Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Na quele tempo,
Quando eu estava na escuridão
No canto do meu quarto.
Quanto mais eu luto,
mais essa magoá penetra em mim
"...Eu viajo nas velhas ideias, canto
sozinho sem plateia, me imaginando
um guerreiro numa odisseia...🎶"
[JOTA'FS - Fiz apenas mais um...]
versos do cerrado
chão agastado
ressecado poema
canto empoeirado
ventos em trema
no estro grudado
do cascalho sangrado
inspiração extrema
dum pôr do sol encovado
num horizonte com fonema
e galhos tortos poetado
no sertão árido com dilema
num cântico sulcado
dum poético ecossistema
choram os versos do cerrado
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
JARDIM PARA MARIA
Foi p’ra ti o meu canto de rosas
Cada pétala em nota formou-se
E várias flores então eu colhi
E para fazer a canção desfolhei tantas rosas
Precisava um imenso jardim
Não apenas das rosas, mas também de jasmins
Pois a canção deveria expandir no infinito
Meu amor, meu querer, e meu grito.
Fiz-te então teu jardim...
Toma-o aqui de dentro de mim!
Piscar de Olhos
Num piscar de olhos e o início aconteceu, em cada canto da casa respiro sentimentos,
os teus encantos causam muitos efeitos bons em mim, o teu calor transmite muita alegria, paz e vitalidade para a minha alma,
antes da tua chegada tudo na minha vida era tão trivial, agora tudo é tão especial, extraordinário,
deve haver alguma tradução para o meu Sol esta brilhando tanto, se a Lua já era linda, imagina como a vejo hoje,
o teu amor me envolve diariamente em uma camada perfeita de sonhos e emoções reais, ele me transforma,
não há adjetivos para compor a minha frase, não há flores mais bonitas para homenagear este sentimento, o meu amor é invisível apenas para os que não querem ver, sem mais rodeios.
Eu te amo! E sempre estarei te amando incansavelmente.
Aos meus amigos
De vida e de passada
Eu não vou pedir mais nada
Só vos canto essa canção
Salve o amor salve a paixão
Salve o cantar de um coração
Eu sei que mesmo sem saber
Um dia vou voltar a ver
MiniConto
Em si bemol menor, o vento soprava na sala, a Sonata número 2. O piano deserto num canto.
Sand, aluada, pálida e sentimental , o olhava com saudades.
Me deixa...
Hoje só quero ficar sozinha no meu canto..
Só quero deitar e Chorar bem baixinho...
Pensar na vida..enxugar meu planto..
Hoje eu só quero estar comigo mesma...
Estendo o tapete com o tecido
com os pedaços de ninhos,
contendo essências
de canto de pintassilgos.
Um canto que torna
minha fé inabalável, pois emudece
o mundo, inundando-o de beleza.
Brasil querido
Brasil, meu Brasil brasileiro eu canto
Meu hino na inocência de um sonho,
Minha ingênua alegria e esperança,
Trago neste meu jeito de uma criança!
O nosso povo já foi guerreiro e heróico,
Hoje meu lamento num brado retumba
Evoca no peito um sentido adormecido,
Enquanto perco - me nesta penumbra!
Mas, de certo ainda meu amor eterno
À Pátria amanda é imenso e tão vívido,
Posto a cantar no meu coração fraterno!
Flâmulo minha bandeira em sentido,
Mesmo que pareça apenas engano,
Meu país eu amo e o tenho querido!
Puxe-me para o canto da sala e diga-me que ainda se sente feliz com isso, seja sincero. Minhas lágrimas me dizem que está na hora de partir, mas o que você me diz?
Nas tardes disponíveis
me deito em um canto
onde posso escutar o pranto
do universo à sussurrar,
pedindo socorro pela humanidade
que simplesmente está perdida
numa fusão de pensamentos,
refletidos nessa vida corrida.
Mas apesar da decadência do mundo
temos que ver o lado bom de tudo,
compreender as intenções
que são concedidas aos corações
daqueles que sabem observar...
o canto dos pássaros a voar;
das nuvens deslocando-se sobre o mar;
do vento arrastando as folhas caídas;
E na espera da próxima fase da lua ser definida
uma gota d'água cai em minha alma ferida
com o propósito de me acalmar
por ser o universo mandando sinais
de que um dia em algum lugar
viveremos totalmente em paz.
Sonhos e desejos jogados em um canto da vida, empoeirando nas estações do tempo.
Doces lampejos de lembranças penduradas nas paredes da memória, nutrindo auroras nostálgicas saudades.
Anjo ardente
Ela é surreal, um encanto
Que em nenhum outro canto ele viu
A não ser no canto do riso dela
Que pelo canto dos olhos dele
Viu que a felicidade tem nome
sobrenome e um sorriso
que faz perder a cabeça
É como abraçar um anjo
E sentir-se queimar como demônio
Ela tem magia no toque
E nem falo das mãos
Toca com os olhos
E devora com coração
Ela é poesia no corpo
E ele a paixão de ler
Fica todo alucinado
Quando aqueles olhos grandes
Se perdem ao vê-lo
Essa mulher tem magia
Um encanto que fascina
Mas seu maior poder
É a liberdade de ser ela mesma
Em cada canto que ele a vê
Autora #Andrea_Domingues ©
Todos os direitos autorais reservados 01/03/2020 às 22:00 hrs
Manter créditos de autoria original #Andrea_Domingues
Sofro e choro
Em cada fado que canto
Na rua onde moro
Está uma janela de pranto
O fado nasceu comigo
Desde a hora em que te vi
Serás sempre o meu amigo
Deste me alegrias que senti
CANTO
De um canto solitário, ouço um canto que me desperta;
Canto que enche os olhos d'água, canto que me liberta;
A mais perfeita melodia, em sintonia com o meu pensar;
Canto que encanta, meu canto preferido irei cantar.
NEM TANTA COISA DEPENDE
preferes o canto, o lugar oculto
a folhagem, a sombra, o quarto, este
saco de trigo: ouro de um texto
sobre a velha escrivaninha do real
lá fora o clarão do arvoredo
atalhos para a tingidura da paisagem
cá dentro menos caminho, outro
panorama: a presença tão-só
desabitada de uma pessoa, mistério sem
atributo ou função
sempre a desfeita de um coração
o cultivo intensivo das figuras
e sobram tristeza e dias ao corpo que escreve
no calabouço de uma manhã muito larga
reluzente de gotas de mel
enquanto os gatos lambem o sábado
e sentado, sapo de ouro, permites-te pôr no mundo
(mas porquê) outro poema
JULGA (soneto)
Ah.... o poeta procura
A alma em cada verso
Rimar o olhar disperso
Num canto de ternura
Porém, tem senso averso
Também, na sua estrutura
E de tal jura, na sua leitura
Que faz do leitor submerso
E, de momento a momento
Que varia o sintoma diverso
Levando-o na ilusão ter fuga
E, é em vão só o sentimento:
Se é alegre ou se é perverso.
Pois, ao poeta não cabe julga!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
27/03/2020, 17’14” – Cerrado goiano
