Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Conhecer DEUS é como ver o céu na transparência da vida.
E se encantar com o mar na profundidade do seu existir...
"Ela e os nós (duas)."
Minha mãe nos deixou já faz um tempinho, como dizem os espanhóis, "já tem um par de anos" E hoje resolvi visitar lugares evitados ao longo desses quase 730 dias, como coisas ensacadas, e encaixotadas por ela. E o que mais me chamou a atenção não foram os itens guardados mas sim os "nós" e laços dados em fios, fitas, e sacolas que sempre foram marcas registradas da minha mãe. Ela gostava de tudo amarrado, ensacado, agasalhado. Na sacola dos tapetes,eles estavam lá, bem medidos, bem amarrados. Nas cordas das redes, eles estavam lá, bem firmes, bem seguros para que ninguém viesse a cair. Depois fui ver algumas coisas atrás da casa, e eles também estavam lá, amarrando, segurando e alinhando discretamente três canos de água em desusança, preparados para uma eventual necessidade. As digitais da minha mãe estão naqueles nós, naqueles laços, porque sei que ali ela foi a última pessoa que pegou, que tocou, que amarrou. Posso desobrigar os laços das sacolas,e das fitas, a permanecerem na condição em que Zizina Vidal os deixou, mas confesso que tive dificuldade em mexer em algo que parece ser tão simples mas que foi especialmente e atenciosamente feito por ela. Minha mãe foi embora, deixou aqui alguns laços nas sacolas para eu desatar, mas também deixou laços entre mãe e filha que por vez, são indesatáveis.
"A democracia dar a entender uma equivalência de poderes. como? se o mundo está impregnado de imoralidades, de egoismo, além da ausência de humanidade."
Devemos tomar cuidado com quem falamos e com nossas palavras, pois como disse Pitágoras, quem fala semeia. A depender da espécie de ouvinte, poderemos estar fornecendo a ele condições de fazer uma boa colheita baseada em nossa informação, contra ou a nosso favor.
A vida nos desafia todos os dias, nada é perfeito nem tampouco como queremos, contudo temos que seguir em frente. Isso é viver!
O que você vai fazer quando não tiver mais ninguém para lhe dizer o que fazer? Como pensar, como se vestir, o que comer, o que é certo e o que é errado...
Esse clima, como fazemos com ele? Essa tosse falsa??? Esse andar devagar me observando??? Como se explica tudo isso??? O que sentimos quando nos vemos?
Só eu vivi minhas histórias, minhas experiências, meus amores, minhas dores. Só eu sei como a vida se apresentou a mim.
Como alguém poderia julgar a intensidade dos meus sentimentos, se não viveu o que eu vivi?
Bom dia 17/04/2017
Não encene seu dia de hoje, como um filme o qual não gostaria que tivesse o fim que não esperava.
SECURA SEQUIOSA
Sequiosa a secura, como é frágua
o chão ressequido árido secou
Posso ter sede de mais água
mas do craquelado, o cerrado eu sou
E na cremação dos meus versos
saudades, magia e seca maresia
Rimando no cerrado, diversos:
O abrandar da noite, a azia do dia...
Fria está sequidão, ardida e fria!
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Abril de 2016
Cerrado goiano
Não temos como provar que a única certeza da vida é a morte, porque nunca morremos antes para saber se a morte é a morte por si só
Se a alma estiver atormentada, ainda que que viva num paraíso, sofrerá consigo como se estivesse no inferno.
— Icaro Fonseca
Meu vazio, meu abismo. Sinto que tem
algo além do vazio. Assim como o átomo sentindo-se vazio, mesmo sendo seu próprio vazio capaz de criar e ser.
Desperte esse vazio. De pouquinho em pouquinho a gente aprende com a gente. A gente aprende que podemos despertar esses vazios cheios de mistérios sobre nós próprios. Criações adormecidas em formas de vazio, guardadinhas esperando um salutar.
Ficaríamos surpresos ou até mesmo encantados com o que há em nós, sendo em grande parte "invisível às vistas e essencialmente visível ao coração", como uma vez alertou certa raposa diante de um pequeno príncipe.
— Icaro Fonseca
A preguicinha boa descansa e até diverte. Age como remédio às vezes e uma dose não faz mal. Então, uma dosagem, uma; por vezes extrapolamos na dose para fugir de algum desconforto. E a dosagem extra transforma o remédio em veneno. Excesso de preguiça mata —, começando por dentro.
— Icaro Fonseca
