Nostalgia
Acho que a nostalgia é o sentimento mais injusto que existe, porque é impossível conte-la, apenas senti-la...
Tenho uma certa nostalgia com relação aos tempos que eu me preocupava com a opinião dos outros. Eu tinha uma certa sensação de que era o único que não era perfeito.
Minha vida é composta inteiramente de nostalgia. Que me alegram e, ao mesmo tempo me entristecem, por saber que naquele tempo eu era feliz e nunca soube.
Fuja da nostalgia das besteiras de ontem... O hoje está aí cheio de oportunidades para ser melhor. Faça por merecê-lo.
[...]Fechei os olhos, saboreando a nostalgia das belas e más lembranças. Uma lágrima rolou por meu rosto, inevitável, borrando levemente minha maquiagem suave. Senti como se o vento gélido me abraçasse, me confortando em seu colo sombrio. Deixei o ar escapar de meus pulmões levemente.[...]
Tire-me o fôlego, deixe-me ficar em pura nostalgia, me faça flutuar. Me sinto tão solta, leve. Como se não existisse chão. Nesse lugar não tem ruídos, apenas o som das respirações ofegantes. Chegue mais perto, deixe eu sentir a textura dos teus lábios, o calor dos teus abraços. Deixe eu saciar a minha vontade de estar ao seu lado, todos os dias, pra sempre.
Quanto menos de você é doado, menos pedaços de você se vão embora. Menos nostalgia, tristeza, bagagens…
Quando as cores do outono
pintam de laranja
a natureza,
me deixo levar
pela nostalgia do tempo.
Um deleite para os sentidos
o suave colorido das árvores,
e o chão macio pelo tapete de folhas.
É um tempo que se vaI
á espera do que está por vir.
Tudo numa sequência mágica...
onde o arquiteto do universo projetou cada detalhe...
E nessa hora de encantos,
é que vislumbramos a imensidade da Obra.
Possuo esse sentimento de nostalgia constantemente comigo. É como se tivesse vivenciado vividamente épocas em que nem havia nascido ainda; e também como se não fosse a mesma Gabriela de 15 calmos verões, mas sim uma Gabriela mais velha, observando a primeira passar por todas situações que esta já passou, em um tempo muito distante.
Nostalgia de quinta
depressão de quarta
delírios de terça
desamores de segunda
tédio de domingo
vida sem graça de sábado
vida sem graça de todo dia
Daí virou aquela nostalgia, irradiando-me pura sensação de coragem ,liberdade e poder de me satisfazer mil vezes mais do que no antetempo, só não me interrogue o porquê de tudo isso futuramente , pois meus princípios poderão inversos !
E por não ser perfeito, continuo errando porém aprendendo. E nesta completa nostalgia, encontro uma razão para continuar, para mudar e ser feliz... VOCÊ
Nostalgia é uma torneira que pinga poesia na alma, enchendo a boca do poeta d’água enquanto anseia a boca da pessoa amada.
Nostalgia é comprimido efervescente / acre-doce que na alma se produz / sentimento indecifrável de alma em pus.
Noite nublada, Radiohead na vitrola e vários sentimentos aflorados. Nostalgia tomou de conta do coração tão confuso quanto o jovem poeta.
O Reino da Nostalgia
Deitada em minha cama, ouço os barulhos minuciosos do silêncio. Aqui, presa nesse mundo, perdida nessa solidão, sendo guiada por essa nuvem negra acima de minha cabeça, estática e sem ação.
Nesse mundo não há oxigênio e ele nem sequer tem movimento. Tudo é escuro e não há cores, nem vida. Estou a beira de um abismo e posso sentir o vento frio do abandono. Aqui não há dia, as trevas são eternidade. Não há música, sorrisos, nem mesmo sabores ou abraços. Há apenas espaços vagos, há falta de amor e inexistência de esperança. Aqui, nada tem brilho e eu já não consigo ficar de pé.
Abrir os olhos e contemplar o vazio do meu ser é uma dolorosa rotina, a tristeza é minha fiel companheira e a amargura fala aos meus ouvidos, me cobrando uma razão para continuar acordada.
Olho no espelho mas já não tenho reflexo, meus lábios estão vedados e meu corpo imóvel, mas isso não me traz o mínimo espanto ou desespero. O descaso no meu olhar cansado e o vazio do meu sombrio coração são a impressão do desgosto, da dor, do sofrimento, de tudo de ruim e de pior que habita minh' alma. Se é que ela ainda existe...
Recolhida em minha mediocridade, permaneço completamente inerte. Tudo que eu tenho é nada. Eu desisti, me rendi e estou entregue à esse sentimento malévolo que reina tão predominantemente nesse mundo. Mundo que devorou minha lúcidez, mundo do qual eu sou a única habitante.
A atmosfera está me matando lentamente, como que se deliciando com meu martírio. Atmosfera pesada, criada especialmente para me sufocar.
A nostalgia é a estrela do meu mundo escuro e já não é difícil reconhecer e aceitar minha infelicidade.
Morrer não faz diferença pois eu não existo. Ninguém sentirá minha ausência porque não há ninguém.
Mas a minha causa é uma razão digna: Não sou capaz de suportar o meu próprio peso. Esse fardo sempre foi bem mais pesado do que eu posso assumir.
Ainda com todos os fatores, a verdade sempre será que eu não resisti a uma overdose de mim.
