Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Prática esportiva como metáfora para a vida
A glória é tanto mais tardia quanto mais duradoura há de ser, porque todo fruto delicioso amadurece lentamente.
Arthur Schöpenhauer
O filósofo Sócrates, na Grécia antiga, já afirmava: "As duas grandes habilidades necessárias ao desenvolvimento e à formação do ser humano são a arte e o esporte". Os gregos sabiam da importância da boa forma física para uma saúde perfeita. Era a filosofia mens sana in corpore sano. O bem-estar físico era um dos caminhos para que o intelecto pudesse fluir livremente, ultrapassando fronteiras limitantes para qualquer aprendizado. Os ginásios - edifícios monumentais destinados não só ao desenvolvimento do corpo, mas ao cultivo da inteligência - tornavam-se centros de pesquisas, debates e discussões. A própria metodologia do ensino nas academias atenienses já compactuava com essa mentalidade na medida em que os professores davam suas aulas em bosques, ao ar livre, fazendo caminhadas com os alunos enquanto transmitiam informações sobre botânica, matemática, zoologia e toda a série de disciplinas que formaram os grandes filósofos e gênios da época. A criação das Olimpíadas, em 776 a.C., é a prova máxima da importância que os antigos conferiam à prática esportiva. Vencer significava a glória, os louros, o reconhecimento por parte dos imperadores. Era um ritual mágico que simbolizava a conquista, a superação de obstáculos, a transposição de limites. Hoje, a mentalidade grega, no que diz respeito às práticas esportivas, encontra ecos em poucos países que, sabiamente, ainda incentivam seus jovens a praticar atividades físicas desde tenra idade. Procedimentos como esse facilitam o surgimento de campeões que se superam a cada geração, batendo recordes e entrando para a História. Tem sido assim a cada quatro anos, quando assistimos, boquiabertos, às delegações dos EUA, Canadá, China, Rússia e Coréia conquistarem a maioria das medalhas de ouro nos jogos olímpicos. No Brasil, em contrapartida, o apoio ao esporte ainda é insuficiente para resultados mais assertivos em competições ou mesmo para o desenvolvimento educacional completo dos jovens. Muitas empresas de grande porte ainda não acordaram para os benefícios de ter sua marca associada ao esporte. Já o Governo, apesar da boa vontade demonstrada nos últimos anos, ainda engatinha quando o assunto é a política pública de ponta para o setor. Muitos de nossos atletas, por exemplo, optam por viver fora do país, graças aos incentivos técnicos e financeiros que recebem no exterior. Bolsa de estudos nas grandes universidades, moradia gratuita, treinamento com equipamentos de última geração e acompanhamento médico adequado compõem um rol de ofertas tentadoras para os jovens competidores. Enquanto isso, em nosso País, mesmo os esportistas de primeira linha enfrentam, constantemente, inúmeras adversidades pela falta de patrocínio. Em casos extremos, muitos desistem do sonho por não dispor, muitas vezes, do dinheiro para a condução que os levaria ao treino. Todas as grandes vitórias olímpicas dos atletas brasileiros se devem, salvo exceções, ao empenho e à dedicação solitária do atleta, de sua família e do seu treinador. Em São Paulo, essa história já está sendo modificada, pelo menos para cinco mil jovens que passaram a praticar esportes nos principais clubes da cidade por meio do Projeto Clube Cidadão. Os adolescentes recebem uma bolsa no valor de R$ 120,00 por mês, desde que comprovem que freqüentam a escola. Quando a sociedade não valoriza o esporte, acaba se tornando vulnerável em vários aspectos. A prática esportiva distancia o jovem da violência, do individualismo exacerbado, do comodismo e da baixa auto-estima. Por outro lado, o esporte desenvolve as potencialidades dos seus praticantes na medida em que os torna confiantes, decididos, equilibrados, emocionalmente estáveis e preparados para os desafios impostos pela vida. A vitória e a derrota passam a fazer parte do seu dia-a-dia, capacitando-os para o mundo complexo em que vivemos. Saber ganhar e saber perder são elementos fundamentais, sobretudo, para quem vive na civilização ocidental a qual, ao mesmo tempo que respira competitividade por todos os poros, não prepara seus "atletas" da forma como deveria. Ao contrário, nessa arena pós-moderna, conquista o pódio quem digladia pela busca do sucesso fácil e rápido. Obtê-lo a qualquer custo transformou-se em lei. De nada vale a grandeza de competir, por si só. É a inversão completa dos valores básicos do esporte. Embora as atividades esportivas, cada vez mais, despertem o interesse do grande público, pouco tem sido feito para melhorar a prática da educação física nas escolas, no ensino superior e na comunidade. Faz-se necessário garantir a educação física e os esportes para todos como uma política prioritária para o desenvolvimento físico, intelectual e moral de milhões de jovens. Mais do que nunca, devemos trabalhar para reduzir a distância entre os esportes competitivos de elite e o esporte para todos. Nunca é demais repetir a frase "o importante não é vencer, é competir", atribuída ao responsável pelo resgate dos jogos olímpicos para os dia de hoje, o parisiense Pierre de Fredy, conhecido como Barão de Coubertin (1863-1937). Para ele, a tradição olímpica tinha como objetivo principal incentivar o esporte e, quem sabe, ajudar na união dos povos. Que essa meta seja de todos nós.
Publicado no Jornal A Tribuna - Santos
Uma das coisas que aprendi é que nem sempre as coisas são como a gente quer, que a gente pode dar uma volta na vida, vencer os obstáculos e derrubar as paredes que nos impeça de seguir em frente em busca de nossos sonhos, nunca esquecer o passado e ver que foi por causa dele que possibilitou você chegar onde está hoje.
Se esforçar sem nenhum objetivo é como nadar contra a maré. O imediatismo só nos faz descartar coisas que, com o tempo, poderiam se tornar valiosas.
Tudo na vida são lições repetitivas.
Assim é na sua vida como é na de todos os outros.
Coisas boas, coisas ruins, erros e acertos…
O que muda não são os fatos, são apenas as pessoas.
Eu não sei como estou me sentindo agora. Não sei como seria se você tivesse aqui comigo. A gente se entende sem muitas palavras, por intuito, por força maior e só eu sei o quanto isso me faz feliz. Eu acredito no amor e também na impossibilidade dele não se realizar. Não é falta de vontade sabe, é racionalidade. A gente é assim, quando se pode evitar um sofrimento maior, pra que ir até o fim? E se for? Seja o que tiver que ser não é necessário muita coisa pra saber o que se passa nesse meu coração. É, coração que quer e não pode. Coração que ama e machuca...
Luz que ilumina.
Em minha mente se move rapidamente, se move devagar.
Pessoas, como elas vagam procurando felicidade.
Esqueceram coisas, esqueceram sentimentos.
Esqueceram de ver as coisas com os olhos curiosos de alguém que observa atentamente.
Esqueceram de ver que mesmo na menor coisa possível existe uma luz de vida.
E que quando morre, existe uma luz de morte.
Esqueceram das lembranças.
Esqueceram que até algo sem movimento se torna interessante aos olhos de uma criança.
Esqueceram que sofrer é opcional em toda mudança.
Hoje eu chorei outra vez, acredita? E dessa vez não é porque não me sinto como uma princesa, não é por olhar uma foto sua e muito menos por alguma palavra que me disse, até porque você não me vê mais. É simplesmente porque eu acabo de sentir a falta sua. Eu não sabia, mas eu descobri nesse exato momento que aceitaria você de todas as maneiras que a vida pudesse me dar (devolver). Porque... caramba... você me faz muita falta! Descobri que se desse eu te amaria até o fim. Seria você até o final! Porque se eu pudesse e se fosse pra ser, eu não te deixaria um dia sozinha e estaria com você agora pra dizer que não me imaginei sequer por um dia numa nostalgia assim. Porque tu tinha o poder de me libertar e agora me vejo tentando me encontrar em qualquer canto desse mundo. Tento me surpreender quando vou em um daqueles bares que costumávamos falar e bato um papo legal com alguém interessante. Penso que talvez eu consiga continuar agindo assim porque eu gosto de conversar e gosto quando prestam atenção em mim. Mas... espera... Começa a tocar a música que você mais gosta de cantar. Madri era tudo o que eu não precisava ouvir. Não hoje porque eu estava com alguém e não queria lembrar o quanto por tantas vezes precisei que São Paulo fosse do lado de Recife. Que se foda aquela pessoa legal! Eu só queria encontrar você, rir com você e te dizer que te imaginei linda, legal, interessante, inteligente, totalmente o suficiente, bem humorada vindo em minha direção com aquele ar de sorriso, querendo me levar embora, querendo me dizer o quanto eu ficava feia e sem brilho querendo me surpreender com alguém que não era como você. Porque você dormia enquanto eu falava e resmungava quando eu te dizia pra me ouvir. Eu só queria me esquecer um pouco porque não tinha você e agora eu só sinto a sensação de estar por perto. Que droga! Será que da pra ser exatamente assim pra sempre? Até quando você vai ser exageradamente mais legal do que as outras pessoas com quem ando tentando conviver? Até quando? É inacreditavelmente chato gostar de você.
Supomos que a vida seja como aprender a andar de bicicleta, então, não devemos parar quando nos machucarmos, uma hora ou outra aprenderemos o jeito certo de equilibrá-la.
Somos como um rio e não podemos represar as águas. Elas pedem liberdade e movimento. As marés conectam-se ao sabor dos ventos, sentem a influências das fases lunares e refletem a beleza do céu. É preciso ouvir a voz do rio com o silêncio do coração. O canto do rio é uma comunhão de elementos. Cada gota de chuva tem o sentido universal da essência da água geradora de vida. Há muitas águas no rio da vida.
Esta Manhã Serei Eu..
A devasta maneira de ser,
Alquimista das feras de meu passado,
Como tudo o que é sólido se desfaz..
A névoa desta tarde me traz,
Subitamente a alegria de descansar-me em meu cais,
Esta manhã serei...
A outra que dentro de mim,há de haver,
De sentimentos doce,e ímpeto de ser..
Ou ainda serei..
Aquela sonhadora,que porém,o tempo se fez..
A espera de outrora,
A busca de novo prazer..
Para desencadear,este meu tristonho ser,
E contradizer,tudo aquilo em que pus um fim,
Mas que ainda faz parte de mim.
Você me diz como está sem uma palavra, sem um sorriso, sem um olhar...é como se já tivesemos vivido uma história no passado e revivendo cada capítulo no presente.
Muitos Seres Humanos são como o pescador que tem como missão pescar em alto mar, para ganhar o sustento para si e para a sua família, e ainda, dar o seu contributo para a comunidade onde pertence. Mas quando chega a alto mar, olha para o Sol, para as nuvens, brinca com a água,
diverte-se com os peixes que vêm à superfície… Distrai-se e procura divertir-se. Mas esqueceu o fundamental: da sua missão, o que realmente foi fazer em alto-mar e da confiança depositada em si.
Sinto-me como um pássaro dentro de uma gaiola. Um pássaro infeliz, que se limita em usar suas asas para voar em menos de um metro quadrado. Um pássaro que sente vontade de fugir da gaiola e conhecer novos lugares, novos pássaros, novos horizontes. Mas algo ou alguém sempre me impede. Talvez, quando me soltarem da gaiola eu não me acostume com o novo ambiente e me tranque de novo. Ou melhor, eu me acostumaria. Fácil! E voaria para longe, bem longe, para que não tentassem me trancar de novo naquela velha gaiola. Mas enquanto isso ainda estou aqui sonhando em voar. Mesmo sem ter asas.
É como se não houvesse escolha; como se algo me forçasse a observá-la a todo o momento... o brilho do cabelo, a suavidade do olhar, o sorriso doce, cada mínimo detalhe... como se algo me levasse a crer que não existe outro lugar no mundo pra mim, senão ao lado dela.
Lembre-se sempre, que o esquecimento é um suícidio para a alma! Mas como a alma é imortal impossível te esquecer!
