Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Belo Canto
Nos olhos uma lágrima
que segrega no rosto com um sorriso.
E nos lábios formam o beijo
que dá o ar que eu preciso.
Dos pequenos erros se faz grandes
da grandeza se faz o incerto,
e dúvidas que param no tempo,
a respeito de sentimentos.
A fala que soa como um choro
dá ritmo aos discursos desesperado
nos ouvidos de quem o consolo
acalmando coração apaixonado.
O ar que me falta a fala
é aquele que só tem em seu beijo
que some quando você se cala
ou me mata se com alguém lhe vejo.
Melodia da Morte:
As estrelas não estão no céu,
mas seu canto noturno está a me embalar.
Acordei com o silêncio batendo a minha janela,
pedi para que foste um Anjo a chegar.
Cante sua música para mim,
cante e eu sonharei com a Lua.
Cante bem baixinho para que eu ouça
sua doce voz ao meu ouvido.
Sente - se ao meu lado e cante...
cante para a Morte, cante...
Cante para o Mundo...
Cante para mim...
Veja da janela a noite escura a te escutar.
Sinta o vento beijar seu rosto.
Me veja, me sinta, me deseje...
Mas cante, cante para a Morte.
A melodia que nos rodeia é sua.
Por isso, grite e o Mundo lhe escutará,
e o silêncio será sua platéia.
Cante...
Cante bem baixinho nos meus ouvidos.
Me veja, me sinta, me deseje.
Cante.....
cante para a Morte.
Apenas cante para a Morte...
Quero vivê-lo em cada momento e em
Seu louvar hei de espalhar meu canto
Até meu riso derramar meu pranto ao
Seu penar ao seu contentamento no A.B.C.
do amor.
Passeando pela beira do rio,ouço um canto,voz hipnotizadora,doce,calma,versos lindos...
vou ao encontro,e um belo cabelo vermelho fazendo um longo rastro avistei,
Fui seguido até chegar ao teu corpo...encontrei!
Me pego parado como estatua,me pego vidrado pelo teu canto,me pego encantado com teus lindos olhos tristes...
Apaixonado pelo inesperado acaso e pelo som de sua arpa q me faz viajar em teus olhos gritantes,a bela Sereia se aproxima,me arrepia com teu halito quente, me olha profundamente e se lança ao rio.
Segui-la irei...meu ar perderei,mais de amor morrerei !
Me perguntaram:
- Menina porque escreves tanto?
Inspirei, dei um sorriso de canto, bem leve e disfarçado, e respondi:
- Escrever é mais do que transcrever meras palavras em um papel, esperando em troca respeito e apreciação das pessoas. Escrever é sentir e falar através daquele lápis ou caneta o que se sente. É não ter medo de expressar sentimentos. É uma forma de refúgio. É uma dádiva. É algo maravilhoso. Escrevo porque sinto. Escrevo por me sentir livre pra isso. Escrevo porque amo. Escrevo por amor.
INSÔNIA
Insólita noite sem noite, sem norte
Inóspito canto sem canto, sem canto
Estúpido ser sem ser, sê forte
A crespa ignorância aos prantos
Expurgado o amanhã, anseio por ele
Exasperado no meio do nada
Dormente sem sono, não durmo
Zunidos não deixam a cama calada
As vestes que encobrem a madrugada
Embotam a minha cabeça cansada
E talvez escreva tolices agora
As brumas que cortam meus versos
São parceiras de momentos iguais
Que noite sem noite, sem norte sem nada!
É preciso saber sambar e lambar, que a dança e o canto se renovam a cada ano". Herança (romance, 1992)
Eu vivo numa Terra que tem cheiro de mar, de rio e de lago!
Eu moro no canto, perto do mato fechado ao lado do Shopping Norte.
Eu me deito numa rede no final de tarde para pensar.
Eu voou de bicicleta regozijada do outro lado da rua na casa de mainha, pra comer beiju quentinho e te dá um beijo na testa, na hora de voltar.
Na saída encontro Clarinha, minha sobrinha linda da idade de ninar...no colo de seu pai, meu irmão sanguíneo.
Hoje eu cantei o amor te mandei uma flor que não tem cheiro pra teu coração alegrar... Me arrumei fiquei perfumada e fui deitar.
CANTO DO SER SEM AURORA E ALVORADA
Um rio agônico que deságua
O ocaso emanando dos moribundos olhos que derramam lágrimas
A cordilheira que se metamorfoseia em cinzas de montanha
A espera impressa e circunscrita na hirta parede da lembrança
O estro que tomba ante o eclipse total da esperança
A criança que dorme, morre e não sonha
O bardo que é maninho pasto, desrepasto, marasmo, secura, insônia
Insânia!
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
DISPIDIDA DA SINHÁ
(Tânia Mara Camargo)
Tô com o coração apertadu,
Vô deixá meu canto,
Meu rincão quirido,
Meu chão vermeio.
Di noite veju o céu
Estrelado, pareci
Tão pertu, mai
Tão pertu,
Qui a lua dá pra pegá.
Pareci doci de arroiz doci,
Bão de lambuzá.
As porteira aberta,
Isperandu o amo chegá.
I chego!
Tô formosa qui nem
Flô.
Mais o peitu dói
Ademais,
Num gostu de
Adespidida,
Eita firida duída.
Ocê já pode pega na mão
Inté!
Quem me encanta
com o mais suave canto
canta,
gorjeios
cheios
de tristeza e pranto
por não mais
beijar suave
os lábios meus
do mais puro amor que era só seu.
Na padaria aqui perto do meu estúdio, na Praia do Canto, Vitória (ES):
- Acho um exagero dizer que todo mundo ‘nestepaís’ é ladrão.
- Por quê?
- Porque tem muito brasileiro vivendo no exterior.
Canto secreto
...Eu não sei explicar
porque estou me sentindo assim,
porque esse vazio dentro de mim...
Parece que meu corpo fica inerte
enquanto minh'alma vagueia
pelos cantos da casa, alienada
à tudo e todos...
Não tenho palavras pra expressar
nem sorrisos à doar...
Permaneci dia todo adormecida,
escondida em algum lugar secreto
que eu mesma desconhecia!
As Artes contentes eu canto o canto da terra
Brilhante de longe ela vem com traços predefinidos
Que encanta ao conto é arte feliz ,pois ela cedeu
Com brilhos e brilhos nos pinceis procuro o encanto.
SOU POLÍCIA
Uma cadeira esquecida no canto
De alguém que talvez não voltará
Foi convocado pra guerra
urbana
Até quando esperar...
Foi defender uma pátria,
Que ao menos pensa nele.
Uma sociedade inversa
De um prazer descomunal
Não torcem para os mocinhos
Vibram com ações de marginal
Mas porque dar créditos ao Estado
Que deixa o povo na miséria
para eles uma diversão
vidas ceifadas de pais de família
E de mero cidadão
Os contribuidores
clamam ter, saude, educação e segurança.
Mas espera em DEUS uma aliança
Porque só ele capacita
Um povo esquecido, desprotegido,
Com mordaças que impedem opinar
Um regime contraditório
Que é chamado de democracia
Mas te obrigam até votar
Cadê a ordem e progresso
De nossa bandeira.
E a soberania!
Será mais um conto, uma brincadeira.
Direitos Humanos tem que ser pra humanos direitos
O trabalhador que leva com orgulho esse pais no peito
Perdemos nossa paz
E aí
Quem será capaz
De devolver ao povo o orgulho, a confiança a esperança.
Como se o braço do estado
Perdesse todo poder.
Bravos companheiros
Que está na guerra todos os dias
Pra salvar de outro, arrisca sua vida
Ainda é massacrado pelo governo
E uma sociedade mal agradecida
PRA QUEM FICA
A dor de quem parte é menor
Porque quem fica
Ficará com o problema
Cada canto desta casa faz lembrar
Que teu amor é que
Jamais valeu a pena
Erguemos muros sem por
O alicerce que sustenta
Plantamos flores sem cor
Lá no quintal o mato aumenta
Mas vou ficar, recontruir a minha história
Vou apagar de vez teu nome da memória
Sem desistir daquele disco arranhado
Que o lado b toca um punhado
De canções para quem chora
A única coisa que mesmo se você não sair do canto irá sempre chegar ao final é a vida,por isto ame faça o bem enquanto caminha.
