Nosso Amor como o Canto dos Passaros
E aí, olhando pela varanda, mil cantares incessantes fizeram coro ao canto-céu: já quase azul, irerês no rumo sul passaram voando. Era Deus falando.
E nesse canto, onde meu pranto atingiu o ponto, me embriago e canto dentro deste labirinto a canção do meu tormento, que ruge violento como o sussurro do vento. Minto a mim mesmo que estou pronto, sedento e faminto para que habites esse recinto e seja unguento.
De repente vi você, saindo pela manhã, cabelo molhado, sorriso maroto dançando no canto da boca. De repente flagrei você, com a alma assim enlevada de pura paixão, de puro entusiasmo... de repente suspeitei que você, por uma aventura gostosa da vida tinha acabado de se encantar, e só podia ser por mim, e eu por você.
Um dia, num incauto, num piscar, ela apareceu . Um pequeno disco no canto da tela a avisar que ali havia uma mensagem.
Num momento o dedo deslizou com o disco para guarda-lo, mas por desavisado escorregou e voltou ao canto da tela. Lá ficou aguardando que momentos mais importantes se acabassem.
Uma segunda mensagem gritou no fim do dia. Precisava de atenção.
Então aquele dedo ingênuo passou por lá e abriu um portal.
Lidas as palavras que la estavam, produziu-se uma resposta.
E naquele momento ele caiu na armadilha.
Um diálogo logo se manifestou.
E arredio acabou sem pensar por passear e gostar daquele caminho de letras que ia se formando entre os dois.
Quando percebeu estava a convidar para um vinho com música e o aceite selou o destino.
No dia seguinte nova mensagem alteraria o plano inicial e a felicidade dela atropelou qualquer possibilidade diferente. Combinado, recombinado, tudo para apenas satisfazer Ela
No fim do dia partiu com toda a determinação que lhe é peculiar.
Lá chegando, Ela na escadaria do outro lado esperava.
Que linda estava!
Quando o viu sorriu e dele arrancou um sorriso.
A chegada com cumprimento de beijo mineiro no rosto.
Que cheiro gostoso e pele macia, disse perto do ouvido: esta linda!
Se dirigiram logo para dentro onde um senhor logo explicou como e onde seria o show que traria felicidade a ela.
Para lá se deslocaram e ela nervosa, com vergonha tentava parecer tranquila e deixar para ele a decisão de encarar a fila abandonando o vinho. E nos olhos dela o medo do Ogro não topar a mudança de planos.
E aí, planos mudados, a alegria volta ao sorriso dela.
Ele, de olhos grandes, atraído foi pelos olhos dela. Ela falava e ele olhava, ela desviava e ele olhava, ela contava histórias e ele ria e olhava.
Que olhos lindos! Que boca linda!
E a falação continuava e o olhar também.
Ela um pouco agitada e o ele pega suas mãos para acalma-la. Ela fica mais nervosa, mas ele esquenta suas mãos e ela não tem como escapar.
A fila anda e pequenos bancos são encontrados para o aguardo na porta do teatro.
Um carinho nas mãos, no rosto e ele a beija. A mágica se faz. Que Linda, que olhos lindos e marcantes, que pele macia e que boca gostosa.
O teatro abre as portas, encontrar lugares e lá parecem enamorados. Acabaram de se conhecer e tudo conspirou para que cada detalhe fosse especial.
O show, as músicas, o lugar, os abraços, os beijos e o aconchego dela no peito. O pular e dançar e cantar, as fotos e filmagens, o olhar alheio para a felicidade dele e dela.
A noite passou, as horas passaram, o tempo não foi justo e a noite chegou ao fim.
As mãos se deram e entrelaçaram os dedos.
Mas ainda reservava surpresas e o plano inicial voltou à tona e foram se sentar e tomar vinho de mãos dadas, carinhos, conversas.
Deu-se a hora e lá se foi ele a levar a linda em casa. Lá ele a deixou e se foi depois de mais um beijo.
Olhou-a entrar.
Tudo ali, naquela noite, longe do Pântano, fez o Ogro mudar. E indo embora ele já sabia que a Linda seria sua. Mais ainda e estranho, ele queria ser dela. Voltou com seu cheiro, seu gosto, seus olhos e sorriso a lhe acompanhar.
Assim por arredio estava e por saudade voltou. Saudade do que passaram, do que viveram naqueles instantes e a magia se fez para novos encontros.
Como não me apaixonar por ela!
Beijos com Amor
Indo e vindo!!! Moro em qualquer lugar onde possa colher as sementes do bem e em todo canto plantar. Volto com a mesma beleza, pois amo ter para quem voltar. Não carrego saudades, apenas lembranças de momentos vividos na beleza de meu olhar! Amooooo voltar para casa, minha família, meus pequenos amores de quatro patas, funcionários, amigos e clientes; todos parte da família de luz que construí ao longo caminho da jornada do amor! Amar o que se É e o que se faz é a chave para a felicidade em qualquer lugar!
COMPANHIA (o canto da Cotovia)
"Canta ao longe a Cotovia
Seu canto é minha companhia,
nesta tarde de solidão.
A solidão calada, fincada,
nos olhos saudosos do seu objeto
de indagação.
Canta, canta Cotovia, gracejando
pelo ar, aqui perto, vem pousar
E me responde a questão.
Por onde anda, o bem meu,
Por onde vai o seu rumar,
Dizem que segue, para outro amar.
Como é triste esse vagar na esperança
de encontrar, o amor que a Cotovia
faz lembrar neste, fim tarde quando chega,
a Lua Cheia, sobre o mar,
Onde se ouve um canto uníssono,
Cotovia e solidão.
Já, logo ali daquela árvore,
vem a bela melodia, de saudade
e aceitação".
vives em meu coração
em minha alma
sendo presente em minha oração
me trazendo calma
canto todo poema em ode sua
observando a lua
Os teus cantos transmitem a tua emoção de várias formas, um timbre caloroso, encantas cada canto quando cantas, um encanto muito imponente, a sonoridade apaixonante, proveniente da tua voz graciosa, afinada com o teu coração, cantando, intensamente, juntando letras e notas, quando uma canção se veste com a tua singularidade e se transforma em uma nova versão, porém, mantendo a sua essencialidade, consequentemente, bela e respeitosa interação entre o amor e a musicalidade.
Atentamente, quero imergir no teu mundo,
apreciando cada canto da tua existência,
os teus belos atrativos,
mente, corpo e alma,
uma benção do Senhor,
de um jeito que faça sentido
numa reciprocidade de vontades
com nossos corações batendo
num ritmo de simplicidade,
de um amor de recíproco,
e, às vezes, numa frequência
de alta voltagem
durante a felicidade
de cada momento aprazível,
enfrentando ao teu lado
cada possível turbulência,
és uma mulher incrível
com a qual quero ter ricas vivências.
Penso naquilo que te comprei, no canto do quarto esperando o momento de um dia servir para algo... Aquilo que simbolizou uma promessa tão bonita e agora não passa de apenas mais um objeto esquecido pelo tempo, todo empoeirado, moradia de aranhas.
Penso no caminho que escolheu, tão confuso e incerto, enquanto minha rua havia sido asfaltada para que pudesse caminhar livremente. Ainda te vejo com pés descalços nessa estrada de pó e pedras, e em ti penso calçando as sandálias que eu quis pôr em seus pés...
O bem te vi nunca esquece
as notas da sua canção
voa livre com seu canto
musicando na amplidão
Assim como ele sigo
cantando sempre o amor
que trago sempre comigo
num tesouro do maior valor
" Todos, absolutamente todos. Podem ouvir o canto dos anjos. Quando são capazes de perceber que para isso é preciso utilizar o coração."
O lar é mais do que um espaço físico; é um estado de pertencimento, um canto onde o mundo cessa e o silêncio respira. Pode estar na parede descascada de uma casa, na mesa velha que guarda histórias de risos e brigas, ou no calor que transborda de um olhar. O lar, de fato, são as pessoas — aquelas que acolhem nosso desalinho e com quem compartilhamos o peso da existência.
Mas e quando essas pessoas se vão? O lar desaba. Ficamos vagando dentro de paredes intactas, mas despedaçados por dentro. É uma ausência que grita, um vazio que ecoa na mobília, nas fotos, nos sons que não existem mais. Perdemos não só quem amamos, mas também quem somos, porque um pedaço nosso sempre mora nelas. A ausência faz de tudo uma recordação: a cadeira é o lugar onde ela sentava, o cheiro do café é o rastro de quem partiu.
E assim, o lar, que um dia era abrigo, torna-se um labirinto. Afinal, o que é um lar sem as mãos que o sustentam?
Olhos cansados
Em algum lugar
há de ter
um canto
para repousar
os teus olhos
cansados
eles merecem
um tipo de sossego
que só se encontra
no amor e na morte.
“” A maldade está em todo canto, em muitos olhares, em muitas mãos. Bom seria se todos pudessem viver em paz...””
“” Eu vou ficar aqui, no meu canto
Se foi, ninguém mais vai ser
E se não foi, o tempo me fará esquecer...””
"" Num canto da casa, esquecida
Até ela chegar..
Saudades, por ora não
Solidão, também não
O que então?
Esquecida, pois a vida em festa nem lembra
Que a abençoada chuva
Pode e deve voltar...""
Parati
"" Naveguei sobre a saudade
em águas de esperanças
até alcançar seu canto
e agora sou veleiro ancorado em teu cantar
.
não diga que não
aceite o néctar do beijo
e perca-se nas velas sedentas do meu amar
.
Olfatos e lampejos latejam a alma
enebriada pela calmaria do teu sal
tempero que o corpo assimila como entrega
sou vadio em teu colo frugal
.
praia vazia, gaivotas em alto mar
o peixe cai na rede
e eu sou apenas areia
.
no teu mar sonhar
ao beijar tua boca
que coisa louca
teus seios, doce manjar
.essa loucura tem nome
que às vezes consome
todo alfabeto de navegar
.
sou um louco
que para ti declamo
não há no mundo um oceano
que eu queira mais que teu mar
.
as velas a todo pano
se não me engano
é hora de casar
.
declaro que te amo
e para ti e por ti sereia
nunca mais em terra firme irei pisar...
