus melhores sorrisos ilumine todos os seus espaços"
23/12/16
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