Nosso Amor como o Canto dos Passaros
O pássaro engaiolado dificilmente canta, perde o encanto. Quero que cantes e me encantes com teu canto. Canto de liberdade.
É em casa, no meu canto que fico sempre a pensar.
Renovando os pensamentos para me organizar.
Peço a Deus a direção para que me faça ter,
atitudes que me leve a prosseguir e a crescer.
Conhecimento sempre é bom, pois nos trás mais confiança nesse vida sempre temos que ter muita esperança!
Eu sei que eu sou feliz, por isso eu canto alto
Quando eu tô contigo aqui, danço descalço
Simples, mas a vida é assim
Canto da dor
Quando a dor é muita
o medo desaparece,
e o caminho que se mostra
diante do perigo, o abismo,
passa-nos despercebido.
Quando a dor é muita
sufoca por dentro e por fora,
e o sentimento que banha o âmago
é uma amarga desesperança.
Quando a dor é muita,
a música mais ouvida é um soluço
não reprimido, é um gemido aflito
gritando forte no coração ferido.
Quando a dor é muita,
sangra o coração
e o espírito aflito
se angustia.
Quando a dor é muita
aniquila a alma enferma,
anula a razão e a fantasia,
ceifa a essência da vida.
Umbelina Marçal Gadêlha
Um pássaro engaiolado quando emite um canto lindo aos nossos ouvidos pode ser para ele, um pedido para sua própria liberdade
Na beira do rio
deixou sua voz
brincou na terra
dos seus antepassados
perto de nós há
um caminho de vida
Eis a esperança
desse som.
Você.
"Você o meu verso, a minha prosa.
O meu sonho cor-de-rosa...
A minha música preferida,
que hoje eu não canto mais..."
☆Haredita Angel
Canto
Na sala eu canto
Na sala um canto
No canto da sala.
Na sala, canto,
encanto...
Enquanto fala.
Sala de canto
Encanto de sala
Fala de encanto
Fala!
Fala que eu canto
Na mesa de canto
Na sala de espera
Te espero!
Me fala?
Me canta?
Me espera?
Me encanta!
E ela vai continuar, quietinha, num canto só dela, por ela, embriagando sua lucidez de solidão, fazendo cócegas em seus pulmões, e então ela respira fundo e encontra seu Amor próprio no fundo do seu coração, colecionando cicatrizes, lá vai ela vivendo: o felizes para sempre.
Sou
Sou a palavra cacimba
pra sede de todo mundo
e tenho assim minha alma:
água limpa e céu no fundo.
Já fui remo, fui enxada
e pedra de construção;
trilho de estrada-de-ferro,
lavoura, semente, grão.
Já fui a palavra canga,
sou hoje a palavra basta.
E vou refugando a manga
num atropelo de aspa.
Meu canto é faca de charque
voltada contra o feitor,
dizendo que minha carne
não é de nenhum senhor.
Sou o samba das escolas
em todos os carnavais.
Sou o samba da cidade
e lá dos confins rurais.
Sou quicumbi e Moçambique
no compasso do tambor.
Sou um toque de batuque
em casa gege-nagô.
Sou a bombacha de santo,
sou o churrasco de Ogum.
Entre os filhos desta terra
naturalmente sou um.
Sou o trabalho e a luta,
suor e sangue de quem
nas entranhas desta terra
nutre raízes também.
Somos apenas um instrumento nas mãos da vida, cabe a nós traçar o caminho pois existem algo a nos puxar pro desconhecido.
Todo mundo precisa da sua intimidade do seu canto, e isso não faz ninguém inferior por você querer respirar no seu espaço.
"Saiba escolher bem, pois somos o resultado de nossas escolhas. Saiba viver bem, pois não há, em canto algum, uma reserva de felicidade que possa ser usada, quando desperdiçarmos os nossos momentos de alegria."
